-Mãe... me ajuda- falei com uma voz de choro
Minha mãe trancou a porta e caminhou até mim, determinada.
Ela parou e me olhou séria, fiquei parada esperando que ela dissesse alguma coisa e senti suas mãos em volta do meu pescoço, e algumas lágrimas escorreram do meu rosto.
-Eu senti tanto sua falta!- ela disse e eu percebi que ela também estava chorando
-Eu também mãe... desculpa por fugir... mas é que eu não tive outra opção- falei com a voz embargada
-Eu sei... eu tentei convencer seu pai de desistir dessa ideia idiota, e eu te peço desculpas por concordar sem antes falar com você primeiro- ela falou limpando as lágrimas que caiam do meu rosto
Minha relação com a minha mãe sempre foi incrível, ela sempre me entendeu e sempre me apoiou em tudo que eu fiz, ela nunca passava por cima das decisões do meu pai, mas sempre tentava me defender e se impor, mesmo que não fosse de uma forma tão explícita quanto eu fazia com meu pai.
-Mãe... ele foi mesmo embora?- perguntei sentindo meu estômago revirar
Ela me olhou com a testa franzida e negou com a cabeça, com um olhar de decepção.
-O seu pai pediu que eu mentisse mas eu não posso...- ela falou se sentindo envergonhada -O garoto não saiu daqui nem um minuto, mesmo sabendo que você não poderia se lembrar dele.- ela disse comovida
-Eu sabia que era mentira do meu pai. como ele pode ser tão cruel?- falei sentindo meu sangue ferver
-Sabe que ele só quer seu bem.- olhei pra minha mãe cética, ela sempre defendia ele, não importa o que ele fizesse e apesar de eu amar muito minha mãe, essa devoção que ela tinha pelo meu pai era uma coisa que me tirava do sério.
-Para de defender ele mãe! ele tentou me enganar- falei cerrando as mãos em punho
-Ele passou dos limites dessa vez.- senti vontade de gritar e travei o maxilar, não podia fazer um escândalo se quisesse fugir.
-Eu sei. Sinto muito.- ela falou encarando o chão
-Sempre se desculpando por ele.- falei revirando os olhos
-Ele é meu marido, é meu dever defendelo.- ela me encarou com a cara fechada
-E eu? sou sua filha. não vai me defender?- perguntei e ela suspirou suavizando a expressão
-É claro que vou... vou te ajudar a fugir daqui- levantei a cabeça para ver se ela estava brincando mas seu rosto estava sério e seu olhar determinado
Sorri largo e a abracei dando vários beijos no seu rosto.
-Ta bem! tá bem! escuta- ela falou em meio a risada -acho que o seu pai vai tentar convencer o Adan a voltar para o hotel, então eu te aconselho a ir pra lá, e esperar ele voltar, quando ele chegar vocês saem de lá o mais rápido que puderem e vão pra casa da minha irmã, ok? ela vai estar esperando vocês.- ela disse rapidamente segurando meu rosto e olhando nos meus olhos, eu assenti veementemente.
Peguei minha bolsa e minha mãe se deitou na cama colocando o escâner no dedo para se caso alguém viesse conferir porque o bipe tinha parado visse que "eu" ainda estava ali deitada, assim me dando mais tempo para sair do hospital.
Dei um abraço nela e beijei sua testa, parei para olhar seu rosto que estava com um sorriso divertido nos lábios
-Mãe... obrigada- falei sentindo vontade de chorar de novo
-Não me agradeça, essa é a forma que encontrei de te compensar por não ter feito nada quando seu pai te proibiu de ver suas melhores amigas.- ela falou com uma voz triste se lembrando
-Eu te amo.- falei sorrindo e abraçando mais forte
-Eu também te amo... agora vai antes que alguém apareça, não se esquece de ir pelas escadas e não deixa ninguém te ver! saia pelos fundos do hospital e certifique de que não está sendo seguida! Marcus me trouxe para o hospital e não sei se ele ainda está por aqui.- ela disse preocupada e eu assenti andando até a porta e acenando sorrindo com meus olhos úmidos
-Se cuida!- falei num susurro e ela assentiu sorrindo e mandando um beijo
Abri a porta devagar e vi uma enfermeira passar correndo, esperei um pouco e sai andando rápido pelo corredor.
Passei pelo elevador que estava se abrindo e fui rapidamente para as escadas, descendo com pressa e descalça enquanto segurava a bolsa e os sapatos nas mãos, estamos no terceiro andar então em poucos segundos eu já estava no primeiro, abri a porta e olhei em volta para ver se algum segurança do meu pai estava a vista, não vi ninguém então andei com a cabeça baixa e com uma mão tampando o rosto até as portas dos fundo que demorei um pouco pra encontrar mas encontrei vendo a luz do sol refletindo, sai pela porta dando de cara com uma ambulância tirando um ferido e colocando em uma maca, olhei para trás me certificando que não estava sendo seguida e corri para a rua sinalizando para um táxi.
Entrei no táxi, sentindo a adrenalina da fuga que tinha sido um sucesso, peguei meu celular que tinha mil mensagens dos meus amigos da banda, e mais mil notificações de outras redes sociais, passei os contatos ignorando todos, mandei mensagem para minha mãe dizendo que tinha conseguido sair do hospital e procurei o contato de Adan mas me lembrei que ainda não tinha.
Suspirei frustada guardando o celular e o medo de não vê-lo de novo se infiltrou na minha mente, olhei a estrada que passava de vagar ansiosa e percebi que chegamos quando vi milhares de repórteres e fãs segurando cartazes com as fotos do Adan, senti meu estômago gelar ao perceber que aquelas pessoas poderiam atrapalhar a nossa fuga, mas me contive no presente, pensando no que eu teria que fazer agora.
Paguei o taxista e desci rapidamente ainda tampando o rosto e me certificando de que nenhum segurança do meu pai estaria ali no hotel, para se caso eu voltasse.
Andei até o elevador e apertei o botão do 5° andar várias vezes até às postas se fecharem, balancei meu corpo ansiosa e as portas se abriram, corri até a porta do quarto de Adan e bati chamando por ele, ninguém respondeu e eu respirei frustrada, ele ainda não tinha chegado.
Abri a porta do meu quarto e fui até minha mala, colocando todas as roupas que estavam de fora dentro dela, deixei uma roupa separada para que eu tomasse um banho antes de sair afinal eu tinha acabado de voltar do hospital e estava me sentindo nojenta, a mala não estava fechando pela quantidade de roupas que estava dentro então tive que subir em cima dela e fazer uma força, como ela estava em cima da cama ela acabou virando e caindo fazendo um barulho ensurdecedor, fechei os olhos com o barulho e ouvi um arfar atrás de mim.
Me virei assustada e então eu o vi.
Lindo e confuso me olhando como se eu fosse um fantasma.
Corri para os seus braços e pulei no seu colo, dando uma abraço e vários beijos no seu rosto.
Ele me segurou me olhando com a testa franzida e eu sorri doce
-Fran!?- seu olhar alarmado me arrancou uma gargalhada
-Senti saudade- falei lhe dando outro abraço e ele retribuiu apertando forte e eu desejei que ele não me soltasse nunca mais.
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Um encontro com o Destino
FanfictionAdan He é um astro asiático que está em sua primeira turnê mundial. por causa de uns problemas com o avião ele e sua equipe são obrigados a fazer um pouso forçado no Brasil. Francine Guzzman é uma Brasileira rica e rebelde com problemas com os pais...
