Halloween

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Zoya Potter
O jogo foi fantástico é óbvio que ganhamos, esse ano a taça é nossa, sem sombras de dúvidas. Para comemorar a abertura da temporada, todos os alunos de todas as casas foram convidados para a nossa sala comunal, muitos foram, até alguns sonserinos nascidos trouxas que eram excluídos pelo grupinho principal, eles eram gente boa, um pouco metidos mas beijam bem.

Amaldiçoada seja a infeliz da Kate que me fez aquele maldito desafio, era óbvio que eu não iria beijar o Black, nem na próxima vida. Então desviei do desafio, sai furiosa pelo buraco do retrato, estava descendo as escadas quando encontrei o mini Black no caminho.

- Regi - ele odiava aquele apelido. Tive que me segurar no corrimão para não cair, talvez tenha bebido demais. - Estava indo para a festa?

- Pensando sobre. Porque não está lá? - Ele me encarou cruzando os braços, diversão nunca passava naqueles olhos de tubarão.

- Estava má frequentada, principalmente pelo seu querido irmão babaca e aquela cobrinha - ele sorriu, ou imaginei que o fez.

- E para onde pretende ir?

- Tantas perguntas hoje - eu sorri, as escadas perdendo o foco. - Não sei, não sei nem se consigo sair daqui.

Ele olhou para trás e para os lados se certificando que ninguém estava olhando, e disse:

- Vou fazer uma boa ação hoje. Eu te ajudo, onde quer ir?

- Estou com fome.

- Acha que é uma boa ideia comer em cima de tudo que bebeu?

- Não, mas se eu não comer vou entrar em coma - novamente um vislumbre de um sorriso.

- Ok, mas se contar isso para alguém...

- Vai me transfigurar num sapo? Ah não, você é péssimo em transfiguração - eu gargalhei. Ele andou do meu lado e quando errei o degrau, sua mão segurou minha cintura e evitou que eu caísse com tudo no chão.

- Talvez seja a motivação de que preciso.

Ele me ajudou a chegar a cozinha, aparentemente ele não sabia como entrar então mostrei a ele. Os elfos logo vieram para nos atender, prepararam um prato com o que sobrou do jantar, talvez fosse a bebida, mas estava tão bom! Régulos ficou escorado na porta  de braços cruzados me encarando. Talvez a visão não estivesse tão bela já que estava vendo tudo dobrado. Ele ficou em silêncio, calado demais, irritava. Quando acabei agradeci as criaturinhas e ele me ajudou a subir todas as escadas.

- O que aconteceu que você saiu da sua festa?

- Me desafiaram a beijar seu irmão - fiz cara de nojo, ele desviou o olhar.

- E você beijou? - Olhei para seu rosto.

- Não, quer dizer sim, na bochecha - podia estar enganada, mas parecia alívio estampado em seu rosto. - Porquê?

- Curiosidade. Não queria que a única garota que não gostasse dele se apaixonasse.

- Ah isso não vai acontecer - eu ri, estava escorada no corrimão, e ele na parede. Dei um passo vacilante para frente. - Não quero nada com nenhum Black, mas talvez abra exceção para um deles - encarei seus olhos, os vi arregalar em surpresa quando me inclinei e beijei sua bochecha. - Boa noite Regi, até nossa próxima aula - deslizei minha mão do seu peito ao seu ombro antes de sair e pegar a passagem para voltar a sala comunal, já menos tonta, com a visão das bochechas pálidas dele ganhando um tom rosado.

Quando entrei aconteceu aquilo, a minha mão ardia do tapa que dei em Sirius, mas caramba aquilo foi ótimo! E o que falei... bom talvez tivesse um pouco de mim também, como ele disse afinal, somos a versão um do outro, sua vadia. E então teve a aposta, agora de manhã quando acordei com a cabeça pesando uma tonelada, as luzes me cegando, percebi que se não tivesse bebido, teria apostado do mesmo jeito, me recuso a perder. Não acho que vai ser tão difícil assim afinal, só preciso flertar com ele e não ficar a seu alcance. Lene e Dorcas acham que é impossível, Lily acha que de alguma forma vai dar merda, Mary é a única que acha que consigo (além de mim, claro). Não vou contar a mais ninguém sobre isso, principalmente a James, aquele fofoqueiro, por mais que corro o risco com Mary na aposta, espero que ela não abra a matraca.

Enemies - Sirius BlackHistórias para pegar e não largar. Descubra agora