21. It's a New Life

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É um novo amanhecer

É um novo dia

É uma nova vida para mim

E estou me sentindo bem

Feeling Good — Michael Bublé

Maeve's POV.

Durante toda a minha vida sempre pensei na forma que conheceria meu avô. E sinceramente nenhuma das formas que imaginei se comparava a aquilo.

Caminhava ao lado dos meus pais por um saguão luxuoso de um hotel um pouco mais longe da localidade, apesar da expressão séria e do porte altivo e seguro que carregava por fora, por dentro eu morria de medo. Estava nervosa, ansiosa e inquieta.

O Louboutin que estava em meus pés fazia barulho pelo espaço silencioso, assim como os saltos de minha mãe e o sapato caro de meu pai. Todos nós estávamos vestidos de preto, muito elegantes e exalando dinheiro, o que deveria ser estranho para mim, porém não é. Meus pais estavam vestidos, com roupas que nunca havia visto e eu usava um Louboutin que Billie comprou para mim, estava no closet e eu o achei apropriado para a situação. Meus pais não questionaram a proveniência do sapato caro e eu não fiz questão de explicar.

Pela manhã quando eu e Billie acordamos ela não pôde ficar por muito tempo, tinha assuntos a resolver, no entanto conseguimos tomar o desjejum juntas. Contei a ela sobre o encontro marcado com meu avô e ela disse que esse seria o momento propicio para revelar nosso namoro e o fato de que agora sou um membro da La Familia. Estava com medo, iria praticamente enfrentar meu avô, porém não poderia adiar mais. O que mais me preocupava eram os meus pais, o medo deles não quererem mais olhar na minha cara depois de tudo era maior até do que o de bater de frente com o pai da minha mãe.

Subimos de elevador até o vigésimo sexto andar, pelo que meus pais me falaram Joe é o dono desse hotel.

— Está pronta? — mamãe perguntou para mim, segurando minha mão trêmula.

— Tô nervosa. — confessei mordendo o lábio inferior.

— Fique calma, meu amor. — papai falou também segurando minha mão. — Vai dar tudo certo, nós estamos com você.

— Eu amo vocês. — falei intercalando o olhar entre os dois, que me olhavam meio estranhos. — Independente de qualquer coisa, amo vocês mais do que tudo no mundo.

Eles ficaram confusos, porém assentiram e então papai apertou no botão que abre a porta. Era uma sala grande, com sofás espalhados pelo lugar e uma mesa com uma cadeira giratória. O lugar estava iluminado pelas luzes amarelas laterais e pelo suntuoso lustre pendurado no centro da sala. Tudo era muito luxuoso.

A cadeira estava vazia, porém os sofás estavam preenchidos pelos meus familiares. Meus tios e primos estavam todos ali, sentados, vestidos de pretos e com expressões sérias.

— Finalmente chegaram. — tio Jamie falou ao levantar-se do sofá, com uma mão no bolso e um copo de whisky na mão. — Maeve, como cresceu.

Ele sorriu, nervosamente sorri de volta.

— Olá, tio Jamie.

— Doce e educada como sempre. — meu tio pegou minha mão direita, então deu-me um beijo nas costas da mesma. — Maninha, cunhado.

Cumprimentou com um aceno de cabeça, assim como meus pais.

— Onde está o papai? — minha mãe perguntou.

— Ele disse que está resolvendo algumas coisas. — tio Michael respondeu.

Meus primos e tios viveram me cumprimentar de forma educada e demasiado cordial, apenas minhas tias abriram sorrisos para mim. Anna e Amelie sempre foram minhas pessoas favoritas da família, mesmo não convivendo muito com elas. Tenho dez primos, sendo que nove deles são homens e apenas uma é menina. A filha do tio Jamie, lembro-me de que quando nos encontrávamos nós brincávamos juntas, ela me cumprimentou com um beijo na bochecha e um abraço fraco. E ela é linda, grandes olhos verdes, cabelos curtos até aos ombros e lábios cheios, pintados por um batom vermelho forte. De nada se parece com o tio Jamie ou com Irma, sua esposa.

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