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Gaspar 🕊

O problema não era nem comigo, mas se a garota tivesse só a ideia de quem era os outros três mano, bagulho ia ficar ruim.

Dos quatros, até hoje eu fui o único que cai na mídia, minha cara já é conhecida por aí, por isso de qualquer forma prefiro ficar na minha sem tá por aí, mas os mano não!

Principalmente coronel, maluco é chefe do tráfico e comanda o morro, se a cara dele vazar, aí fode forte com a firma, porque ele era o cabeça de todo mundo aqui. Sem ele não tinha meus esquemas, o orelha ia segurar a barra do morro sozinho e o goiaba ia perder os esquemas igual.

Coronel: Vocês queriam o que? - Falou sério, maluco tava bolado com isso.- Chama a mina, achando que por ela ser viajada na vida, uma hora não ia perceber!

Gaspar: Ta de graça pra caralho, tá não? Porque quando eu fui reclamar desse bagulho de trazer ela, eu que sai como errado. Num falaram que sempre vinha nega e não dava em nada? Agora vai ter que sustentar.

Goiaba: Papo dez, aduana achar culpado não! Tu mete o pé pra tirar um tempo longe do morro.- Apontou pro Coronel, ele sempre fazia isso quando o bagulho ficava mais sério.

Orelha: O bagulho é o seguinte, vocês falaram pra caralho no ouvido da loira e a morena fez o que? Ficou calada, ninguém tirou garantia nenhuma! Possa ser até que a Luana feche o bico, mas e a Alice? Quem garante? - Apontou com a cabeça, elas tinham ido embora tinha uns 5 minutos.

Gaspar: Eu vou garantir cara, fica suave! Vou atrás dela, bato um papo namoral.- Coronel me olhou.

Coronel: Tu sabe que com ela é o bagulho diferente, não é o mesmo que a Luana! Tu sabe que o pai dela matou a própria mulher, se o cara fez isso, com certeza deve fazer pior com a filha, entrar na mente dela e ela ser total vulnerável! Na primeira oportunidade, falar.- A gente se olhou e eu neguei com a cabeça.

Orelha: E o que a gente vai fazer? Marolar aqui sem saber do que vai rolar? - Neguei.

Coronel: Eu vou comprar passagem e ir da um tempo em Brasília.- Falou pegando o celular.

Goiaba: Vai se aproveitar pra comer a Débora, isso sim.- Brincou fazendo a gente rir, pela primeira vez a tensão diminuiu.

Coronel: O bagulho é o seguinte, tu vai tá na frente do morro.- Apontou pro Orelha.- Tu vai ficar de olho nos esquemas e fazer segurança do mano.- Falou com o Goiaba.- E tu fica na missão de garantir que nenhuma daquelas duas abram a boca.

Orelha: Injusto pra caralho, só porque o mano quer pegar a Loira fica com esse bagulho fácil.- Debochou.

Gaspar: Se manca maluco, tem nada pra fazer não? - Dei um tapa no pescoço dele.- Bagulho agora é voltar pro morro pra organizar as paradas.

Levantei na maior preguiça e fui arrumar minhas coisas, Andressa tava no quarto dobrando roupa e eu peguei minha mochila.

Gaspar: Vou descer e ir embora, te dou cinco minutos pra tá lá embaixo esperando, porque se não tiver tu vai ficar aí sozinha.- Falei com ela que me ignorou, eu balancei a cabeça pegando a blusa e coloquei a mochila nas costas.

Desci as escadas vendo a Carina fechando as portas do quarto e cheguei no sofá da sala, coloquei a mochila em cima e o Goiaba tava com o raidinho na mão.

Goiaba: Moleque falou que tá tendo fiscalização nas estradas, deixa a arma ai.- Falou comigo.

Eu cocei a cabeça e tirei da mochila junto com as munição, eu nem gostava de andar com arma na sempre tinha que tá trazendo, era uma garantia de qualquer bagulho né! Quase nunca tava na cintura mas sempre tava por perto.

Andressa desceu e eu tava ajeitando o resto da bolsa, ela perguntou se podia colocar a bolsa no carro e Coronel foi saindo pra abrir o carro, quando eu tirei a moto ela veio atrase eu dei a minha mochila pra ela levar, coloquei o capacete e só esperei ela se ajeitar pra meter o pé.

Eu fui tranquilo mas minha mente tava na maior neurose, o caminho todo foi pensando em qual ia dar e se ia ter b.o grande pra resolver logo menos, porque pelo visto ia dar maior confusão isso.

Lance criminosoOnde histórias criam vida. Descubra agora