Sob as Estrelas

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Após algum tempo de conversa com ChatNoir Marinette se deu conta de que a chuva havia passado. Com um sorriso, ela se lembrou de algo e se ergueu do divã.

-Vem cá. - o chamou subindo a escada em direção a sua cama.

ChatNoir se ergueu da cadeira e a seguiu, passando novamente pelo alçapão, saindo do quarto. Marinette se aproximou da grade de proteção e se apoiou nela e ele se aproximou.

-Sempre depois que chove, o céu fica mais limpo, e as estrelas ficam mais visíveis. - disse ela erguendo os olhos ao céu.

ChatNoir sorriu e se sentou sobre a grade, olhando para o céu.

-Eu costumava fazer isso com a Ladybug e com o Viperion. - disse ele - Ficamos os três sentados olhando para o céu, procurando constelações. Depois do que aconteceu com o Viperion...nunca mais fizemos isso.

-As coisas maravilhosas as vezes se perdem diante de uma grande onda de dor. - declarou Marinette fitando o céu com tristeza.

ChatNoir olhou para ela. Aquele olhar... O olhar de alguém que compreendia a mesma dor que ele sentiu. Não. Não era a mesma dor. Era maior. Mas quanto? Que tipo de dor ela carregava naqueles ombros frajeis? Que tipo de dor aqueles belos olhos haviam visto? Um sorriso sempre gentil, sempre esteve nos lábios dela, desde o dia que a viu pela primeira vez. Séria apenas uma máscara, como a que ele proprio carregava? Ao sentir o olhar de ChatNoir sobre si, ela olhou em sua direção.

-Sinto muito. Acabei deixando o momento melancólico. - disse ela envergonhada.

-Na verdade não. E com todo respeito...acho que está errada.

-Estou?

-As boas memorias não se perdem. Nós que escolhemos solta-las ao invez de nos apegarmos ainda mais a elas, para não perde-las. - ele sorriu.

-Mas como segurar algo, se seus braços não se movem?

ChatNoir sorriu com o que passou em sua mente. Marinette ergueu uma sobrancelha.

-O que foi? - questionou ela com um leve sorriso.

-Não foi nada. Apenas...pensamentos bobos.

-Me conte. - pediu apoiando o queixo na palma da mão e o cotovelo na grade de proteção - Fiquei curiosa.

-Se não consegue mover os braços...então segure com as pernas. - disse movendo as sobrancelhas.

Marinette olhou para ele por alguns segundos e logo após começou a rir.

-Essa foi horrivel. - disse ela entre risos.

-Eu disse que era bobo. - disse ele rindo.

-É bem a sua cara.

Ele riu por um instante, até que ficou confuso.

-Como assim? - questionou ele.

-O que?

-Você disse que é a minha cara. Mas...é a primeira vez que nos encontramos. Como sabe que isso é do meu feitio?

-Bom...É que...A Ladybug ja me falou sobre você.

-A Ladybug? - ele se surpreendeu - Conhece ela?

-Nós conversamos. - disse olhando para o horizonte.

-Tem visto ela recentemente?

ChatNoir não estava chateado com a ideia de Ladybug se encontrar com uma cívil e ter parado de se encontrar com ele, queria apenas saber se ela estava bem.

-Ela anda bem...ausente. - disse Marinette com tristeza na voz - Ela...decidiu que séria melhor para Paris, se ela se afastasse por um tempo.

-Ela está errada. - declarou com tristeza - Paris precisa dela. Mesmo sem o Hawk Moph, a cidade ainda precisa dela. Eu preciso dela. - sussurrou.

Dança das FloresHistórias para pegar e não largar. Descubra agora