Certeza

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Hey povo, bem? vamos lá e ja deixem o voto! ;)


Pov Sheilla

Estar longe de Gabriela e receber a notícia que meu ex-marido havia falecido em um acidente de carro me fez perceber que eu não poderia ficar longe dela durante essas olimpíadas. Resolvi que estaria do outro lado do mundo junto com ela quando ganhassem uma medalha. Então comprei passagens de avião para mim e as tutucas e reservei um quarto de hotel para a última semana de competição caso a seleção brasileira chegasse até a final e eu acreditava nisso.

No final de semana eu e as gêmeas viajaríamos até Saquarema para ficar com Gabriela e matarmos a saudade.

Hoje eu pegaria meu exame de sangue para saber se eu estava gravida e poder tirar essa dúvida que está me matando desde Rimini. Deixei as meninas com a babá e fui cuidar dos meus compromissos pela cidade. Comprei algumas coisas para a casa que eu precisava, algumas roupas infantis já que as que tínhamos estavam ficando pequenas, como vestidinhos, camisetinhas e como a babona que sou alguns enfeites para por na cabeça como laços e xuxinhas, e comprei algo que Gabriela iria gostar, afinal não lhe dava presentes a muito tempo.

No dia anterior havia marcado um almoço com Thaisa para fofocarmos um pouco, pois minha amiga me jogou na cara que eu não estava dando a devida atenção para ela. Pedimos algo mais leve para comermos e fui de limonada de como acompanhamento, o que me lembrava meu amor. Estávamos em uma conversa animada até que sinto alguém colocar uma mão em meu ombro e a Thaisa olhar com cara de surpresa.

-Thaisa, Sheilla.

Em pé atrás de mim estava ninguém mais ninguém menos que Marianne Steinbrecher, minha ex-companheira de seleção e ex-namorada. Achei que nunca mais veria Mari sem que fosse em ambiente profissional como entrevistas e jogos dos clubes. Nosso término não foi dos melhores e achei melhor manter uma distância segura para que não nos machucássemos mais e podermos nos curar do que causamos uma a outra. Num primeiro momento fiquei sem reação e sem saber o que fazer a seguir. Thaisa vendo meu estado de torpor levantou-se e a abraçou para quebrar o gelo. Me levantei também para não parecer mal-educada e a abracei rapidamente.

-Oi Mari, como você está? Quer sentar-se? - Eu esperava que ela recusasse, mas não tive meu pedido atendido.

-Claro. Me conta meninas como andam as coisas? Thaisa já se casou?

-Claro que não minha filha, sou jovem ainda. Mas pelo visto você já leva uma vida de casada a um bom tempo, né?

Mari já estava com a Ellen a mais de anos e parecia feliz nas redes sociais, muitos vídeos engraçados e fotos das duas juntas e eu estava feliz por ela.

-Quem junta se desjunta Thaisa, não chego a casar não. A não ser que seja por amor.- Nesse momento seus olhos se fixaram nos meus e um incomodo muito grande se apossou de mim. Mari ao que parece nunca superou o que tivemos a mais de dez anos atrás e sua mágoa pela não convocação para Londres 2012 acabou de enterrar o nosso relacionamento. O que tivemos foi muito intenso, eu era nova e encantada com como ela me tratava no começo, contudo seu comportamento foi mudando e chegou em um momento que parecia que vivíamos mundos paralelos. A pressão da mídia também teve seu papel para não assumirmos o que tivemos e a briga dela com o Zé foi a gota d'água.

-Ellen parece ser uma pessoa incrível Marianne, que bom que encontrou ela.

-E pelo visto você também já se juntou novamente depois daquele seu marido loiro. Qual era o nome dele? Bruno?.

-Brandon, e ele já não está mais aqui.- Eu conhecia aquele tom de ironia, era o jeito não declarado dela de nos machucar sem que levasse a culpa. Sempre odiei isso.

Fique comigo, G!POnde histórias criam vida. Descubra agora