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BEATRIZ 🌪

Bia: Eu não vou fugir não, Vinicius.

Escobar: eu tô ligado, mas acontece que essa porra tá lotado de gente que não sabe de quem tu é mulher e aí, o que custa tu ficar comigo aqui?

Bia: ta todo grudado comigo porque?

Escobar: escaldada demais, não posso não? Relaxa aí, daqui meia horinha você vai. —beijou meu pescoço.

Mesmo grudada nele eu não deixei de dançar e zoar com a Rayssa, ele ficou atrás de mim, mas eu mesma assim aproveitei igual, da em nada não.

Xx: abaixar o som aqui maneiro pra gente falar com o homem pô. Escobar tá como? Deixando a favela naqueles pique todo, melhor gestão sem dúvida pô —o DJ abaixou o som e falou no microfone, na hora as atenções vieram pro nosso camarote e o Escobar levantou o copo em um cumprimento— homem agora tá casado, avisa elas que o homem não está mais na pista não, tá no laço e quem laçou foi a patroa de preto ali, essa aqui é em homenagem ao casal. Patrão que pediu.

Ela vai embora e chega uma saudade
Pouco tempo, muita intimidade
Minha gostosa, ela é minha diaba
'Tá na minha mão, eu não vou largar
Meus amigos disse que 'to bem, é que eu mudei e voltei a sorrir
Não esperava que os nossos caminhos iam se cruzar
Logo na nossa favela, no meio de toda essa guerra
No meu colchão, o edredom
Fica um cheiro tão bom, cheiro tão bom
Transando chapadão
Eu bebendo meu whisky, tu bebendo heineken, yeah
Pede carinho com tapa
Nossos corpos se conectam
Sexo de arrepiar
Todos ao redor nos invejam
Queriam o seu lugar
Queriam o meu lugar
Nossas noites não vão ter fim

Escobar: eu te amo demais sua filha da puta, tu só pode ter feito macumba pra mim, na moral mesmo. —dei risada, quando eu ia falar alguma coisa ele colocou a mão no bolso e tirou uma caixinha pequena de veludo preta.

Bia: se for igual um pneu eu não quero. —brinquei.

Escobar: não é, mas deveria ser. —ele abriu e esticou— tu aceita ser minha mulher pro resto da minha vida?

Bia: lógico que eu aceito. —falei com os olhos cheio de lágrima, normalmente não sou assim.

Ele colocou a aliança no meu dedo e eu no dele, era a coisa mais linda de verdade. Não era igual um pneu não. Não era fininha, mas mesmo assim era linda. (Mídia)

Toda cravejada no ouro e na minha tinha umas pedrinhas que com certeza não era nada barato não, isso aqui deve ter custado uma fortuna de verdade.

Bia: Eu te amo, meu gostoso.

Escobar: te amo minha diaba, agora tu tá no meu nome e já era. —me puxou pela cintura.

Grudei nossos lábios e dei um beijo calmo nele ali. Só desgrudei dele depois de umas meia hora quando vim no banheiro com a Rayssa.

Rayssa: aliança do caralho, que coisa mais linda mano.

Marina: Linda mesmo. —ouvi a voz dela, tirei o olho do meu anel e me virei vendo ela sorrir fraco— parabéns, querida. Aproveite o seu momento, porque uma hora ele acaba.

Bia: pode deixar, vou aproveitar muito. —abaixei meu dedo e puxei a Rayssa pra sair dali.

Repreende toda energia negativa dessa garota, Deus me free!!!

Tinha nem visto que ela estava pelo baile, ainda mais aqui perto dos reservados, xocotó.

Passei pelo Luan, que já estava aqui no camarote há um tempo com mais dois meninos, sei nem o que veio fazer aqui. Mas também não sou burra, veio atrás de mulher.

Rayssa: garotinha amargurada, credo. Notou que a barriga dela não sai daquele tamanho?

Bia: é recente a gravidez, tem gente que demora pra ganhar barriga. Mas vou nem pensar nela que hoje eu tô muito feliz. —sorri toda boba.

Aproveitei que o Cabelinho ainda estava no palco e fiquei ali curtindo o restante do show. Sou apaixonada demais nele, ele é um homão do caralho.

Quando ele saiu do palco começou aquelas putaria toda que eu adoro dançar. Quando ia saindo o Escobar me puxou devagar pelo braço.

Escobar: aí, cuidado papo reto.

Bia: relaxa, agora qualquer um sabe que tô contigo.

Escobar: fica na minha vista. —assenti.

Parecia meu pai cara, só que entendo ele, baile cheio e eu já nem amo uma confusão né? Pra me embolar aqui é rapidinho.

Ele sabe bem, porque a primeira vez que nos vimos eu ainda xinguei ele de comédia kkkk, mas sou assim mesmo, abaixo a cabeça pra nada e pra ninguém.

- presta atenção garota, tá de sacanagem, quase derrubou minha bebida.

Bia: se liga bofe, quem tem que prestar atenção é você, veio na minha reta aí. —eu hein, cara maluco, folgado.

-maior cara de patricinha, vocês sobem a favela e acha que essa porra é bagunça. Presta atenção da próxima tu nem desce. —gargalhei e ele me encarou bolado, mas saiu.

Bia: pede nem desculpa ainda, comédia. —na hora que falei senti meu cabelo sendo puxado, era o próprio.

-repete garota.

Gabriel: solta minha amiga, ela tá meio alterada já, deixa ela. —disse afobado.

Bia: você se esbarrou em mim e nem desculpa pediu, co me dia. —reperi pausadamente.

Dei risada sozinha lembrando da primeira vez que vi ele. Os dois cheio de marra um pra cima do outro, quem diria que toda essa nossa marra ia sumir fácil.

Mas confesso que até hoje eu adoro provocar ele, ver ele com aquela cara de bolado dele, me amarro mesmo.

Ao mesmo tempo que eu e ele somos parecidos, a gente é diferente. Os dois são extremamente ciumentos e gostamos de marca território, isso é óbvio, nenhum de nós tem paciência, mas ele se mantém mais na dele e eu já gosto de testar ele.

Intocável - em processo de revisão! Onde histórias criam vida. Descubra agora