Capítulo 22/ Pânico

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-Fran! Fran!? Amor, me responde, amor!?- balancei a garota apagada nos meus braços sentindo meu corpo ficar fraco. meu coração parecia querer sair do meu peito e minha respiração estava ficando cada vez mais desregulada.

Vesti minha calça de moletom e coloquei o vestido azul nela rapidamente, peguei ela nos meus braços e destranquei a porta do quarto correndo para o elevador.

Olhei seu rosto pálido e senti as lágrimas escorrerem por meu rosto.

O elevador se abriu e um flash me deixou cego por um segundo, olhei para frente tentando acostumar a visão e vi vários paparazzi tirando fotos, olhei em volta procurando uma brecha, para passar por eles.

-Alguém me ajuda! ela precisa de um médico!- olhei para as pessoas que olhavam a confusão ao redor

De repente eu vi uns homens bem vestidos abrirem passagem para a saída e eu corri sem pensar duas vezes, ouvindo as pessoas tentando fazer perguntas lá trás.

-Saim da frente!- os Paparazzi gritavam para os seguranças.

-Adan! Adan! quem é essa? é sua namorada?- uma voz feminina perguntar enquanto eu passava correndo

-O show na Argentina foi cancelado?- um homem perguntou colocando um gravador no meu rosto e entrando na minha frente.

Um segurança entrou na frente dele, pegando o gravador e jogando no chão com força, partindo-o em mil pedaços. olhei o rosto do homem agradecendo e o reconheci imediatamente. era o mesmo homem que tinha nos perseguido no aeroporto.

Ele assentiu e apontou em direção a saída, onde tinha uma BMW esperando com a porta do banco de trás aberta.

Corri até o carro entrando com cuidado para não machucar a Fran, uma mão a segurou, colocando sobre suas pernas, eu entrei no carro e coloquei sua cabeça no meu colo.

-Pro hospital! rápido- ouvi a voz autoritária e ansiosa e olhei para o lado surpreso.

-o senhor?- olhei surpreso para o pai dela

-Pode me chamar de Samuel- falou forçando um sorriso
-Você chama a atenção em garoto?- ele falou apontando para a multidão que tentava alcançar o carro

-Me desculpe, ela desmaiou de repente, nós estávamos conversando e então ela...- olhei para o seu rosto me sentindo desamparado

-Tudo bem... não é culpa sua rapaz- olhei seu rosto e ele tinha um olhar distante.

-Isso acontece com frequência?- perguntei a voz embargada de nervoso

-Não, ela é muito saudável. só aconteceu uma vez. e é por isso que estou preocupado- ele falou olhando seu rosto com a testa franzida.

-Acha que ela vai perder a memória de novo?- Perguntei com a voz falhando

-É uma possibilidade, mas vamos torcer para que não- ele disse com um olhar solidário, acho que eu estava péssimo já que ele parecia estar se esforçando pra ser legal comigo.

-Qual seu nome mesmo?- ele perguntou e eu sorri estendendo a mão

-Adan senhor- ele pegou minha mão apertando forte

-É... Adan, você não tem uma camisa?- ele perguntou olhando pra mim com as sobrancelhas levantadas.

Droga! esqueci da maldita camisa- pensei olhando pra baixo constrangido

Ouvi ele dar uma risada alta e não tive coragem de olhar seu rosto. fiquei fazendo carinho no cabelo da Fran, e encostando o rosto perto do seu nariz, me certificando a cada minuto que ela ainda estava respirando.

Chegamos ao hospital e descemos depressa, eu com ela nos meus braços, e o pai dela na frente, gritando para os enfermeiros que o olhavam assustados, chamar um médico imediatamente. um enfermeiro veio correndo com uma maca e pediu pra que eu deitasse ela na mesma.

Corremos com ela pelos corredores, e um médico de cabelos grisalhos apareceu e começou a examiná-la.

As lágrimas escorriam no meu rosto e eu sentia um aperto no coração, me lembrei do dia em que minha mãe foi internada e senti um pânico surgir no meu peito.

Um enfermeiro me deu uma camisa azul para que eu me vestisse pois segundo ele as enfermeiras não estavam conseguindo se concentrar.

O médico disse que ela estava bem, que ela havia tido um apagão, e que por causa do sedativo que deram pra ela, ela ficaria um tempo desacordada.

Não arredei o pé do hospital, esperaria até ela acordar e ficaria ao seu lado, mesmo que ela não se lembrasse de mim.

Uma hora depois a mãe dela chegou no hospital, não pude notar os traços que ela havia puxado da mãe, a cor do cabelo, o formato dos olhos, a cor branca da pele, e o formato da boca eram os mesmos, mas todo o resto ela havia puxado do pai, não dava para negar a semelhança.

A mãe dela ficou chorando o tempo todo e o pai dela ficava ao seu lado a consolando, fiquei meio sem graça me sentindo um intruso por estar ali, mas eu não podia sair de perto dela, eu era egoísta de mais pra isso.

Eu estava com o rosto nas mãos com os braços apoiados nos joelhos quando ouvi alguns passos se aproximarem.

-Olá...- Levantei a cabeça e vi a mãe dela me olhar preocupada, me levantei depressa e estendi a mão para cumprimenta-la.

-Ola senhora, meu nome é Adan, eu sou um... amigo da sua filha- falei e ela sorriu ignorando minha mão e me dando um abraço

-Obrigada por cuidar da minha menina... meu marido me contou como você a protegeu- abracei ela e me senti consolado com o seu abraço

-Sei que ela faria o mesmo por mim- ela me olhou com admiração e assentiu me oferecendo um sanduíche que ela segurava nas mãos

-Aqui, coma alguma coisa- peguei o sanduíche e abri um sorriso simpático

-Obrigado senhora- ela me deu um tapinha de leve no braço

-Para de me chamar assim, me faz sentir que eu sou velha, me chama de Laura- ela falou sorrindo

-Desculpe sen- Laura- ela sorriu e eu retribui o sorriso

Alguns minutos depois o médico apareceu
-Ela acordou- nos levantamos e ele levantou a mão nos repreendendo

-Ela disse que quer falar com o senhor- o médico disse, apontando para o pai dela.

Ele assentiu e suspirou andando até o quarto onde ela estava.

Sentei sem conseguir sentir meu coração dentro do peito, meu olhos arderam e um buraco se abriu no meu estômago.

e se ela não se lembrar de mim?- tremi colocando a cabeça nas mãos sentindo minha cabeça girar.

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aí que dó do neném gente...

Eu quero saber de depressão, e de coisas pra baixo

é isso haha, boa noite ♡

Um encontro com o DestinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora