BEATRIZ 🌪
Cheguei em casa com a cabeça meio atordoada. Parece que quanto mais eu transo com ele, mais eu quero. É algo meio estranho sabe?
Não vou dizer que já transei com vários caras porque não é verdade, mas os que eu tive experiência não era nada parecido. Até porque a maioria dos homens querem mais o próprio fazer do que dar para as mulheres. E ele não era assim, fazia questão de fazer as coisas de uma forma boa para os dois, talvez fosse isso que estava fazendo eu só pensar em transar com ele.
Subi e tomei um banho pra poder me limpar melhor, coloquei meu baby-doll de seda vermelha e deitei na cama pra relaxar, acabou que dormi.
[...]
Bia: não precisa sério, Vitor. — insisti de novo perdendo a paciência.
Vk: não te entendo cara, te dou a maior moral e tu me negando. Te fiz algo Bia? — cruzou os braços bolado. E eu arqueei as sobrancelhas.
Bia: não, você não fez nada. Eu só não quero ficar aceitando sair contigo sabendo que não tô na mesma onda que você — fui sincera.
Vk: tudo isso por causa da minha condição? Eu te prometo que se você me der uma chance eu vou conseguir te dar uma vida de princesa. —respirei fundo, já tava ficando chato toda essa situação.
Bia: meu Deus Vitor, por favor, eu não quero mais porque não tô afim. Não é pelo seu dinheiro ou por você ser quem é, só não quero. Melhor desisti, tá ficando chato demais toda vez a mesma situação.
Vk: então tá tranquilo, Beatriz. — fez joia e saiu bravo.
Agora pronto, sou obrigada a sair com ele só pro bonito não ficar triste? Eu hein. Ele não desiste nunca, isso que foi só um pente, coisa rápida. E isso não era porque eu tinha a buceta de mel, dava pra ver que era do gênio dele ser chato e persistente.
Entrei na casa do Gabriel e me joguei no sofá sentindo o ar fresco que estava aqui dentro.
Gabriel: aí mana, Vk é gostoso, mas é muito carente, sai fora. Tu iludiu ele também, dizia que tava gostando dele e tudo.
Bia: e eu achei que tava gostando, mas só durou duas semanas, posso fazer nada. —bebi meu suco e dei ombros — mas aí, tenho uma proposta pra você.
Gabriel: fala.
Bia: Eu to recebendo mensagem de muitas lojas e não tô dando conta, aí queria saber se você poderia cuidar dos agendamentos e ir conversar com as lojas, porque fico muito sobrecarregada.
Gabriel: Eu posso te ajudar amiga, ainda mais que na recepção do meu serviço eu fico só sentada mesmo, fingindo que tô trabalhando.
A gente conversou e ele foi me dando várias ideias e tudo mais. Pelo calor que estava logo animei irmos tomar um sorvete pelo morro, tava de bobeira mesmo. A gente comeu conversando e depois fomos pro salão, hidratei babado meu cabelo, fiz a manutenção da minha unha, paguei e sai.
Daniela: vocês são dois falsos cara. — chegou toda alterada.
Bia: por causa de que? Ta doida?
Daniela: vocês sempre acham que tô maluca né, mas só vocês não vê que sempre sou deixada de lado. Vocês dois sempre vão pra lá e pra cá sem mim, acho incrível. Só me chamam na hora que convém.
Bia: aí Daniela pelo amor, fui na casa dele falar de trabalho com ele e depois quis dar uma passada no salão e ele me acompanhou. Não é porque nós três somos amigos que não podemos sair um sem o outro, se tu quiser sai só comigo, só com o Gabriel ou com outra pessoa. Não muda nossa amizade.
Gabriel: Pra mim isso é bem fogo no rabo, eu hein. Você dormiu lá em casa 3 dias e a Beatriz não tava, nem por isso fez cena. E você também não ligou pra isso, né?
Ela saiu batendo pé e eu caguei literalmente, não ia nem me estressar por isso. Daniela fica toda enciumada desde sempre, mas ela sabe que na nossa amizade nem existe esse negócio de deixar ninguém de lado.
Ouvi os fogos sendo lançados e eu na rua, só sei que agarrei no Gabriel e corri o mais rápido possível até a minha casa que era a mais perto, abri o portão me tremendo, fechei tudo e fiquei ali abaixada. Os tiros depois de quase duas horas foram cessados. Mandei várias mensagens pro Luan, pra Miriam, pro Maurício e so quem respondeu foi a minha cunhada, mas sem notícias deles.
Se antes eu ficava preocupada só com o Luan, agora tenho o outro pra me preocupar mais. Ouvi um porradão na minha porta, tomei um susto caralho, levantei e olhei pro Gabriel.
Gabriel: não abre Bia!
- se não abrir a gente vai arrombar a porta. —gritou, era uma voz desconhecida.
Já comecei a me tremer na hora. Fui até a porta, antes que eu abrisse eles deram um chutão que ela quase caiu em cima de mim.
- pra trás docinho —me olhou de cima a baixo— quem é o viado aí atrás?
Bia: ele é meu amigo. —disse incomodada com a forma que ele me olhava.
- essa casona toda arrumada no meio da favela, quem é o patrocínio? —riu debochando e olhando tudo ao redor.
Bia: Eu, trabalho e banco meus luxos. —os tres rapazes riram.
- eu duvido, deve ser mulher bandido certamente. Se eu revistar a casa vou achar algo? —neguei.
Bia: no máximo umas ervinhas pro meu consumo. —disse confiante. Só pra debochar, sabia que não tinha nada.
Dois deles subiram e eu fiquei aqui em baixo com o outro.
- tão bonitinha docinho —pegou no meu cabelo— pena que deve gostar só de bandido, gosta de ser marmita.
Bia: tira a mão de mim! —me afastei— nojento.
Falei meio que sem pensar, ele me olhou nervoso e veio até mim.
- vamos ver se tem alguma coisa aqui. —tirou uns saquinhos de cocaína do bolso e jogou no meu armário— olha o que achei! Isso não parece ser pro seu consumo, senhora.
- deixa a garota em paz, Soares. Não tem nada lá em cima. — o outro rapaz falou — verifique aqui. —ele guardou os saquinhos e começou a procurar.
Na verdade eles estavam revirando tudo, quebrando sem dó. Tacaram tudo no chão na maior violência, até minha tv eles quebraram. Só estava com muito ódio juro. Assim que eles saíram eu comecei a chorar vendo o estado da minha casa, estava vidros, quadros, tv, ventilador, tudo quebrado e revirado. Meu quarto então nem se fala, eles jogavam minha roupas tudo no chão, tava uma zona literalmente.
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Intocável - em processo de revisão!
FanfictionBeatriz nasceu no meio do crime, mas sempre foi a mulher que ninguém tocava. Filha de um dos chefes mais temidos e irmã de bandidos perigosos, aprendeu cedo a se blindar. O nome dela carregava respeito e medo, ninguém ousava chegar perto. Até que Es...
