63

41.2K 2.1K 88
                                        

ESCOBAR 📿
1 semanas depois

Fechei a mão pronto pra meter um soco na cara dele, já tava perdendo a paciência. Nego acha que sou bobo, que entrei no crime ontem e virei chefe por acaso, mas não é assim não. Sou cria e muito bem criado pô, ninguém vai me passar pra trás não.

Escobar: vou bater cabeça contigo não menor, tu tem 1 semana pra devolver a porra dos 15mil que você pegou, cada dia a mais que se passar a mais eu vou matar alguém da tua família, tá avisado.

Caleb: coe Escobar, minha família não tem nada haver. Eu vou devolver o dinheiro, no meu tempo.

Escobar: no teu tempo um caralho, no meu tempo. Tu tem uma semana, caso contrário, deixei avisado já. Se ele demorar mais que o tempo, enterra vivo. —falei pro Tucano.

De qualquer forma ele ia morrer, mas eu quero meu dinheiro antes, no prejuízo eu não ia ficar, isso nunca.

Vi a mensagem da coroa no meu celular, me xingando de tudo qualquer nome pô, só porque faz tempo que não apareço por lá, vou até fazer essa moral hoje, aproveitar que tô no meu horário de descanso.

Silvana: filho mais desnaturado que eu tenho. Meu Deus do céu. —revirou os olhos e me deu um abraço forte.

Escobar: tava como, na correria braba aí.

Silvana: e não tem mais tempo pra me ver? Seu pai tá lá dentro, daqui a pouco tá saindo aí.

Escobar: coluna dele tá boa?

Silvana: melhorou com os remédios. Ele não tá sentindo mais dor, parou de pegar peso.

Escobar: ai sim. Tem o que de bom?

Silvana: tem a costela que você ama.

Escobar: pode mandar ela mesmo, me amarro legal. —ela riu e pediu pra uma mulher trazer junto com uma coca e eu sentei na mesa com ela— senhora tá bem?

Silvana: to bem né, Rayssa ontem me apareceu lá em casa com um rapaz, acredita? —fofoqueira a beça ela pô, mas gosto de tá informado também.

Escobar: quem é o sujeito?

Silvana: não vi, não desceu do carro. Só sei que ela saiu do carro toda desnorteada, descabelada. Quero nem saber o que tava fazendo lá dentro.

Escobar: hum.

Silvana: e a Marina, o meu netinho na verdade?

Escobar: ela é maluca pô! Não quer me dizer quando é a próxima consulta só porque não pude ir na última aí.

Silvana: perder a primeira consulta do seu filho não da também né?

Escobar: não foi porque eu quis não, eu tenho as minhas coisas ainda. Não é sempre que vou poder deixar de lado não. —nem toquei no assunto da missão, por mim ela não fica nem sabendo.

Silvana: vai atrás dessa garota hoje e vai saber do teu filho, não deixa que ela te afaste dele não, mesmo ele estando na barriga. E outra, agora suas obrigações vem atrás da criança.

Não era como eu pudesse simplesmente deixar de fazer uma missão porque eu tinha a consulta pra ir, não dava pô! Bagulho tinha que ser logo e eu não ia desmarcar só por isso não.

Se eu não deixo meus soldados faltar em missão por isso, porque eu ia faltar? Tenho que tá ali de exemplo.

Peguei meu celular que brilhou com o nome da Kauany, e vi a mensagem dela dizendo que queria falar comigo.

Escobar: eu vou resolver isso, hoje. —respirei fundo.

Comi ali com ela, quando acabei eu só falei com meu pai rápido e sai indo em direção a casa dela.

Bati na porta e fiquei chamando por uns 5 minutos ali, tava perdendo a paciência real.

Marina: Vinicius? —apareceu— quer o que aqui? Nem me avisou, pô.

Escobar: achei que tivesse em casa já.

Ela abriu o portão e me encarou.

Marina: vai ficar do lado de fora? —sorriu— a gente pode conversar aqui dentro, não vou morder você não.

Escobar: tô ligado que não, tu só late demais. —falei e ela me encarou bolada.

Marina: tu já tá começando a me tratar com falta de respeito, eu sou mãe do teu filho. —entrei e ignorei ela.

Escobar: aí, quero saber da cria, ela tá bem? Como foi lá?

Marina: bem, muito bem. Coraçãozinho dele bateu forte a beça. —dei um sorriso— você tinha que ver.

Escobar: tá precisando de alguma coisa tu?

Marina: a médica passou algumas vitaminas sabe? E são meio carinhas.

Escobar: vou te dar. 500,00 da?

Marina: sei não, mas eu vejo lá. —concordei e dei duas notas de 200 e uma de 100.

Escobar: tem o ultra aí? —ela me encarou e negou rápido.

Marina: não peguei, esqueci. Da próxima consulta tu vai e vê, jaé? —assenti— se não der outra bola fora né?

Escobar: engraçadinha tu né não? da próxima eu vou. Se tiver precisando de qualquer bagulho, fala comigo. Tua irmã tá aí?

Marina: chega da escola daqui a pouco —olhei no relógio— deve tá perto.

Escobar: vou esperar então. —catei meu celular.

Marina: você quer o que com ela? Pode ir.

Escobar: ela que quer comigo, quer me falar algo. —a cara dela mudou na hora pô, de morena ficou branca.

Marina: ela ia falar sobre a consulta só, eu mesmo que pedi a ela pra falar contigo, mas cheguei a tempo.

Peguei meu telefone que começou tocar e atendi.

Escobar: qual foi? Quer o que tu?

Rayssa: a Bia cara, tá passando mal aqui em casa. Desmaiou e agora tá tonta aqui, não quer ir pro posto de jeito nenhum. —já levantei na hora— corre, vai que a garota morre. 

Escobar: segura ela aí, tô indo.

Marina: já vai atrás da namoradinha? —desliguei o celular e guardei no bolso da calça.

Escobar: não é da tua conta não. —falei grosso e abri a porta dela batendo de frente com a kauany.

Kauany: já vai? Tenho que falar contigo, urgente.

Escobar: não da não, fica pra próxima.

Marina: vai atrás da tua mulherzinha, é melhor. —puxou a kauany.

Escobar: da próxima pô, agora não dá mesmo.

Sai de lá todo afobado e entrei no carro.

Intocável - em processo de revisão! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora