Baile de Aniversário

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Nathaniel saiu apressado e assim que saiu, deu de cara com Chloe.

-Ruivinho? O que faz aqui? - questionou Chloe surpresa - Veio matar o Felix sem mim?

- Ainda não. - ele riu passando por ela. Quando estava nos últimos degraus da escada ele parou e virou para ela - Você se acha um pessoa sortuda?

-Acho que sim. Na verdade...considerando tudo que eu faço...Tenho bastante sorte.

Nathaniel voltou a subir as escadas e ficando de frente para a loira, segurou o rosto dela entre suas mãos e juntou seus lábios a beijando.

-Vou pega um pouco emprestado. - disse ele com um sorriso e logo após voltou a descer a escada - Te devolvo quando puder.

Mesmo depois que ele partiu dentro do carro, Chloe ficou encarando o carro se distanciando.

-Mais que audácia desse cabeça de tomate. - disse ela cruzando os braços - Gostei.

Seguindo para seu próximo destino, Nathaniel ligou para a pessoa ao qual iria visitar. Sua mente trabalhava a todo instante nos pequenos detalhes do que iria fazer.

Uma semana se passou e Marinette se encontrava na sala de estar da mansão, observando o nome quadro da "família Dupain".

Diante daquela pintura, Marinette conseguia ver, que até mesmo as tintas do quadro transmitiam a tristeza presente em sua vida. Enquanto observava ouviu passos se aproximando, mas não retirou seus olhos do quadro.

-Mari...seu pai disse para você se aprontar, pois o senhor Agreste viria aqui para terminar seu vestido para seu aniversário. - disse Nathaniel.

-Sorri quando a dor te torturar. E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios.  - começou ela a ressitar - Sorri quando tudo terminar. Quando nada mais restar. Do teu sonho encantador. Sorri quando o sol perder a luz. E sentires uma cruz. Nos teus ombros cansados doridos. Sorri vai mentindo a sua dor. E ao notar que tu sorris. Todo mundo irá supor
Que és feliz.

-Essa eu não conheço.

-João de Barro. - disse ela - Acredito que seja esse poema que realemente reatrata quem eu sou. Uma boneca, sempre com um sorriso falso, para enganar as pessoas, e faze-las acreditar que sou realmente feliz.

-Para mim, existe outro poema que te descreve melhor.

-Qual?

Segurando a mão dela, ele a levou até o sofa e a fez se sentar. Se abaixando na frente dela, ele segurou as duas mãos dela, e começou a ressitar.

-Ela tinha tudo para ficar triste, mas insiste em viver sorrindo. Ela tinha tudo para desistir, mas prefere ser feliz, e o que diz, é que vai continuar insistindo. Ela tem orgulho do que se tornou, e de tudo que a fez cair. Porque ela sabe exatamente o que fez, para chegar até aqui. Ela dança pela vida com a leveza de uma pena. Ela canta pelos contos, com a timidez de uma crianca pequena. Mas olhe, não se engane, ela segue seu sonhos e suas verdades. E mesmo que as vezes se desvie, sabe que é assim que vai encontrar sua felicidade. Já se decepcionou por achar que dariam por ela, o que para outros ela deu. Mas entendeu que nem todo mundo, tem um coração como o seu. Ela pode ir para longe para se descobrir e para voar. Mas sabe que sempre terá um galho para onde ela poderá voltar. Porque ela é vida, ela é música, é arte, ela é canção. Ela é brilho, é luz, é energia, mesmo dentro de sua própria escuridão. Cassiano com C.

Marientte sorriu e enxugou a lágrima solitária que escorreu por seu rosto.

-Você sempre me vence nos poemas. - disse ela com um sorriso.

Dança das FloresHistórias para pegar e não largar. Descubra agora