23. Strawberry Kiwi

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Notas da Autora:

Quase dois meses depois e eu apareci. Na verdade, nem sei se tem gente realmente lendo esse livro... Mas enfim.

Estive pensando muito nessas últimas semanas e, apesar de gostar MUITO desse livro, eu não tenho mais conexão com ele. A pessoa (eu há alguns meses atrás) que o escreveu, não existe mais e isso é um tanto quanto assustador, mas é o que sinto.

Pensei em não continuar postando por motivos de desânimo, porém, em respeito a quem gosta e acompanha irei o finalizar sim.

É isso!

Boa leitura!

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Kiwi com morango

Eu desci e bebi o suco dela

Eu farei o que minha alteza pedir

Ela me tem a seus pés, como ela parece rica

Em cima da mesa

Eu desci e bebi o suco dela.

Strawberry kiwi — Rauw Alejandro

Às sete e cinquenta estava na frente do espelho, passando o batom vermelho pelos meus lábios com cuidado.

Usava um top faixa, junto de uma saia cintura alta longa colada no corpo, ambas as peças na cor preta. Não encontrei nada que me interessasse o suficiente no shopping, a única coisa que comprei para minha namorada estava na geladeira.

Enquanto vestia Prada, nos pés eu tinha um par de saltos Louboutin. Meu cabelo liso escorrido e nos olhos tinha uma maquiagem fraca, apenas cílios postiços e máscara.

Coloquei luvas nas mãos até ao cotovelo e alguns anéis nos dedos, sem me esquecer da minha aliança de namoro. Coloquei também meus amuletos da sorte e após espirrar minha fragrância habitual em lugares estratégicos sai do quarto.

Ao que cheguei ao andar de baixo Holland avisou-me que minha namorada já estava me esperando no lado de fora da propriedade. O segurança me levou até a Bugatti preta e abriu a porta para mim. A primeira coisa que meus olhos captaram ao me acomodar no banco foi o sorriso largo que minha namorada me deu.

— Você está deslumbrante, minha vida. — me elogiou acariciando meu rosto. Billie se aproximou e cheirou meu pescoço. — E cheirosa também.

— Obrigada. — agradeci com um sorriso. — Você também tá muito linda, baby.

— Vamos a um leilão de jóias. — disse a mais velha enquanto dava partida no carro, como sempre os seguranças iriam atrás de nós.

— Esse é o evento beneficente? — franzi o cenho.

— Não. — ela riu. — Falei aquilo por estarmos falando pelo celular, todo o cuidando é pouco.

— Entendi... — murmurei, estava olhando para o lado de fora da janela, até que virei o olhar para ela. — Não sabia que é assim que compra as jóias.

— E não é. Nós estamos organizando esse leilão juntamente com uma das empresas que eu e Rosalía somos acionistas.

Todos os membros da La Familia têm ações em alguma empresa, onde eles lavam dinheiro e usam como fachada para manter a pose de empresários bilionários. Rosalía e Billie têm ações em uma empresa que cuida da exploração de petróleo e pedras preciosas, então o lucro que elas conseguem é muito alto.

O caminho até ao lugar do leilão não foi demorado, na verdade foi um pouco sim. Era em um lugar luxuoso. Um cara abriu a porta para minha mulher, então veio abrir a porta para mim e me ajudou a descer segurando em minha mão. Billie entregou a chave para ele, pois ele é o manobrista e então segurou em minha mão, começando a andar  em direção a porta rotatória.

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