Primeiro: Feliz dia das crianças.
Segundo: Desfrutem ♥
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Era sábado a tarde, Anahí estava se arrumando antes de ir trabalhar. Oscar estava fazendo uma maquete para a escola, era incrível como uma criança de apenas cinco anos podia ser tão inteligente, passou por aptidão para a primeira série por já saber ler e escrever, sentia-se entediado no maternal, e já tinha conhecimento suficiente para estar na segunda, porém era ingênuo demais em outros aspectos para avançar tanto. Moby Dick o livro que havia pegado da estante, ele já havia lido todo, e juntamente com Herrera, Anahí filtrava algumas leituras interessantes e de acordo para a idade do pequeno.
Seguiu para o quarto de Eli, um lugar onde o menino passava boa parte do seu dia, ele era de poucas palavras, estava ainda muito retraído, definitivamente não se sentia em casa. O único com quem tinha um contato mais próximo era o cachorro Hank, que já estava um senhor, ficava na cama junto com o menino por horas.
Anahí bateu duas vezes na porta e logo entrou.
– Posso?
O menino então assentiu com a cabeça. Anahí entrou, fechando a porta por trás de si e em seguida sentou-se na cama onde Eli estava deitado com o cão. Fez um carinho no Hank e após voltou a olhar para o menino.
– Eu estou indo trabalhar daqui há pouco, a preceptora de vocês estará aqui caso precise de algo e Poncho deve chegar em breve. Na segunda-feira procuraremos uma escola que você goste para que retome seus estudos. – O menino continuou em silêncio. – Olha, eu entendo que as coisas mudaram bastante e que talvez não se sinta confortável e feliz aqui. Herrera e eu não somos muito bons com as palavras, mas queremos que se sinta em casa, que seja parte da família.
– Eu nunca tive uma família. – Ele constatou, sem agressividade, mas com pesar.
– Eu também não. – Ela fitou-o, e isso chamou a atenção do garoto. – Meu pai batia na minha mãe, e um dia eu fiquei sem os dois, cresci em um orfanato e após fiquei em uma casa de passagem onde ganhei dois irmãos. – Ela sorriu. – Não foi a mesma coisa que ter a minha família, mas eles tinham um pouco de carinho para me dar. Hoje a minha família é Poncho, Oscar e você, se você quiser fazer parte.
O menino apenas assentiu e soltou um sorriso fraco. Certamente ele ainda não sabia o que pensar, Anahí levantou-se e ia em direção a porta, tinha que ir embora, deixar ele com seus pensamentos era o melhor a fazer agora.
– Anahí... – Ele a chamou.
Anahí parou e virou-se para ele.
– Sim.
– É verdade que meu pai morreu sendo um herói?
– Eu não vou mentir para você Eli, quando eu conheci seu pai, ele tinha alguns defeitos, todo mundo tem, mas ele tinha alguns problemas, coisas que ele com o tempo superou. Ele se tornou então uma das pessoas mais integras que eu já conheci, e ele não morreu apenas como um herói, ele morreu por tudo aquilo que ele acreditava, para que as pessoas ruins fossem para a cadeia e para que você vivesse em um mundo melhor. – Ela sorriu. – Você pode sentir muito orgulho do seu pai.
– Eu sinto. – Ele afirmou com convicção. – Nick me mostrou muita coisa sobre ele, fotos dele... Tem uma foto dele aqui na sala. – Ele sorriu. – Nick também me convidou para passear domingo, eu não falei nada, por que não sabia se podia.
– Você quer ir? – Anahí perguntou.
– Sim.
– Então pode deixar que eu combino com o Nick. – Ela piscou.
– Posso perguntar mais uma coisa? – Ele questionou envergonhado.
– Claro. Tudo que você quiser.
– Será que um dia vou poder fazer a mesma coisa que meu pai fazia? O que você e Herrera fazem...
– É claro que sim. – Anahí sorriu para ele. – Se você estudar bastante e se esforçar você poderá ser tão bom ou até melhor do que nós. Não há limite para os seus sonhos Eli.
