CAPÍTULO 3

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“Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu.”
(Tartarugas Até Lá Embaixo – John Green)

DEPOIS DAS VÁRIAS FOTOS QUE Carlos Eduardo tirou deles, os seis adolescentes puderam finalmente entrarem no colégio. Já havia algumas pessoas pelos corredores dos armários. Eles atraíram alguns olhares, como qualquer aluno novo em um colégio, mas alguns alunos os olharam de cima a baixo, com o nariz empinado. Como se quisessem demonstrar superioridade.

Deixa só eu ouvir alguma gracinha que mudo essa cara rapidinho. Sou uma garota bem tranquila, mas não pisa no meu calo.

— Será que ficamos na mesma turma? — Tory perguntou.

— Acho que eles separam os irmãos… — JG respondeu e eles foram até o mural.

Martina, João Guilherme e Maria Victória ficaram na 1003, mas Carolina, Nicolas e Maria Júlia ficaram na 1002. Era para Maju e Nick já estarem no segundo ano do ensino médio, mas os dois repetiram de ano. Ele repetiu o sétimo ano, quando a família estava passando por um momento ruim. E o orfanato que ela viveu durante oito anos, as condições de educação não eram boas.

Enquanto os outros foram para a sala, Tini foi à secretaria pegar os horários de aula para se organizar. Quando estava quase na porta da sala, seu braço foi puxado por um garoto de cabelo castanho-claro, deixando-a entre duas paredes.

— O que você está fazendo aqui? — Ele a perguntou e ela tirou seu braço da mão dele.

— Vim estudar né. — Tini cruzou os braços. — O que eu mais poderia fazer aqui?

— Veio só você ou seus irmãos também?

— Veio todo mundo, Fred. Agora se me der licença… — Ela se virou para voltar a seu caminho de origem, mas ele a puxou novamente.

— Só uma última pergunta… — Tini bufou e balançou a cabeça, para que ele continuasse. — Que turma você está?

— 1003, não vai me dizer que…

— A mesma que estou — Fred sorriu e ela revirou os olhos. — Vamos poder aproveitar — Ele se aproximou mais e tocou no cabelo dela.

— Você só pode estar maluco! — Ela o afastou e começou a rir. — Eu nunca ficaria contigo, achei que tinha deixado claro isso.

— Você está mentindo… — Ele colocou a mão na bochecha dela e a acariciou devagar.

Frederico aproximou-se cada vez mais do rosto dela, mas antes que os lábios deles pudessem se tocar, ela levantou seus joelhos rapidamente e, como ele era alguns centímetros mais alto que ela, eles bateram certinho na parte mais sensível do corpo dele. Fred caiu e Tini saiu correndo para dentro da secretaria. Quando ela voltou, ele ainda estava no chão, se contorcendo de dor. O garoto a viu rindo da cena e tentou se levantar lentamente.

— Você não quer que eu tenha filhos?

— A culpa foi sua por tentar me beijar!

— Quem disse que eu ia te beijar? Você é muito convencida garota! — Ele se aproximou dela.

— O único convencido que vejo aqui é você! — Ela se afastou mais, porém ele a puxou pelos braços.

3. DESTINOS ENTRELAÇADOS: Martina & IsabelaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora