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BEATRIZ 🌪

Bia: não tô no pique mesmo mana, parou.

Gabriel: tu só fica em casa cara, qualquer dia desses entra em depressão ai. Não tô falando pra você sair e beijar todo mundo não, só quero que tu distraia a mente um pouquinho irmã. 

Bia: tá bom, eu vou. Mas aí, não vou demorar muito não.

Gabriel: quando você quiser vim embora, eu te trago. 

Viado chatíssimo, insistindo a beça pra mim ir em no baile de Moscow, Ret vai estar lá e vai ser aquelas coisas né? Geral confirmando.

Gabriel: vou até pedir pro meu colega separar um reservado pra gente, do ladinho do palco.

Bia: e tomara que valha a pena viu? Porque eu tô cansadíssima e vou sair daqui só pra ir na Rocinha ver esse show.

Gabriel: é o Ret mana, lógico que vai valer a pena! Aquele gostoso não decepciona não.

Ele ficou aqui em casa comigo o dia todo, até dar o horário da gente se arrumar. Não tava calor hoje, tava aquele ventinho, mas com certeza no meio do povo vai tá um calorzão.

Então achei um look ideal pra ir, um vestidinho de manga longa preto bem simples, mas era o que tinha e um salto com brilho porque não sou fraca, certeza que meu pé vai doer babado, mas de tênis não vou não!

Povo gosta muito é de mídia, meus seguidores cada dia aumentava mais e mais e consequentemente o comentário de pessoas dando palpite na minha vida também.

Li até alguns agora me massacrando por eu estar saindo, dizendo que eu só tava com Vinicius pelo malote, que eu nem amava ele. É cada coisa que meu Deus, o pior é que esses comentários me atingem, não consigo ficar sem ligar não. Antes eu tacava o foda-se e já era, agora não é mais assim. 

Gabriel: belíssima mona!! Partiu?

Bia: bora antes que eu desista. —peguei a minha bolsa de brilho pra combinar com o saltinho.

Gabriel: xocotó hein!! Animação por favor hein?

A gente saiu daqui e tinha um carro esperando por nós no pé do morro, quando abriu a porta era logo quem? Rayssa cara, que ódio.

A garota até ontem só andava a pé, aí pisquei ela aparece de carro, de moto.

Bia: abre a boca, tá dando pra quem pra tá aparecendo assim de carro? Porque até antes de ontem era moto né?

Rayssa: aí, parou hein!! Mas o carro não é meu não, é do bofe da rocinha —riu— peguei emprestado só pra buscar a minha grávida.

Bia: não sei quem é mais maluco, ele de deixar você com o carro ou eu de entrar pra ir contigo como motorista.

Gabriel: os dois, agora acelera aí Rayssa.

Rayssa: já tô acelerando viado. —disse indo a 10km/h.

Gabriel: amanhã a gente chega então, puta que pariu!

Bia: antes devagar do que ela acelerar e a gente não chegar lá.

Segurei na mão do Gabriel e a gente foi passando pela multidão até chegar nos reservados, o nosso era bem na ponta mesmo, o segundo. O primeiro era de uns bandidos que estavam lá, Rayssa chegou e já logo foi cumprimentar eles, conhece todo mundo, fico de cara.

Eles já pegaram o balde deles e eu o meu né? Pedi quatro garrafa de água pra não tem que ficar descendo toda hora.

Senti um braço pesado no meu pescoço e virei meu pescoço pra olhar quem era, porque tinha tomado um susto né?

Alexandre: aí grávida, tá perdida é? — olho a cara dele de menino novo. Não sabia a idade dele, mas a cara não era de velho, só o jeito de falar e agir que era maduro demais pra idade que ele tinha.

Bia: Gabriel me arrastou pra cá.

Alexandre: toma cuidado, tu com essa barriga aí. —alisou ela por cima do vestido devagar e eu me mexi incomodada, não gosto que qualquer um me alise não, acho uma coisa muito íntima.

Bia: vou tomar, tenho certeza que esse não é seu reservado.

Alexandre: me expulsando assim?

Bia: antes que suas namoradinhas venham soltar piada pra mim.

Alexandre: não namoro, tu sabe. A única pessoa que eu tô disposto a namorar, não me quer. Acredita?

Bia: acontece. —a única pessoa que eu queria tá morta. Pensei.

Alexandre: tu é ruim demais cara. Vou indo, tô ali do lado, qualquer coisa me chama. —beijou minha testa e saiu.

Rayssa: todo carente pô, por isso que não come ninguém. —dei risada, o erro.

Abri a minha garrafa de água e levei até a boca dando um gole grande, tava morrendo de sede.

Semicerrei os olhos vendo aquele homem de costas, me lembrava exatamente o Vinicius, até o jeito de andar. Mas como estava virado e longe, eu não consegui enxergar bem.

Até o cara virar de frente e me encarar durante uns segundos, paralisei mesmo, parecia MUITO o Vinicius, só que mais gordinho e com mais tatuagem, o cara virou o rosto de movo e entrou no meio de um monte de bandido. Por um momento meu coração até parou.

Gabriel: viu fantasma foi? Qual foi cara?

Bia: vou usar o banheiro, preciso!

Gabriel: quer que eu vá? —neguei— não demora então, Ret daqui a pouco entra e eu quero cantar Vivaz agarrado contigo. —quase gritou no meu ouvido, tava doido já.

O homem estava entrando numa parte do baile que pelo o que me parece era só pros bandidos forte de verdade mesmo, eu precisava mesmo entrar lá e olhar pra aquele rapaz e ter certeza que não era meu Vinicius.

Quis nem saber de nada, atravessei o baile todinho pra chegar aqui na ponta e o bendito cara não deixar eu entrar.

Se não fosse minha barriga, com certeza que dava meus pulo e entrava ali numa boa, não que eu esteja reclamando da Alexa né? Mas porra filha, podia ajudar a mamãe cara.

Bia: eu tô grávida cara, tô passando mal e tô ciente que meu irmão tá aí dentro, só ele pra me ajudar, deixa eu passar pô.

-não da não garota, se acha que não conheço esse papinho? Ta grávida volta e vai pra casa, aqui tu não entra. —fiquei de cara quente, doida pra esmurrar a cara desse bofe.

Sai da frente dele e marquei no canto ali, só esperei uma brecha dele olhar pro lado e eu passei ali voando.

Entrar ali foi um caos total, tava rolando maior putaria pô, Deus me livre cara!! Tinha mulher tirando a roupa, beijo triplo rolando, nojo!! Nunca tinha vindo em partes do baile assim não, sai fora.

Desviei de todo aquele povo estranho e fui andando olhando pros lados até procurar quem eu queria achar, só pra ter certeza que não era ele, sabe? Eu precisava disso.

Tava quase até desistindo de achar o bofe, porque papo reto, tava me dando até nojo de ficar aqui. Fora que uns bofe me secava de cima a baixo sem nem se importar com a minha barriga. E eu morrendo de medo de alguém esbarrar nela por sinal, mas tava aqui caçando assunto ainda.

Senti uma mão pesada apertando meu braço e eu já olhei pra trás puta e morrendo de medo.

Meu olhar bateu naquela mão grossa que estava segurando meu braço e eu observei as dedeiras de ouro, quando ergui meu olhar pra cima minha boca secou, meu coração disparou e a garrafa de água que estava na minha mão caiu no chão.

Intocável - em processo de revisão! Onde histórias criam vida. Descubra agora