...
Anahí chegou cedo ao laboratório, e estavam todos reunidos lá ainda. Desde que a equipe havia se separado, ficando Anahí, Finlay e Greg, juntamente com dois CSI's novos sendo supervisionados por D.B. no turno da noite e Morgan, Nick com outros três CSI's novos sendo supervisionados por Herrera no turno do dia, era de praxe que eles se encontrassem nas trocas de turno nem que fossem por quinze minutos para colocarem os assuntos em dia, eles eram uma família, e não ia ser os turnos que iriam atrapalhar. Na realidade isto até havia ocorrido para o bem, uma vez que esta divisão havia ocasionado o fim da rixa dos turnos.
Nick Stokes e Julie Finlay haviam assumido o romance logo após o nascimento de Oscar, e mais inteligentes que Anahí e Herrera, que na época que começaram a se relacionar esconderam dos supervisores o que estava acontecendo, Nick e Finlay decidiram fazer tudo do modo certo, Nick acabou mudando de turno uma vez que D.B. nunca abriria mão de sua supervisora assistente, cargo que Nick também ocupava agora ao lado de Herrera. Há pouco menos de dois anos Nick e Julie já estavam morando juntos. Morgan e Greg também foram espertos, o que fez Morgan ir para o turno do dia, ainda sim o relacionamento ainda era curto, pelo menos haviam assumido o relacionamento há pouco mais de um ano, e ainda estavam em uma fase muito boa de namorados.
Ela se dirigiu até a sala de convivência e após cumprimentar todos ela pegou um café e sentou-se em um lugar vago a mesa.
– Como foi o turno pessoal?
– Tranquilo. – Nick falou simplesmente.
– Diga isso por você. – Morgan rolou os olhos. – Eu acho que vou fazer companhia para você Anahí, acho que vou dobrar o turno, estou em um quebra cabeças que você não faz ideia.
– Bem, se o D.B. permitir, e Herrera também, – ela então lançou um olhar ao marido – eu posso lhe ajudar.
– Falavam de mim? – Como se houvesse sido chamado, D.B havia chegado no momento propicio como sempre, e seguindo a mesma coisa que Anahí, após cumprimentar a todos, ele serviu um café para ele.
– Estava falando sobre meu caso. – Morgan comentou. – Anahí me disse que poderia ajudar se estivesse liberada.
– Bem, eu tinha deixado um aparente suicídio reservado para Anahí. Parece ser coisa rápida, mas estão me incomodando, – ele falou dando os ombros – vocês podem ir analisar a cena de crime e depois a Anahí te ajuda com seu crime.
– Por mim ok. – Anahí olhou para Morgan.
– Perfeito. – Morgan retribuiu.
– Bem eu vou indo, as crianças estão sozinhas. – Herrera falou levantando-se pronto para se despedir de todos.
– Falou o papai responsável. – Brincou Greg, que logo foi calado com um olhar repreendedor.
– Herrera, posso conversar com você antes de ir? – Nick se levantou também.
– Claro. Vamos a minha sala.
– Ah Nick, antes de você ir. – Anahí o chamou. – Eli me falou sobre o passeio amanhã. Por mim está tudo certo. Até tenho algumas coisas para resolver pela manhã então se quiser...
– Pego ele as oito, pode ser?
– Claro.
Nick seguiu Herrera para fora da sala de convivência, deixando todos os outros um pouco curiosos sobre qual assunto fosse tão sério ao ponto de não poder ser falado ali na frente de todos. Já na sala de Herrera, Nick sentou-se a frente dele, e respirava profundamente antes de fazer a pergunta.
– O que você queria falar Nick?
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Até semana que vem!
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Si volvieras ✖ AyA {finalizada}
FanfictionAlfonso já havia colocado muitos empecilhos no relacionamento com Anahí, até o momento que pediu o divórcio alegando ser o melhor para ela já que não podia estar tão presente em sua vida. Motivada por uma notícia recente, Anahí depois de quase um an...