Dei graças a Merlin quando a carta de James chegou dizendo que me esperavam no beco diagonal, tive que convencer meu irmão Régulos a implorar para meus pais irem no mesmo dia, pelo menos eu teria um momento de paz e felicidade nessas malditas férias, não me leve a mal, mas eu odeio minha família. Tudo nessa maldita casa é culpa minha, se o querido Régulos tropeça na escada, de alguma forma é culpa minha. E a mamãe Walburga não pega leve nas punições, tenho algumas cicatrizes nas costas para provar a crueldade de sua magia.
Antes que isso se torne uma história triste, vou esclarecer. Eu Sirius Black, um belíssimo jovem de cabelos negros, olhos claros, passado trágico e com o nome de uma estrela, sou considerado a desgraça da família, a ovelha negra, o filho que não deveria ter nascido. Acredito que minha mãe me odiou desde o momento que nasci, mas depois que fui escolhido para grifinória e não para a sonserina (a casa dos sangues-puros, na opinião deles a melhor) foi de mal a pior. Já Régulos é a criança de ouro, dando orgulho desde de seu nascimento, sonserino e concorda com tudo o que esses idiotas com tesão por supremacia bruxa dizem, diferente de mim que discordo a qualquer momento, pelo menos essas punições eu recebo com orgulho.
Hogwarts sempre foi minha verdadeira casa, os melhores e mais felizes momentos que já tive foram dentro daquelas paredes de pedra, onde conheci meus melhores amigos, meus irmãos, James Potter, Remus Lupin e Peter Pettigrew. Foi lá onde nos transformamos em animados para ajudar nosso amigo Remus com seu "probleminha peludo". E então surgiram nossos apelidos (melhores impossíveis) eu: Padfoot, o cachorrão preto enorme. James: Prongs, o veado, não CERVO, é o que ele sempre diz. E Peter: Wormtail, o rato, é isso mesmo. E nosso Moony: o lobinho.
Não consegui dormir no dia que voltaríamos para lá, estava tão ansioso. Como de costume James estava me esperando e eu cheguei quase atrasado, eu adoro a família dele, me tratam como um segundo filho, sempre bons e gentis comigo. O único Potter que eu não suporto é aquela prima dele, uma tal de Zoya. Só vi ela uma vez no nosso primeiro dia, ela não parava de falar, tão irritante, insuportável. Nunca mais a vi de verdade, cara a cara, apenas seus cabelos quando se senta na minha frente e ergue a mão para responder os professores, exibida. Voltando para os legais da família. James se despediu dos seus pais com um abraço e depois eles também me abraçaram desejando um ótimo ano (são mais meus pais que os verdadeiros).
Encontramos a cabine ocupada por Remus e Peter e nos juntamos a eles, o broche de monitor brilhando no peito de Moony.
- Não acredito! - Comecei a rir. - A Minnie realmente tá querendo controlar a gente de qualquer jeito - falei cutucando o metal polido.
- Não sei como ela ainda tem esperança que isso aconteça - James riu comigo analisando o broche. - Mas parabéns Remus, feche os olhos para nossas marotices - ele deu uma piscadinha.
- Eu mesmo já desisti - ele revirou os olhos com um leve sorriso. - Ei James, sabe qual é a cabine da Zoya?
- O que você quer com aquela prima insuportavelmente chata dele? - Perguntei me sentando confortavelmente.
- Ela não é chata - defendeu Prongs, - você só falou com ela uma vez na sua vida.
- Ninguém para ser ser insuportável.
- Tem razão, temos você de prova - falou Remus como se não fosse nada. Coloquei a mão no peito fingindo ter levado uma facada. - Nem vou perder meu tempo tentando te explicar o quanto Zoya é divertida, sua pequena mente explodiria.
- Remus esse broche já está mudando você, tira logo isso antes que sucumba às chatices dela - tentei arrancar dele ganhando um tapa nas mãos.
- Ela está na quinta cabine depois da nossa, Moony - ele assentiu agradecido e saiu.
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Enemies - Sirius Black
Fan-FictionZoya Potter odeia Sirius Black... Mas calma, não é só isso. De fato eles se odeiam desde de o momento em que se conheceram, no seu primeiro dia em Hogwarts, Zoya chegou a conclusão que Sirius era um tremendo babaca por como trata todas as garotas co...
