Eu estava na colina com a Valéria e a Raíssa, nós riamos de algo que a Raíssa tinha falado sobre a escola, tive consciência de que estava sonhando, mas eu não queria acordar, eu ouvia um bipe ao fundo mas não sabia identificar de onde era, depois o sonho mudou e eu estava no carro com o papai e a mamãe, e eles discutiam por algum motivo.
O sonho mudou de novo e eu vi um garoto sentando cabisbaixo e chorando baixinho, me aproximei dele e perguntei se estava tudo bem, mas ele não respondeu, pareceu nem notar minha presença, abracei ele tentando consola-lo e abri um sorriso ao ver seus olhos escuros e brilhantes, o bipe ficava mais forte, e o sonho se alterou de novo, o garoto admirado me olhando no aeroporto.
O bipe foi ficando mais forte, e depois as imagens sumiram.
Tentei abrir os olhos pra achar aquele som irritante.
Abri os olhos devagar, vendo um quarto branco com uma luz forte e sentindo uma imensa dor de cabeça.
Olhei para o lado e percebi de onde o bipe vinha, era um monitor que mostrava os meus sinais vitais, pisquei tentando acostumar minha visão e vi meu pai, parado e me olhando com a testa franzida na beira da cama.
-Pai?- perguntei e seu rosto preocupado tentou esboçar um sorriso
-Oi... como está se sentindo? pedi para o médico que me chamasse assim que você desse sinal de que iria acordar.- ele falou olhando profundo nos meus olhos e analisando minha expressão
Como eu estou me sentindo? confusa! eu estava no hotel em um momento mágico com Adan agorinha mesmo! que droga eu vim fazer em um hospital!- pensei respondendo mentalmente sua pergunta.
-Minha cabeça está doendo um pouco...- coloquei a palma da mão na minha testa, massageando
-Mas você... se lembra de alguma coisa?- ele perguntou com a testa vincada e engolindo seco
De repente eu me lembrei, me lembrei de Adan... onde ele estava? porque não estava ali.
Um calafrio passou por todo o meu corpo e eu olhei para o meu pai desesperada.
-Cadê ele? eu preciso vê-lo- falei com urgência na voz e me levantando da cama.
Senti as mãos do meu pai me segurar.
-Espera! você não pode sair ainda... o médico disse que você vai ficar em observação por algumas horas- ele disse me deitando na cama de novo
-Então chama o Adan, eu preciso falar com ele, dizer que me lembro de tudo!- meu pai fez uma cara séria e encarou o chão
-Ele foi embora.- olhei pra ele como se ele tivesse falado em grego
-Como assim? do que tá falando?- ele levantou a cabeça para me olhar
-Ele ficou se culpando, depois de ver você nesse estado, então disse que não te causaria mais problemas e foi embora- ele me encarou, seus olhos eram indecifráveis
Senti meu coração bater lentamente, e meu estômago parar. meus olhos arderam e começaram a escorrer lágrimas dos mesmos.
-Não... não foi culpa dele, você tem que dizer isso pra ele pai!- falei com a voz falha por causa do choro
-Eu falei filha, mas ele ficou com medo de você não se lembrar dele- ele disse me abraçando
-Mas eu me lembro! me lembro de tudo! eu preciso ver ele- falei tentando me levantar de novo
-Não... você precisa descansar. por favor Francine, você já teve emoções demais para dois dias! descansa e depois vamos pra casa, daí você decide o que fazer.- não consegui identificar a estranheza na voz do meu pai, mas alguma coisa lá no fundo, me dizia que ele estava mentindo.
Será que isso é um plano dele pra me levar pra casa? aposto que foi ele que expulsou o Adan...- pensei imaginando que meu pai seria a pessoa mais capaz no mundo de fazer isso.
Limpei a lágrimas dos olhos e ele parou de me abraçar, olhando pra mim, sorri simpática
-Sim... eu quero ir pra casa- ele abriu um sorriso largo
-Vou falar com o médico pra te dar alta o mais rápido possível!- ele falou animado e eu forcei um sorriso
-A mamãe está aqui?- perguntei olhando sua expressão agora pensativa
-Esta...- falou exitante
-Quero vê-la.- sua expressão ficou preocupada mas logo ele desfez dando um sorriso
-O médico disse para evitar muita gente em cima de você- ele falou olhando meu olhos
-Não é muita gente... é a mamãe! e eu estou com saudades.- disse em uma voz meiga e com a testa franzida.
Ele ficou me olhando e pensando por um tempo e depois se levantou.
-Esta bem! vou chamar ela.- saiu do quarto e eu fiquei encarando a porta, e pensando em como iria fugir daquele lugar.
Era claro que meu pai estava mentindo.
Adan nunca me abandonaria, muito menos agora que eu me lembrava dele e que ele havia me encontrado.
E essa história estava muito mal contada, a ansiedade do meu pai em me levar pra casa e a pequena resistência em chamar minha mãe me fez perceber toda a sua farsa, meu pai pode enganar os acionistas e os empregados da empresa dele, mas a mim, ele não engana.
Arranquei com força a intravenosa do meu braço, e apertei o botão de desligar do monitor, tirando o escâner do meu dedo.
Sai da cama e vesti minha roupa pegando minha bolsa que estava em uma poltrona na sala.
Ouvi umas batidinhas na porta e logo ela se abriu.
-Fran?- minha mãe olhou pra mim surpresa e fechou a porta rapidamente
-Mãe... me ajuda- falei com a voz de choro de novo
Ela se virou e trancou a porta, caminhando séria até mim.
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Olá queridos leitores! espero que estejam gostando ;)
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Um encontro com o Destino
FanfictionAdan He é um astro asiático que está em sua primeira turnê mundial. por causa de uns problemas com o avião ele e sua equipe são obrigados a fazer um pouso forçado no Brasil. Francine Guzzman é uma Brasileira rica e rebelde com problemas com os pais...
