Gaspar 🕊
Cheguei em casa achando que não tinha ninguém mas quando fui entrar no quarto a Andressa tava no telefone, passei direto pra banheiro e tranquei. Vi que minhas costas estavam arranhadas e resmunguei bolado, quando ia tomar banho a Andressa começou a bater na porta.
Andressa: O que você fez pra Luana? - Gritou batendo na porta e eu encarei a porta, mas dei meia volta e entrei no chuveiro, ligando a água.- Gaspar, ela foi expulsa de casa. No que você meteu a menina? Que caralho, filho da puta.
Gaspar: Vai se fuder caralho, nem vi aquela menina hoje.- Gritei bolado e ela parou de bater na porta.
Andressa: Imbecil.- Gritou e eu neguei com a cabeça.
Meu celular começou a tocar em cima da pia e eu olhei de longe, vi o nome "Coronel" e ignorei o mano, se a Luana tinha sido expulsa de casa e segundos depois ele me liga, ia querer que eu fizesse algum favor, certeza.
Tomei meu banho tranquilo, sai enrolado na toalha e peguei meu celular, vesti uma roupa e liguei pro mano, vendo ele atender.
"Coronel: Ou filho da puta, não atendeu por maldade né? - Eu ri.- Preciso de tu no corre.
Gaspar: Bagulho da loira? Irmão, manda outro aí, por que eu?
Coronel: Porque eu sou o chefe e tu é o único que ela sabe quem é, não pode tá dando bobeira dela descobrir os outros não.
Gaspar: E tu que que eu faça o que? Crie um abrigo? - Ele riu.
Coronel: Leva ela pra tua casa, tua mulher né prima dela?
Gaspar: Nem fudendo filho, nem fudendo! Eu busco ela, mas manda o dinheiro da gasolina, da comida e arruma um lugar.
Coronel: Toma no teu cu e vai lá no bagulho que era mora, traz ela pro morro e leva pra boca."
Ele desligou na minha cara e eu bufei cansadão, coloquei uma roupa e sai indo pro condomínio dela, ela tava encolhida na portaria e tomando água, o porteiro me olhou e eu balancei a cabeça, antes ele morava do morro e era conhecido pelas drogas que usava.
Gaspar: Deu ruim ein, loira.- Desci da moto balançando a chave, ela me olhou e eu olhei o rosto dela todo rasgado.
Estendi a mão pra ela e ela pegou na hora, colocou o copo em cima e agradeceu ao porteiro. Era tava tremendo, tava gelada e não parava de chorar.
Gaspar: Tá passando mal? - Falei vendo ela tremer enquanto segurava minha mão, Luana balançou a cabeça e deitou no meu peito me abraçando, eu não tive outra escolha a não ser abraçar ela pra tentar deixar ela mais calma.
E não adiantou de nada, ela ficou mole e quase deixei ela cair, vi que ela tinha desmaiado e olhei pro porteiro, ele me ajudou a colocar ela sentada e eu me agachei segurando o corpo dela, liguei pro Coronel e ele me atendeu na mesma hora.
"Gaspar: Manda um carro pra cá, a cabelo de ouro desmaiou, tem como eu levar ela não."
Falei só isso e desliguei, tava bolado com o mano que me tirou de casa pra ser babá de nega, peguei papel toalha e passei no rosto dela tentando limpar o sangue, o carro chegou e o Orelha tava digirindo, coloquei ela lá dentro e ele saiu, balancei a cabeça pro porteiro e quando ia sair, vi a Alice caminhando pra fora.
Eu não sabia nem o que tinha acontecido, se a Alice tava procurando pela amiga ou se ela que tinha feito algo. Tive até vontade de ir lá dar uma surra maneira por ela ter explanado os bagulhos mas virei a cara e acho que ela nem me viu, desci pro morro pra não me envolver em b.o e tomar no cu depois.
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Lance criminoso
Novela JuvenilO clichê mais bonito de ver, visões e mundos diferentes. Qual a chance disso dar certo, do encontro acontecer, ou melhor, do amor transparecer? É isso que faz tudo ser intenso, divertido e o que faz causar o frio na barriga. O amor nunca é tão fáci...
