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ESCOBAR 📿

Escobar: eu falei que ia atrás de você, não foi? —segurei o Brito pelo pescoço— tu vai com a gente pô.

Brito: se acha que eles vão deixar? Se tu me levar, eles vão se vingar.

Escobar: tu que pensa menor! Tu não é cria daqui não, eles querem que você se foda, você vivo ou morto não faz diferença pra ninguém não! Nem pra tua mulher grávida que tu abandonou lá, se liga. —joguei ele pro peito do Goiabada— pode levar pra van, ele vai dar um rolê e relembrar de onde veio. —debochei.

A gente fez um estrago nessa porra aqui, descemos a bala em geral sem dó nenhuma, eles estavam despreparados e mal reagiram. Foi facinho, achar o Brito também, primeiro cara que foi confrontado já caguetou.

Mandei recuarem e partirem pro complexo, já estávamos com que interessava.

R3: avisa o paizão que ta na mão, pegamos o x9.

Brito: eles vão derrubar vocês, eles vão vim atrás porra. O Alemão vai virar do ADA.

Escobar: faz ele calar a boca aí, papo reto! Não aguento mais ouvir a voz dele não.

O R3 deu um retão na dele, rapidinho parei de ouvir a voz do menor.  Só tava me perguntando se a Beatriz tinha chego na casa dela, se alguma parada aconteceu com ela. Mina doidona também, foi fazer o que em porra de favela de facção rival.

Eu falo que as vezes ela não bate bem da cabeça, puta que pariu.

Pelé: faz o que com ele? —disse assim que chegamos na favela.

Escobar: leva pra salinha pô, espera o Th dar a ordem de qual vai ser o proceder. —ele assentiu— aí R3, fica na responsa aí, tô ralando.

R3: vai pra onde?

Escobar: Alemão.

R3: pegar a pista agora é problema, Escobar. Espera aí porra, fica na moral. — balançou a cabeça.

Escobar: da não, preciso resolver um bagulho.

Meu celular eu tinha perdido não sei aonde, não dava nem pra falar com a vacilona, o jeito era brotar lá mesmo.

Só passei em casa, tomei um banho rápido e peguei a minha moto. Avenida Brasil tava naquele trânsito todo, mas cortando em tudo eu cheguei lá rapidinho. Me lembrava da onde era a casa dela ainda, parei a moto umas 2 casas antes e desci. Fiquei chamando lá maior cota, e nada porra.

- ela se mudou. —a vizinha saiu me olhando.

Escobar: a senhora sabe aonde ela tá morando?

-eu não sei não, mas aquele aí —apontou pro bar e eu vi o Vk— com certeza sabe.

Escobar: valeu aí. —agradeci.

Queria saber logo o porque dela falou que ele com certeza saberia, fiquei cismado mesmo. Fui até ele e sentei me aproveitando que estava sozinho.

Vk: tu por aqui?

Escobar: preciso de um bagulho teu, nada demais.

Vk: só fala paizão.

Escobar: endereço da Beatriz. —ele ajeitou as costas e me olhou mexendo na arma.

Vk: qual a sua com ela?

Escobar: eu quero que tu me diga aonde ela tá morando agora, não vim pra dar satisfação pra tu não.

Vk: tu é ignorante pra caralho né? Se acha o pá só porque ta de frente, se liga pô.

Escobar: me acho não, eu sou o pá parceiro. —me levantei no ódio.

Quando tava saindo o Árabe entrou, ele me olhou surpreso e me cumprimentou. Tô ligado que ele é irmão da doida, mas ele não é tão cismado com ela não, pelo menos não que ela conta. Porque ela só reclama do Ogro.

Escobar: aí, posso pedir um bagulho na moral?

Árabe: fala.

Escobar: quero saber aonde tua irmã mora. —ele riu balançando a cabeça negativamente.

Árabe: eu te levo lá, mas aí, o que tu tem com ela?

Escobar: nada sério, por enquanto. Deixa baixo o negócio, jaé?

Árabe: vou falar nada não, mas aí, ela é minha irmã tá ligado? Qualquer bagulho de ruim que tu fizer com ela, eu mesmo cobro. — só assenti.

Diferente do Ogro, o Árabe era maneirinho, sabia trocar ideia e não tinha toda aquela marra não. Os papos com ele fluía até melhor.

Ele me levou lá na maior paz, quando mostrei aonde era, meteu o pé. O portão tava aberto, como sempre, ela e essa mania de deixar o portão destrancado. Passei pelo quintal e bati na porta dela, quem abriu foi o colega dela, o tal de Gabriel que ela sempre falava.

Gabriel: é pra tu Bia. —gritou— ela tá lá dentro, pode entrar. No quarto.

Escobar: valeu. —falei e fui em direção ao corredor.

Bia: aí quem é? Não quero visita na... —parou de falar assim que apareceu na porta do quarto e me viu.

Cheguei perto dela e a mesma me abraçou forte.

Bia: graças a Deus você está bem. Eu tava preocupadíssima.

Porra, não tava acostumado a ver ninguém além da minha coroa ficar preocupado comigo. Chega ser uma parada estranho isso aí.

Intocável - em processo de revisão! Onde histórias criam vida. Descubra agora