Parte 2 - Capítulo 7

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Desfrutem ♥

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Herrera estava terminando de se arrumar quando ouviu a campainha, como sua esposa atendeu, ele ficou tranquilo. Ele já colocava uma roupa confortável para descansar, e depois seguiu para a sala para se despedir da esposa que já estava pronta para encarar o turno da noite.

Quando viu sua esposa paralisada, logo teve que perguntar o que era, e a resposta o deixou igualmente estático. Ele teve de voltar a si logo, pois Anahí começou a ficar tonta, e ele teve que ampará-la antes de caísse.

– Poncho, ela não pode fazer isso pode? Ela não pode tirar nosso filho? – Os olhos dela estavam mareados.

– Nada a impede de tentar, mas olhe para nós Anahí. Somos um casal exemplar, criamos nossos filhos com bons princípios, estamos adotando uma criança, temos emprego fixo, não há o que ela alegar para querer que o menino viva com ela e não conosco.

– Bem, ela me disse uma coisa há uns dias e acho que é isso que ela tem utilizado como recurso. – Anahí falou pensativa, tentando voltar a si, não podia deixar-se levar pela emoção no momento, tinha que ser racional para entender esse problema e enfrenta-lo.

– O que ela disse?

– Ela disse bem... – Anahí fez uma pausa. – Que em Los Angeles está a família dele de verdade, os Wynard. Lá teria tios, avós... Disse que lá ele estaria com a família de sangue dele. – Ela tentava se controlar, mas tremia.

– Anahí, nós somos a família dele. Taylor é o pai dele sim, mas essa Elizabeth não é a vó, não se pensa assim. Nós acompanhamos a gestação, demos o primeiro banho, ouvimos as primeiras palavras, vimos ele dar os primeiros passos, estivemos ao lado dele quando esteve doente. Lembra quando ele ralou o joelho na pracinha e ele não quis nem você e nem eu, só deixou o tio "Greggo" tocar na ferida? – Eles sorriram com a lembrança. – Ou quando ele achou aquela aranha e foi mostrar para a Morgan que quase pulou da cadeira? Foi a Julie que te acompanhou no primeiro corte de cabelo dele por que eu estaria trabalhando. E nem precisamos dizer tudo que o Nick e o D.B. fizeram por Oscar, mesmo antes de ele nascer. – Ele então pegou a mão da loira entre as suas e fitou profundamente seus olhos azuis. – Se ela acha que somente o DNA define o que é uma família. Anahí, ninguém nunca poderá apagar esses momentos, e ela que pense o que bem entender.

– Eu te amo Poncho.

– E eu te amo muito mais senhora Herrera. – Ele riu.

– Você sabe que não herdei seu sobrenome. – Ela rolou os olhos, ele adorava fazer isto.

– Mas iria ficar muito bonito: Anahí Portilla Herrera. Soa muito bem aos meus ouvidos. – Ele piscou.

– Aos meus também. – Ela sorriu de volta.

– Bem, eu vou ficar com isto. – Ele então pegou a carta que Anahí havia recebido sobre o requerimento de Elizabeth Wynard da guarda de Oscar. – Vou conversar com nosso advogado somente por precaução. Não vamos deixar que esse processo se estenda mais que o necessário, e muito menos que nos cause mais estresse.

– Nós temos um advogado? – Ela perguntou perplexa. Na realidade eles não eram muito fã de advogados, eram ossos do oficio.

– Temos o que encaminhou o nosso divórcio há uns anos atrás. Ele é um bom advogado, e vamos ter que confiar em alguém.

– Está certo.

Eles se despediram como sempre acontecia em seus últimos cinco anos, com um beijo apaixonado.

...

Alguns dias mais tarde.

– Ei Herrera, fiquei sabendo que a avó do Oscar estava tentando conseguir a guarda do garoto. Que velha biruta. – Nick comentou ao ver o chefe chegando a sala de convivência.

– Verdade, mas já conversei com um bom advogado. Não importe quanto ela tente, não há condições de ela conseguir a guarda. O menino esta com a mãe, bem tratado, tem uma família bem estruturada, eu o registrei como pai, fora que se estávamos aptos a adotar outra criança, isto quer dizer que nossas condições de criar Oscar são ótimas. Ela não ira conseguir levar esse processo a diante, não temos com o que nos preocupar.

– Ainda bem. – Morgan que já estava na sala comentou aliviada. – Mas se formos pensar pelo lado dela, deve ser bem louco, ter perdido o filho e alguns anos mais tarde saber que tem um neto perdido por aí. Ela não deve ter pensado muito antes de tomar uma decisão dessas.

– Anahí e eu pensamos a mesma coisa. Queremos ao menos tentar conversar com ela, mas infelizmente não sabemos onde ela esta hospedada. Querendo ou não eles são parte da família de Oscar também e não queremos privá-lo disso. Nas férias escolares queremos levar Oscar, para conhecer eles em Los Angeles.

– Muito bacana isso da parte de vocês. – Nick falou. – Ainda mais depois de tudo que ela tá fazendo. Eu não sei se teria esse sangue frio não.

– E também estamos pensando em trazer mais um membro para a família. – Herrera comentou, dificilmente ele comentava coisas de sua vida particular, mas preferiu fazer isto antes que o pequeno Oscar e sua boca de "Hodges" contasse. – Como Eli será adotado por você e pela Fin, estamos pensando em fazer um tratamento para ter um filho nosso, se isso for viável é claro. Se não, iremos adotar uma criança "menos adotável", – ele fez aspas com as mãos – como era o caso de Eli.

– Opa, a família Portilla Herrera vai crescer mesmo. – Nick comemorou.

– Parabéns. – Morgan sorriu.

– Richard e Noah estão em campo ainda?

– Sim. – Morgan comentou. – Nick e eu chegamos há pouco, estamos esperando as analises.

O celular de Nick tocou naquele momento interrompendo a conversa.

– Com licença.

– Stokes. – Nick atendeu. – Eli, o que está fazendo acordado essa hora?... Eli, respira e me conta com calma o que aconteceu... E... Céus, Eli. Você tem certeza?... Estamos indo para aí agora.

...

O menino levantou no meio da noite, isto já era quase um costume dele. Ele ia até a cozinha e bebia um copo d'água, porém quando saiu de seu quarto e desceu as escadas, encontrou Anahí caída no chão. Havia uma poça de sangue de baixo de seu corpo. O menino tremia, não sabia o que fazer, e o primeiro numero que lembrou foi o de Nick. Ele se recordava de ter recebido esse número no último passeio e Nick dizendo que poderia ligar por qualquer coisa. Ele não hesitou.

– Stokes. – Nick atendeu.

– É o Eli. – Ele falou nervoso.

– Eli, o que está fazendo acordado essa hora?

– Eu... Eu... – Ele mal conseguia falar. Nick logo percebeu que havia algo errado.

– Eli, respira e me conta com calma o que aconteceu...

– Eu desci para tomar água na cozinha... – Ele falou pausadamente tentando se coordenar.

– E...

– E quando eu cheguei na sala eu encontrei a Anahí caída e tem muito sangue. Muito. – Ele estava exasperado.

– Céus, Eli. Você tem certeza? – Agora era Nick quem ficava nervosos.

– Eu acho que ela levou um tiro.

– Estamos indo para aí agora. – Ele desligou o telefone na hora. 

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Até semana que vem!

Si volvieras ✖ AyA {finalizada}Onde histórias criam vida. Descubra agora