Capitulo 3

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BEATRIZ

Saímos do baile cambaleando, os três um segurando no outro. Eu dançando no meio da rua e eles gravando story rindo. Com a gente é assim, sem tempo ruim mesmo! Se a gente saiu pra curtir, íamos curtir de verdade.

Já estávamos cheios de fome e paramos na padaria aqui na maré. Tava lotada, vários pessoal que saiu do baile estava aqui, todo mundo com a mesma cara de ontem e bêbados.

Meu olhar bateu naquele mesmo cara do baile. Ele estava sentado comendo, ao redor de vários homens. Pode até ser mal educado, mas é lindo e isso não dá pra negar. Tem um cavanhaque que deixava qualquer mulher fissurada, uma carinha de que é erro na certa.

Desviei meu olhar, e encarei o diabo em forma de gente vindo na minha direção. Em poucos segundos ele para na minha frente com a maior cara de sonso.

Th: coe princesinha. —sentou do meu lado no banquinho de madeira e eu permaneci quieta — teu irmão sabe onde tu tá?

Bia: se for vim pra atormentar, já volta de onde saiu — fui grossa — porque até onde sei não é da sua conta.

Th: relaxa pô, vim em paz. Só quero te avisar que já passaram a visão pra ele que tu tava pelos acessos daqui.

Bia: beleza, já avisou — fui curta — obrigada.

Ele ficou me olhando e eu desviei o olhar quieta. Quando percebeu que comigo não iria arrumar nada, se levantou.

Odeio esse bofe juro, já deu em cima de mim várias vezes e eu nem dou bola, sou super seca pra ele não achar que tô dando ousadia. E mesmo assim ele insiste em ser inconveniente.

Daniela: gostoso ele — olho pra ela que encara ele de costas.

Bia: ele é da Suzi, te manca hein Daniela.

Daniela: continua sendo um gostoso. E nem é dela né? É da 01, ela é amante dele.

Eu nem respondi pra não dar corda. Gabriel se levantou e eu encarei ele terminando de comer.

Gabriel: bora parti? —mudou de assunto e eu concordei me levantando. Peguei um guardanapo e limpei a mão.

Bia: Daniela vai pagar hoje.

Daniela: seus filhos da puta. Só vou pagar porque tô no bom humor. — deu risada e tirou a carteira da bolsa.

Esperamos ela lá fora, quando ela chegou a gente desceu até o pé do morro e de lá catamos um táxi até o alemão. Deu extremamente caro, uma facada.

Assim que descemos do carro eu vi alguns vapores acionando o rádio e o Vk vindo até mim. Estava com uma camisa do Vasco e o fuzil pendurado nas costas.

Vk: é Bia, as coisas ta boa pra tu não. —disse rindo e eu ri também.

Será quem ele tá tão puto assim? Eu hein. Só dei uma saidinha gente, nada demais. Quer me prender como se eu fosse filha dele.

Bia: deixa a gente em casa, faz essa boa aí — pedi, não ia subir num sol desse a pé.

Vk: o que tu não me pede sorrindo que eu não faço chorando né? Marca aí que vou buscar o carro. —disse e saiu ajeitando o shorts que estava caindo.

Gabriel: anos passa e o bofe ainda se amarra em você. — falou baixo — mas ele é fofo pelo menos.

Daniela: o chá foi bem dado... iria até dormir na tua casa. Mas pela cara que todo mundo está olhando, seu irmão vai é no teu rastro daqui a pouco.

Bia: tô nem vendo, vão dormi comigo sim — fechei a cara — Luan é retardado. Acha que pode me prender dentro dessa favela, esquece que o bandido é ele.

Intocável - em processo de revisão! Onde histórias criam vida. Descubra agora