Capítulo 24/ Esperança

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Eu estava ansioso, precisava vê-la, ter certeza de que eu não a tinha perdido, de que ela estava ali a poucos metros de mim, saber que estava bem, mesmo que não se lembrasse de mim.

O pai dela já estava lá um tempo e eu só não tinha entrado ainda porque eu tinha muito medo de chegar lá e descobri que tudo que vivemos nesses dois dias, seriam lembranças só minhas, senti um calafrio com esse pensamento e sentei ao lado da mãe dela que me olhava com preocupação.

—Posso te perguntar uma coisa?— ela disse e eu assenti

—Você está apaixonado por minha filha?— ela me olhava séria e meu estômago se contorceu

—Sim.— falei engolindo seco
—Eu sei que a senhora e o seu marido acham isso uma loucura, afinal nós nos conhecemos a dois dias.— falei e ela assentiu séria

—Mas e se eu te falasse que nós nos conhecemos a anos?— Ela me olhou confusa

Respirei fundo e comecei a contar tudo pra ela, dês da história do akai Ito, até aquele momento.

Tive que cortar algumas partes, como o fato de eu e a filha dela termos... é... nós relacionado de uma forma bem íntima, mas... bom acho que deu pra ela entender.

Ela prestou bastante atenção em tudo que eu falava, e suas expressões as vezes era vazia, e as vezes ela ficava surpresa, e  pensativa.

Então quando eu terminei de falar tudo ela ficou me olhando como se fosse a primeira vez que tivesse me visto, percebi que algo havia mudado no seu olhar.

estava mais confiante.

—Foram dois longos dias... mas os melhores da minha vida... esses sentimentos se afloraram em mim dês do primeiro momento em que vi sua filha quando éramos mais jovens, eu só havia enterrado eles depois de perder as esperanças de encontrá-la, mas agora que eu a encontrei, eles voltaram, e eu não posso perde-la, de novo não...— finalizei olhando bem sua reação

Seu rosto estava vazio mas depois de um tempo ela sorriu largo e um brilho iluminou seus olhos.

—É a história mais linda que eu já ouvi, vocês são destinados um ao outro, e fico feliz que se encontraram— ela disse com uma voz gentil e segurando minha mão

Sorri largo e ela me deu um abraço, depois se levantou e disse que iria ao banheiro, assenti e fiquei olhando enquanto ela saia.

Comecei a ficar nervoso de novo, queria ver a Fran logo mas eu não queria interromper ela e o pai.

Um pensamento que eu nem notei estar ali, ecoou em minha cabeça.

porque a Fran pediu pra falar só com o pai dela? porque não quis falar com a mãe também?— fiquei pensando nisso e nem notei que a Dona Laura já tinha voltado do banheiro

Depois de alguns minutos o pai da Fran apareceu e eu me levantei rapidamente, ele falou algo no ouvido da dona Laura que olhou pra ele com raiva, ela balançou a cabeça negativamente e ele cochichou algo que eu não consegui ouvir, ela se levantou olhou pra mim com a testa franzida, sorriu simpática e acenou, acenei de volta retribuindo o sorriso.

Ela se virou para o marido, o encarou com fúria e o mesmo abaixou a cabeça, depois ela adentrou o corredor onde ficam os quartos pisando forte com o salto alto que ela calçava.

Olhei curioso e com vontade de ir também, mas algo no olhar do pai dela me dizia que era melhor eu ficar bem quietinho ali.

Meu estômago se revirou e eu senti vontade de vomitar, eu estava com um pressentimento horrível, e a minha mente não parava de pensar que havia acontecido o que eu mais temia.

Ela não se lembra de mim...— pensei sentindo vontade de chorar.

Ele se aproximou de mim parecendo cansado e se sentou na cadeira do meu lado.

—Ela está bem?— Perguntei sem olhar seu rosto

—Sim... mas infelizmente aconteceu o que queríamos que não acontecesse— ele disse com a voz calma

Senti um buraco se abrir no chão, e um vazio no estômago, meu coração pareceu ter recebido um golpe que fez meus pulmões ficarem sem ar e meu peito doer.

—Ela não se lembra de mim.—  falei sem querer resposta

—Na verdade ela não se lembra de nada que aconteceu a dois dias atrás— ele falou e seu tom de voz era estável

Estranho ele estar tão calmo, ele parecia estar muito nervoso antes— pensei tentando ver seu rosto de lado

—E o que você vai fazer agora?— ele perguntou e eu me virei o olhando como se não tivesse entendido a pergunta

—Vou ficar e fazê-la se lembrar— falei como se fosse óbvio

Ele olhou pra mim como se eu fosse louco
—Mas ela não se lembra de você, o máximo que vai conseguir fazer e que ela se afaste ainda mais de você.— ele disse com uma urgência estranha na voz

—Mas então o que eu faço?— Perguntei me sentindo desolado

Ele suspirou e colocou a mão no meu ombro
—Volta pro Hotel e descansa garoto, você ficou aqui o tempo inteiro, da uma esfriada na cabeça e depois você decide o que fazer.— ele disse em um tom calmo de novo

—Não. não vou sem antes vê-la, prometi que não iria abandona-la.— falei me levantando depressa

Ele se levantou também e me olhou sério
—Infelizmente, não vai ser possível vê-la, ela acabou de acordar e o médico disse para evitar que ela se emocionasse muito.— olhei pra ele cético, algo estava muito errado.

Ele respirou fundo e pegou o celular
—Aqui, me dá o seu número e assim que ela tiver alta eu te aviso, para que você possa vê-la— ele me falou entregando o celular e eu anotei meu número

—Não vai me impedir de vê-la?— perguntei desconfiado.

Ele assentiu e deu um sorriso confiante, assenti com uma sobrancelha levantada e entreguei o celular pra ele.

—Vou tentar te ajudar de alguma forma— ele falou, deu um sorriso estranho e saiu adentrando o corredor

Eu sai do hospital me sentindo péssimo, eu estava cansado e perdido, tinha acabado de saber que tudo o que eu e a Fran vivemos nesses dois dias agora eram lembranças apenas minhas.

Já estava claro lá fora, peguei um táxi e disse o nome do hotel, durante a viagem fiquei pensando no porque o pai dela havia mudado de uma hora pra outra, fiquei pensando no seu olhar feroz na piscina e depois do seu olhar simpático no hospital. Concluí que devia ser preocupação com a filha.

Chegamos no hotel e andei rápido até o elevador, os repórteres, paparazzis e fãs ainda estavam lá só que do lado de fora, caminhei até o quarto e olhei para a porta da Fran que estava entre aberta.

Andei de vagar com medo de fazer barulho, imaginando que seria algum ladrão, abri a porta e ouvi um estrondo de dentro do quarto.

Entrei rapidamente e fiquei paralisado ali na porta, de boca aberta encarando a pessoa que ao me ver sorriu e correu pulando no meu colo me dando um abraço apertado.

Fran!?— falei e ela deu uma gargalhada se soltando do abraço

—Senti saudade— falou com uma voz meiga e me dando um selinho

Fiquei olhando pra ela confuso e torcendo com tudo que tinha restado das minhas esperanças, que aquilo não fosse uma alucinação.

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Desculpa pelo atraso gente, eu tive que refazer esse capítulo todo de novo pq deu problema no app, mas vamo lá, segue o fluxo. boa leitura beijinhos ♡

Um encontro com o DestinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora