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Luana 🧚🏼‍♀️

Fechei os olhos implorando para tudo isso não ser real, pra quando eu abrissse tivesse o mero prazer de ver os quatro mosqueteiros rindo de mim por algo, ou até mesmo do meu mosqueteiro preferido, o fantasminha.

Ignorei sua mão passeando pelo meu cabelo, sua voz me pedindo pra abrir os olhos e até mesmo a boca, ignorei o barulho do cinto abrindo e sua mão gelada passeando pelos meus braços.

Luana: Eu espero que você morra de pior forma, que você sinta cada momento da sua morte.- Sussurrei de olhos fechados.- Que seja uma dor tão insuportável que você vai implorar por pieadade, por perdão.

Fábio: Você deveria sussurrar apenas o meu nome assim, não essas baboseiras.- Abrir meus olhos finalmente encarando ele que estava mexendo no meu membro que estava pra fora.

Lembrei dos treinos, afinal eu não ia todos os dias pra aquele lugar só pra ver o rostinho bonito do gaspar, eu iria pra aprender algo.

Minhas mãos estavam amarradas e eu em cima de uma cama, ele na minha frente me encarando e eu olhei pra ele que sorriu. Dei uma joelhada no seu membro e ele gritou caindo pra trás no chão.

Levantei chutando o mesmo local e ele gritou me xingando, ele se encolheu com a mão no seu membro e eu chutei seu rosto vendo ele cuspir sangue.

Fábio: Filha da puta.- Gritou tentando se levantar.

Olhei pro lado da cama pegando um porta retrato de vidro e joguei no seu rosto, ele novamente gritou e eu vi o sangue escorrendo pelo seu rosto, corri em direção a porta fechando ela e sai correndo da casa.

Minhas memórias me lembraram aonde eh estava, na zona leste. Desci a rua correndo em busca da sorveteria que eu já havia visto aqui perto, quando vim com a Alice pra cá, usávamos essa casa pra fazer festinha com alguns amigos e namorados.

Vi um carro vindo na minha direção e paralisei por uns segundos, mas continuei a correr na direção contrária até escutar uma voz familiar.

Luiz: Luana, para! - Gritou e eu parei de correr olhando pra ele, enquanto dava uns passos pra trás.- Filha, o seu pai tá aqui, tá tudo bem.

Luana: Me deixa em paz.- Gritei.- Você sabia de tudo que ele fez, você deixou acontecer debaixo da sua própria casa.

Luís: Eu não sabia de nada, eu juro por deus.- Falou vindo na minha direção correndo.- Sua mãe me escondeu tudo que havia acontecido, eu só fiquei sabendo hoje quando vi que ele lhe pegou.

Luana: Você é falso, você é um mentiroso.- Falei negando, sentindo as lágrimas caírem sobre meu rosto.

Luiz: Eu juro pra você, eu descobri que a sua mãe tem um caso com ele também, acredita em mim, eu imploro.- Se ajoelhou no meio da rua.

Olhei pro lado vendo duas motos e um carro subindo na minha direção, dei as costas pro meu pai ajoelhado no chão e fui voltar a correr na direção oposta dele.

Quando eu estava correndo escutei um tiro, me virei assustada e vi o meu pai caindo de cara no chão, parei de correr sentindo meu cabelo batendo todo no rosto e minha respiração estava acelerada, eu sentia meu coração pulando dentro de mim. 

Luana: Pai.- Gritei sentindo minha garganta rasgar e voltei a correr na sua direção, aonde via uma poça de sangue escorrendo pelo chão.

Passei pelas motos que estavam agora parada na esquina e quando estava chegando perto do meu pai, sentir uma dor inexplicável.

Gaspar: Luana.- Escutei seu grito estrondoso, cai sentada no chão com a força do tiro e senti minha cabeça girar.

Olhei pro meu pai enquanto subi a mão pelo meu corpo, coloquei a mão no meu peito sentindo o sangue saindo e perdi a força aos poucos, não conseguia fazer nada, apenas tinha pequenos flashes de algo que talvez acontecia, ou era minha imaginação, mas eu via algumas pessoas correndo, disparos de arma, alguém me olhando com preocupação, mas eu não consegui sentir ou escutar mais nada, apenas um som final que me fez perder a consciência total.

Lance criminosoOnde histórias criam vida. Descubra agora