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I T A D O R I

— I T A D O R I —

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Depois da pequena conversa, bastante civilizada, entre o Saturo e o Itadori, o portador do Sukuna, os Anciões decidiram adiar a sua execução até que o mesmo tenha comido os restantes dedos do Sukuna.

E no fim desta confusão toda foi confirmada a sua entrada na nossa equipa junto da terceira aluna que ainda não chegou.

Arrumo a gravata e visto o sobretudo por cima, ajeito o cabelo e logo desço as escadas.

— Então Satoru-san vamos buscá-lo? — pergunto quando desço o último degrau

— Vamos vamos. Ele já deve estar à nossa espera. — diz colocando a sua venda

— E que tal se antes passaremos numa loja de doces? — pergunto com esperança — Estou com vontade de comer algo doce.

— Finalmente tiveste uma ideia decente desde que nasceste. — brinca comigo

— Ah que engraçadinho que estás hoje. — fingo ofendimento e dou um murro sem força no seu ombro — Vamos logo.

— Que mandona. — diz e dá-me um leve empurrão para perto do carro

Durante o percurso instalou-se um silêncio confortável, dá para escutar em volume baixo uma música que passa no rádio do carro.

Sinto uma leve dor de cabeça e as pernas começarem a tremer levemente.

Merda!!
Não tomei a porra dos comprimidos.

Olho pela janela vendo várias casas e árvores a passarem rapidamente por nós, pela velocidade que Gojo conduz.

Ele ainda vai receber uma multa algum dia.

— Então como planeijas contar ao Megumi sobre a tua maldição? — pergunta

— Se alguém não tivesse abrido a boca ele não iria perguntar. — reclamo continuando a olhar pela janela

— Eu pensava que ele já sabia. — retruca defendendo-se — Vocês contam tudo um ao outro, como poderia saber.

— Tens razão, mas agora vou ter de lhe contar. Eu só não quero que ele tenha pena de mim... — suspiro — Odeio quando o têm.

— Não terá. Ele vai compreender. — consola-me e logo pára o carro numa vaga de estacionamento

— Porque estamos num hospital? — pergunto confusa

— Iremos esperar Itadori sair para conversar um pouco e responder a algumas das suas perguntas.

— Tendi. — digo saindo do carro e sentando-me junto dele num banco ali perto

— Ohayo Itadori.

The Blue flameOnde histórias criam vida. Descubra agora