-Fran! Fran!? Amor, me responde, amor!?- balancei a garota apagada nos meus braços sentindo meu corpo ficar fraco. meu coração parecia querer sair do meu peito e minha respiração estava ficando cada vez mais desregulada.
Vesti minha calça de moletom e coloquei o vestido azul nela rapidamente, peguei ela nos meus braços e destranquei a porta do quarto correndo para o elevador.
Olhei seu rosto pálido e senti as lágrimas escorrerem por meu rosto.
O elevador se abriu e um flash me deixou cego por um segundo, olhei para frente tentando acostumar a visão e vi vários paparazzi tirando fotos, olhei em volta procurando uma brecha, para passar por eles.
-Alguém me ajuda! ela precisa de um médico!- olhei para as pessoas que olhavam a confusão ao redor
De repente eu vi uns homens bem vestidos abrirem passagem para a saída e eu corri sem pensar duas vezes, ouvindo as pessoas tentando fazer perguntas lá trás.
-Saim da frente!- os Paparazzi gritavam para os seguranças.
-Adan! Adan! quem é essa? é sua namorada?- uma voz feminina perguntar enquanto eu passava correndo
-O show na Argentina foi cancelado?- um homem perguntou colocando um gravador no meu rosto e entrando na minha frente.
Um segurança entrou na frente dele, pegando o gravador e jogando no chão com força, partindo-o em mil pedaços. olhei o rosto do homem agradecendo e o reconheci imediatamente. era o mesmo homem que tinha nos perseguido no aeroporto.
Ele assentiu e apontou em direção a saída, onde tinha uma BMW esperando com a porta do banco de trás aberta.
Corri até o carro entrando com cuidado para não machucar a Fran, uma mão a segurou, colocando sobre suas pernas, eu entrei no carro e coloquei sua cabeça no meu colo.
-Pro hospital! rápido- ouvi a voz autoritária e ansiosa e olhei para o lado surpreso.
-o senhor?- olhei surpreso para o pai dela
-Pode me chamar de Samuel- falou forçando um sorriso
-Você chama a atenção em garoto?- ele falou apontando para a multidão que tentava alcançar o carro
-Me desculpe, ela desmaiou de repente, nós estávamos conversando e então ela...- olhei para o seu rosto me sentindo desamparado
-Tudo bem... não é culpa sua rapaz- olhei seu rosto e ele tinha um olhar distante.
-Isso acontece com frequência?- perguntei a voz embargada de nervoso
-Não, ela é muito saudável. só aconteceu uma vez. e é por isso que estou preocupado- ele falou olhando seu rosto com a testa franzida.
-Acha que ela vai perder a memória de novo?- Perguntei com a voz falhando
-É uma possibilidade, mas vamos torcer para que não- ele disse com um olhar solidário, acho que eu estava péssimo já que ele parecia estar se esforçando pra ser legal comigo.
-Qual seu nome mesmo?- ele perguntou e eu sorri estendendo a mão
-Adan senhor- ele pegou minha mão apertando forte
-É... Adan, você não tem uma camisa?- ele perguntou olhando pra mim com as sobrancelhas levantadas.
Droga! esqueci da maldita camisa- pensei olhando pra baixo constrangido
Ouvi ele dar uma risada alta e não tive coragem de olhar seu rosto. fiquei fazendo carinho no cabelo da Fran, e encostando o rosto perto do seu nariz, me certificando a cada minuto que ela ainda estava respirando.
Chegamos ao hospital e descemos depressa, eu com ela nos meus braços, e o pai dela na frente, gritando para os enfermeiros que o olhavam assustados, chamar um médico imediatamente. um enfermeiro veio correndo com uma maca e pediu pra que eu deitasse ela na mesma.
Corremos com ela pelos corredores, e um médico de cabelos grisalhos apareceu e começou a examiná-la.
As lágrimas escorriam no meu rosto e eu sentia um aperto no coração, me lembrei do dia em que minha mãe foi internada e senti um pânico surgir no meu peito.
Um enfermeiro me deu uma camisa azul para que eu me vestisse pois segundo ele as enfermeiras não estavam conseguindo se concentrar.
O médico disse que ela estava bem, que ela havia tido um apagão, e que por causa do sedativo que deram pra ela, ela ficaria um tempo desacordada.
Não arredei o pé do hospital, esperaria até ela acordar e ficaria ao seu lado, mesmo que ela não se lembrasse de mim.
Uma hora depois a mãe dela chegou no hospital, não pude notar os traços que ela havia puxado da mãe, a cor do cabelo, o formato dos olhos, a cor branca da pele, e o formato da boca eram os mesmos, mas todo o resto ela havia puxado do pai, não dava para negar a semelhança.
A mãe dela ficou chorando o tempo todo e o pai dela ficava ao seu lado a consolando, fiquei meio sem graça me sentindo um intruso por estar ali, mas eu não podia sair de perto dela, eu era egoísta de mais pra isso.
Eu estava com o rosto nas mãos com os braços apoiados nos joelhos quando ouvi alguns passos se aproximarem.
-Olá...- Levantei a cabeça e vi a mãe dela me olhar preocupada, me levantei depressa e estendi a mão para cumprimenta-la.
-Ola senhora, meu nome é Adan, eu sou um... amigo da sua filha- falei e ela sorriu ignorando minha mão e me dando um abraço
-Obrigada por cuidar da minha menina... meu marido me contou como você a protegeu- abracei ela e me senti consolado com o seu abraço
-Sei que ela faria o mesmo por mim- ela me olhou com admiração e assentiu me oferecendo um sanduíche que ela segurava nas mãos
-Aqui, coma alguma coisa- peguei o sanduíche e abri um sorriso simpático
-Obrigado senhora- ela me deu um tapinha de leve no braço
-Para de me chamar assim, me faz sentir que eu sou velha, me chama de Laura- ela falou sorrindo
-Desculpe sen- Laura- ela sorriu e eu retribui o sorriso
Alguns minutos depois o médico apareceu
-Ela acordou- nos levantamos e ele levantou a mão nos repreendendo
-Ela disse que quer falar com o senhor- o médico disse, apontando para o pai dela.
Ele assentiu e suspirou andando até o quarto onde ela estava.
Sentei sem conseguir sentir meu coração dentro do peito, meu olhos arderam e um buraco se abriu no meu estômago.
e se ela não se lembrar de mim?- tremi colocando a cabeça nas mãos sentindo minha cabeça girar.
×
aí que dó do neném gente...
Eu quero saber de depressão, e de coisas pra baixo
é isso haha, boa noite ♡
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Um encontro com o Destino
FanfictionAdan He é um astro asiático que está em sua primeira turnê mundial. por causa de uns problemas com o avião ele e sua equipe são obrigados a fazer um pouso forçado no Brasil. Francine Guzzman é uma Brasileira rica e rebelde com problemas com os pais...
