Capítulo 26/ Decepção

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Eu a abracei enterrando meu rosto em seus cabelos e a apertando com força.

-Adan...eu vou... ficar sem ar...- soltei ela rapidamente e a mesma deu uma risada

-Opa!... desculpa- falei coçando a nuca sem graça

-Tudo bem...- ela falou encarando o chão

Levantei seu rosto para que eu pudesse ver seu olhar doce, aproximei nossos rostos e ela mordeu o lábio, sorri e encostei nossos lábios de vagar e ela retribuiu o beijo com urgência, coloquei uma mão na sua cintura e a outra na sua nuca, agarrando seu cabelo.

Nossos corpos ficaram colados e eu senti uma eletricidade passar por todo meu corpo, suas mãos agarraram meu pescoço puxando pra mais perto de si.

Meu coração pulava alegre no meu peito e eu sentia uma felicidade arrebatadora e um alívio enorme por estar com ela de novo.

Dessa vez quem parou o beijo foi ela e nós respiramos ofegantes.

-Eu odeio ter que dizer isso, mas nós precisamos nos concentrar em sair daqui.- ela falou se afastando dos meus braços

-Tem razão...- falei contra a vontade

Ela se aproximou de mim e me deu um selinho demorado, sorri satisfeito.

-Quer ajuda com a mala?- perguntei levantando uma sobrancelha e olhando a mala caída no chão

-Nada que eu não consiga fazer sozinha.- falou revirando os olhos

-Ai! foi mal...- falei colocando a mão no peito fingindo sentir dor

-Sai daqui... preciso tomar um banho- falou sorrindo e me empurrando para fora do quarto

Segurei na soleira da porta
-Não quer que eu tome banho com você?- falei com um sorriso de lado nós lábios

-Você também precisa arrumar suas coisas... vamos ter muito tempo pra isso depois.- ela disse mordendo o lábio inferior

-Está bem...- falei suspirando e soltando as mãos da porta

Ela sorriu e me deu um selinho enquanto me empurrava de vez pra fora do quarto fechando a porta na minha cara.

Fiquei parado sorrindo bobo e encarando a porta, suspirei esfregando o rosto com as duas mãos e andando até meu quarto.

Entrei no quarto que estava com a cama bagunça e caminhei até a mesma sorrindo e me lembrando do motivo da bagunça.

fui até a cama procurando o meu celular e encontrei o mesmo na mesinha de cabeceira do lado da cama, peguei ele tentei ligar mas notei que estava descarregado.

fui até a minha mala que estava aberta no chão e peguei o carregador que estava em um canto, coloquei o celular para carregar e o liguei, enquanto esperava o celular ligar, comecei colocar algumas roupas pra dentro da mala e separei uma roupa para tomar um banho rápido me esquecendo completamente do celular.

Entrei no banheiro e tomei um banho gelado rápido, sai e vesti a roupa rapidamente e quando estava terminando de calçar o tênis ouvi o celular vibrar.

Peguei olhando o nome do Luke brilhando na tela e vi as 27 ligações perdidas e umas mil notificação de outros aplicativos.

Suspirei pesado já imaginando o pior, que a "notícia" que eu ainda estava no Brasil já havia chegado na Argentina e meu pai estava louco, afinal faltava um dia para o show.

Atendi o telefone já com o telefone um pouco afastado do ouvido esperando ouvir o grito do Luke, mas tudo que ouvi foi um silêncio total.

-Luke?...- Perguntei me sentindo nervoso

-Devo admitir que você e seu amigo me enganaram direitinho.- ouvi a voz falando na minha língua natal e congelei

-Pai... eu posso explicar...- falei me sentindo mal pela voz chateada do meu pai

-Não quero ouvir nada Adan... o que eu quero é você pegue o primeiro avião que vai pra Argentina imediatamente! se você não chegar a tempo desse show Adan, eu juro que me demito.- ele falou com a voz alterada e desligou, o telefone não me deixando falar mais nada.

Olhei para a parede fitando o vazio, na minha cabeça a voz de decepção do meu pai ecoava nos meus pensamentos, eu sempre fui motivo de orgulho para o meu pai, e isso me deixou arrasado, mas eu não estava arrependido de nada, e me esforçaria para que meu pai se comovesse com a minha história.

Terminei de arrumar as coisas ainda pensando nisso quando ouvi a porta, abri a mesma e vi a Fran com a tal peruca loira e um macacão que ela havia comprado no dia em que fomos ao shopping, ela sorriu colocando a mão na cintura.

-Eae? como estou?- ela falou dando uma volta e eu dei uma gargalhada

-Linda.- aproximei nossos rostos roubando um selinho de seus lábios rosados

-Quis dizer do disfarce...- falou com as bochechas vermelhas -Acha que dá pra me reconhecer?- falou passando a mão na peruca a penteando com os dedos e com a testa franzida

-Acho que de longe... não dá pra perceber...- falei exitante e ela deixou os ombros caírem desanimada

Dei uma gargalhada balançando a cabeça negativamente e fechando a porta do quarto.

-Vamos?- ela me encarou determinada e assentiu confiante

Coloquei a máscara e o boné que eu também havia comprado.

Andamos até o elevador, e descemos.

chegando a recepção fizemos o check in no hotel e entramos na mercêdes dela passando pelos repórteres que nos olhavam curiosos.

Olhei para a entrada do Hotel e vi o pai dela saindo de um carro ofegante e encarando na nossa direção furioso.

Travei o maxilar e fechei as mãos em punho sentindo meu sangue ferver, e me lembrando que ele havia mentido pra mim.

-Ei! pai!- ouvi a Fran gritar da janela e me virei pra ela assustado

Ele olhou pra ela com a testa franzida cerrando os olhos, e ela colocou a mão pra fora fazendo um sinal com o dedo do meio que eu não sabia o significado mas imaginei ser uma coisa ruim já que a cor do pai dela mudou pra roxo imediatamente e ele a olhou com fúria, ela acelerou dando uma gargalhada alta e deixando o pai dela pra trás, sumindo na multidão de repórteres que agora tentavam correr atrás do carro.

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oee, tudo bem com vocês? eu tô bemzona!

eae ceis tão gostando? me fala o que estão achando...

boa leitura beijinhos

Um encontro com o DestinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora