Decisões e lágrimas

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Hey guys, blz?

vamos de voto ;)

Pov Gabriela

Esses sete dias que passamos no Nordeste com nossa família foi ótimo para que eu e Sheilla reafirmássemos o que sentíamos uma pela outra. Os passeios que fizemos, o jantar romântico que eu preparei para nós depois dela se sentir insegura, o tempo dedicado para as nossas três princesas. Sim três, Sheilla me confessou que ama Alice como se fosse dela e isso me deixava muito feliz.

Na viagem de volta tive um tempo para pensar na situação de Thaisa e o que ela queria de mim. Ela era a melhor amiga da minha mulher e sempre esteve ao seu lado e sou muito grata por ter cuidado da Sheilla e das meninas quando eu não estive lá para fazer isso por elas. Se fosse para tomar uma decisão pensando somente por esse lado eu doaria sem problemas nenhum, mas como envolvia outras coisas teria que parar para decidir o que seria melhor. Eu tinha vinte e cinco anos e estava indo para o quarto filho, fora que um deles era de outra mulher.

Dinheiro nunca seria o problema para nós, afinal Sheilla soube controlar seu patrimônio muito bem e ainda ficou com uma parte do que ela e Brandon construíram juntos e era dela por direito já que fizeram o acordo pré-nupcial, resumindo tudo, ela era rica. No meu caso eu não tinha a fortuna dela por ainda ser muito nova e estar no meio da minha carreira, mas com ajuda consegui investir meus ganhos na Turquia muito bem e hoje eu tinha alguns estabelecimentos sendo alugados e apartamentos em outras áreas de BH.

Thaisa também tinha uma boa estabilidade financeira e poderia criar uma criança sem problemas, o que me incomodava era a relação dela com a Sheilla e se ficaria muito esquisita se eu desse meu sim. As duas eram carne e unha e diferente de Camila que era somente uma colega de seleção e por não conviverem antigamente fosse mais fácil de gerir a situação.

Depois de Camila nos buscar no aeroporto, nos deixar em casa e levar Alice com ela estávamos agora descansando um pouco. Quer dizer, as gêmeas e Sheilla estavam. Como eu não conseguia me desligar fiquei na varanda do apartamento vendo o movimento lá embaixo até sentir braços em minha volta. Me virei dando de cara com a mulher mais linda do mundo. A contemplei por alguns instantes e iniciei um beijo calmo que foi interrompido pelo som do celular da Sheilla. Nos separamos para que ela pudesse ir atender enquanto eu voltava a olhar para fora.

-Calma Thaisa, o que está acontecendo?-Minha mulher veio nervosa e apavorada para a sala e eu me mantive em alerta para qualquer coisa errada que pudesse ter acontecido.-Se veste!-Ela afastou o celular do rosto se dirigindo a mim e eu fui fazer o que ela mandou. Coloquei um short, tênis e camisa antes de voltar para a sala. Sheilla pegou as chaves da BMW e jogou para mim.-O Rafael chegou em casa e começaram a brigar e agrediu Thaisa, vai lá por favor, ele pode fazer algo pior.

Sai correndo em direção ao estacionamento pelas escadas mesmo, que era mais rápido e entrei no carro indo para o local indicado. Quando cheguei no prédio de Thaisa passei direto pelo porteiro que parecia saber que estava rolando uma briga pelos sons de objetos sendo quebrados. Entrei com tudo no apartamento da central e vi Rafael totalmente transtornado e com o rosto marcado pelo que pareciam ser unhas. Quando me viu seu olhar parecia ter se incendiado ainda mais e ele veio para cima de mim.

-Eu não vou deixar você fazer isso.- Tentou me acertar um soco que errou por estar fora de si e acabei o imobilizando até que desmaiou pelo meu mata-leão. O deixei no chão e liguei para a polícia denunciando uma agressão contra mulher dando o endereço. Cheguei perto da porta do banheiro e ouvi um choro baixinho. Suspirei encostando a testa na porta e dei três batidas suaves na madeira.

-Thaisa, sou eu a Gabi. Pode abrir agora.-Esperei alguns minutos e a porta foi destrancada e aberta devagar. Quando vi seu rosto vermelho e inchado meu peito se apertou e a abracei e ela me devolveu o gesto chorando em meu ombro.-Vamos cuidar de você ok?-Ela assentiu e levei-a até o quarto a deixando sentada sobre a cama e fui para a cozinha buscar um copo de água passando pelo corpo desmaiado no chão e sentindo uma raiva enorme do que esse imbecil teve a coragem de fazer. Entreguei a água para a loira e pedi seus documentos para podermos ir para a delegacia e o hospital depois. Com tudo em mãos voltei a sala para esperar a polícia.

Fique comigo, G!POnde histórias criam vida. Descubra agora