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“Acho que a gente precisa mostrar que tem fé nas pessoas mesmo quando elas não merecem. Caso contrário não seria fé, certo?”
(Daisy Jones & The Six – Taylor Jenkins Reid)
NO DIA SEGUINTE, MARTINA E os irmãos mais velhos fizeram uma chamada de vídeo com os amigos e ela contou tudo. A história que sua avó havia contado a ela, até a primeira vez que ela viu Isabela no colégio e tudo que houve após a peça ter terminado. Todos ouviram calados e bem atentos até a amiga terminar de falar.
— Você sempre soube? — Guel perguntou para confirmar e Tini assentiu.
— Eu me neguei a acreditar que era ela por muito tempo — Tini admitiu.
— Vocês já conversaram? — Foi a vez de Jessi perguntar. — Como vai ser a convivência entre vocês agora?
— Não, ainda não nos falamos depois de tudo... — Tini respondeu. — Sinceridade, eu não sei. Pedi que ela me procurasse quando estivesse pronta para conversarmos.
— Então, o tio Cadu não é o seu pai? — Lina questionou.
— Claro que ele é! — Tini afirmou incisiva. — Nenhum de vocês ouse falar que aquele cara é meu pai. O nome do meu pai é Carlos Eduardo de Lima Morais.
— E como vocês estão reagindo a isso tudo? — JG perguntou em um tom de voz preocupado.
— Acho que bem... — Maju respondeu hesitante. — A medida do possível.
— Infelizmente, não tem um manual de instruções para isso — Nick disse. — Muito menos uma história em quadrinhos para sabermos o que acontecerá a seguir...
— E o incêndio? — Mila mudou de um assunto para o outro. — Você disse que reconheceu algumas pessoas e isso aconteceu na antiga mansão da minha vó... Quem eram essas pessoas, Tini? — Tini pensou em algumas respostas, mas não sabia qual delas escolher para a pergunta da amiga.
— Algum de nós estava lá? — Quim completou a pergunta da irmã, tentando incentivar a cunhada a responder.
Tini não tinha certeza do que viu, do que lembrava do incêndio. Não podia contar se havia visto um deles lá e, no final, não ser realmente quem havia dito. Ela não contava nada que não sabia 100% da história, da verdade por trás de tudo. Por isso não contou para ninguém o que a avó tinha a dito. Por isso não disse a ninguém que desconfiava que Isa poderia ser sua irmã. Não tinha provas concretas para faz isso. Uma coisa que aprendeu assistindo séries policiais e vendo o trabalho da polícia de perto, é que você tem que sempre provar se uma pessoa é inocente ou culpada. Sem provas não há julgamento e sem julgamento não há justiça.
— Acho melhor vocês perguntarem isso para seus pais... — Tini respondeu. — Eles com certeza saberão responder melhor essa pergunta...
— Tini... — Guel ia retrucar, mas um grito familiar o interrompeu.
— É o nosso pai — Tory esclareceu. — Está nós chamando para jantar.
— É dia de hambúrguer! — Maju contou animada. — Doida para experimentar a nova receita vegana da mamãe!
— Nos falamos depois, tchau... — Tini só deixou eles acenarem e desligou rapidamente a chamada.
Maria Victória e Maria Júlia saíram do quarto logo em seguida, dando para ouvir seus passos apressados descendo a escada. Tini então colocou o celular para carregar e virou-se para frente, percebendo que Nicolas estava a esperando sentado na cama dela. Ela imaginou que ele queria fazer alguma pergunta para a irmã mais nova. Tini tinha a sensação de que Nick estava guardando essa pergunta desde ontem, mas só agora os dois conseguiram ficar sozinhos.
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3. DESTINOS ENTRELAÇADOS: Martina & Isabela
Romance🥇Na Categoria Melhor Sinopse no Concurso Expresso 🥉Na Categoria Ficção Geral no Concurso Alice in Borderland #DE3M&I Um acidente... Um segredo... Duas adolescentes... Duas vidas mudadas para sempre... Martina e Isabela são adolescentes de mundos...
