Sirius Black

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Aquele foi meu primeiro natal junto com os Potter e já posso afirmar que foi um dos melhores da minha vida. Em Hogwarts era incrível, não me entenda mal, eu adoro toda a comida, decoração e o fato de estar sempre repleto de alunos nos corredores. Mas com os Potter era como se eu fosse da família, por mais que Zoya tentasse me envenenar.

Falando nela, maldita garota! O nosso momento na cozinha no meio da madrugada voltava a minha mente. Aquela foi a primeira vez que a fiz sorrir e espero que não seja a última. Adoro me aproximar dela, sentir o cheiro doce de seus cabelos e, principalmente, seu olhar furioso sobre mim.

Eu preferia aquele olhar repleto de ódio, a mil olhares de fascínio de outras mil garotas.

Com isso percebi que não a achava mais chata ou irritante. Não segurei o impulso de observar todo o quarto dela, paredes com pôster de bandas de rock trouxas, a uma imagem de revista de uma linda mulher montada em uma Harley, próximo a parede descansava um belíssimo violão preto, o cachecol da Grifinória jogado sobre ele. Cada vez ela se tornava mais interessante.

Apostar com ela era no mínimo divertido, ver seus olhos revirando a cada dancinha da vitória minha, ao mesmo tempo que um sorriso tentava cruzar seus lábios sendo impedido por seu próprio ego. Obviamente quando perdi fiquei irritado, meu lado competitivo gritava muito alto as vezes, mas vê-la comemorar foi engraçado, e... fofo. Não que ela seja fofa! Se bem que tenho certeza que arrancaria meu couro se a chamasse assim. Voltamos para a tenda, os amigos de Fleamont se reuniram lá para cobrar suas apostas, enquanto eles fumavam charutos e comemoravam, Sr. Potter nos deixou dar uma volta, desde que estivéssemos de volta antes da meia-noite.  James e eu não perdemos tempo ao sair por aí.

Fogos brilhantes e coloridos explodiam pintando os céus, bruxos comemoravam a todo canto e de todas as formas possíveis, inclusive um grupo simpático que cantava o hino da Síria nos abraçou, cantamos com eles e ainda ganhamos duas cervejas amanteigadas cada. Bruxos emburrados pagavam suas apostas, isso me fez lembrar da minha aposta. Pensando bem, massagear ela não vai ser assim tão ruim, aquele corpo de jogadora de quadribol...

- Pads! Está viajando cara? - Disse James estalando os dedos na minha cara. - Que sorrisinho é esse? Viu alguma gatinha por aí? - Ele começou a torcer o pescoço procurando.

- O que? Ah, sim, uma gatinha passou antes. Não viu? - Consegui desviar o assunto, se falasse que estava pensando na prima dele ia jogar na minha cara que estava me apaixonando por ela, idiota, como se isso fosse meramente possível. - De qualquer forma, foi um tremendo jogo não é? Por mais que eu tenha perdido.

- As técnicas que eles usaram foram incríveis, quando eu for capitão do time não teremos uma derrota, vai ver.

- Confio em você Prongs, posso até jogar direito por você.

- Maior elogio da minha vida - ele fingiu secar uma lágrima e me abraçou rindo.

Participamos de alguns jogos durante aquele tempo, ganhei uns bons galeões no que parecia ser um pôquer de trouxa, James pelo contrário... então decidimos voltar para a tenda. Quando chegamos perto vi Zoya no outro canto, conversando com algum cara, um loiro com um sorrisinho torto... não gostei dele. Cutuquei James apontando para eles.

- Caramba essa garota consegue qualquer um! A deixei sem supervisão por meia hora e ela já arrumou um idiota - bufou James. - Finge que não viu, vem.

Entramos sem olhar para eles. Lene estava lá dentro jogada na cadeira da cozinha comendo um doce, uma linha de caramelo pendia de seus lábios.

- Com quem a Potter está? - Perguntei enquanto James foi falar com seu pai.

Enemies - Sirius BlackHistórias para pegar e não largar. Descubra agora