A Historia de Um Amor Perdido

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Assim que Marinette desceu, ChatNoir sentiu um forte impulso de segui-la. Não queria deixar ela sozinha, por nenhum segundo se quer. Após alguns segundos, ele se aproximou do alçapão e desceu alguns degraus. Viu marinette debruçada sobre a pia, e logo depois, viu ela pegar alguns remedio e um copo de água que estava sobre a pia e seguir em uma direção. Ele a seguiu, preocupado com o que ela poderia fazer com aqueles remedios. Viu ela atravessar uma porta e se aproximou.

-Boa noite, mamãe. - ouviu a voz de Marinette com um tom alegre.

-Boa noite, querida. Como foi a aula? - soou outra voz, também de mulher, porém mais fraca e um pouco rouca.

-O mesmo de sempre. - disse Marinette sem muita animação - Trouxe seus remédios. Está com fome?

-Obrigado, querida. Não estou com fome ainda. Pode descansar.

-Tudo bem. Vou estar no meu quarto. Qualquer coisa me chame. Logo desço para fazer o jantar.

-Tudo bem, querida. Obrigada.

Ao ouvir os passos de Marinette, rapidamente ele retornou para o quarto dela, em silêncio, como o felino que era. Se sentou no Divã e agiu com naturalidade. Logo Marinette adentrou o quarto e sorriu ao vê-lo, como se as lagrimas que havia derramado jamais tivessem existido.

-Eu pensei que fosse demorar mais tempo até te ver novamente. - disse ela naturalmente.

-Marinette... - disse ele vendo que ela se controlava - Quando você estava chorando...

-Aquilo? - ela riu - Não era nada de mais. Eu estava um pouco dramatica, nada mais.

Com passos um pouco pesados, ela se sentou na cadeira que ficava de frente para seu velho computador. Ela começou a limpar sua escrivaninha, jogando os papeis amassados que estavam lá, no lixo. ChatNoir suspirou e se ergueu indo até ela. Atrás da cadeira, ele colocou a mão sobre a cabeça dela.

-Por favor...não faça isso. - pediu ele com a voz mansa.

-N-Não fazer o q-que? - questionou ela nervosa.

-Fingir que está bem. Marinette, ninguém chora daquela maneira, e me olha com aqueles olhos, por drama. Sei que não está bem, e se não quiser me contar, por mim tudo bem. Mas apenas...não finja que está bem, quando não está.

Marinette abaixou a cabeça e acabou por derramar mais algumas lagrimas. Estava exausta, e sabia que continuar segurando aquela dor dentro de si, só iria a destruir lentamente.

-E-Eu nã-não, aguento mais. - declarou ela em um tom quase inaudível.

ChatNoir se sentou no chão e rodou a cadeira a deixando de frente para si.

-Estou aqui, princesa. Me conte o que está acontecendo.

Marinette respirou fundo, tentando se acalmar. Sem olhar para o gatuno a sua frente, ela começou:

-A alguns meses...eu cometi um grande, grande erro. - sua voz era fraca...cabisbaixa, e seus olhos pareciam viajar em suas memorias - Um erro ao qual eu estou pagando. Eu não me importo em pagar por algo que eu fiz, mas...não acho justo...as pessoas que eu amo pagarem comigo. É o meu dever pagar o preço... Eles não tem nada haver com isso.

-Marinette...que erro foi esse, para que você ache que mereça pagar por esse tormento todo?

-Eu... E-Eu... Eu...

Ao ver que ela possuia dificuldade para dizer, ChatNoir decidiu não forçar ela a continuar.

-Esta tudo bem. - disse ele segurando a mão dela - Não precisa continuar. Entendo que é complicado, então não se force. Quando tiver certeza que pode me contar, estarei a sua disposição.

Dança das FloresHistórias para pegar e não largar. Descubra agora