Capítulo catorze: preparativos para o crime

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A MÚSICA ALTA tocava em caixas de som espalhadas pelo local, e as pessoas dançavam e bebiam ao redor da fogueira acesa.

Evelyn e Bonnie estavam dançando juntas, rindo e se divertindo. Angel estava sentada em uma das cadeiras, observando a cena e bebendo sua cerveja. Ela ainda não estava pronta para se soltar completamente, mas estava se esforçando para se divertir.
Sam estava ocupada vendo um garoto tocando violão em uma das rochas ao lado da fogueira. Os outros estudantes da escola também estavam presentes, conversando e se divertindo. De repente, a música parou, e uma voz alta ecoou pela floresta. "Oi, pessoal, eu trouxe algumas surpresas para a festa!", gritou a voz. Os estudantes se viraram para ver quem era, e viram um grupo de garotos carregando caixas grandes para a fogueira. Todos se perguntavam o que poderia ser. O líder do grupo abriu a primeira caixa, e de dentro dela saiu um grande número de fogos de artifício. Os estudantes aplaudiram e gritaram com animação. O líder então abriu a segunda caixa, e de dentro dela saiu um grande número de garrafas de champanhe. Alguns dos estudantes que já tinham bebido demais, correram para pegar as garrafas. Mas quando o líder abriu a terceira caixa, um silêncio caiu sobre a multidão. De dentro dela saiu uma máscara bizarra, com uma faca ensanguentada. Angel e suas amigas reconheceram na mesma hora, era a máscara que escondia a verdadeira face A.R.
A que ele usara para atormentá-las. O líder do grupo gritou dizendo ser uma pegadinha e os estudantes começaram a rir, ninguém realmente havia levado a sério. Bonnie foi até Angel, deixando Evelyn sozinha.

- Parece que não sou só eu que tô achando isso aqui um tédio - disse o rapaz, jogando seus cabelos pretos para trás enquanto vinha de trás de Evelyn até o seu lado.

Evelyn o encara silenciosa por um momento, ponderando se deveria responder ou não.

- Sabe porque parei de falar com você? - Disse Evelyn, Matt na mesma hora encolheu os ombros - meu pai mandou, e eu nunca entendi o porquê. Talvez tenham sido as nossas famílias, daí para frente você se tornou algum tipo de troglodita que vive se hiper-sexualizando e eu sei que é minha culpa.

Matthew lhe encara, a dor clara em seus olhos ardentes.

- Me desculpa... - ela murmurou, ainda a procura da palavra certa a se dizer - saiba que eu ainda amo você, Matt.

Matt sorriu para ela. Um sorriso tão genuíno que Evelyn pode ver algo se reacendendo, a amizade dos dois. A garota quis ser espontânea e se jogar nos braços dele, lhe dando o abraço mais apertado do mundo. Mas ela se conteve.

- Éramos crianças, a culpa é toda deles, dos nossos pais - Matt suspirou - quer dar uma volta?

- Não posso, tenho que ir encontrar as garotas.

- Tudo bem... te vejo por aí então, Eve.

O apelido pelo qual ele lhe chamava quando pequenos. Evelyn se encheu de alegria naquele momento, isso lhe deu a coragem necessária para ir em frente. Ela não podia morrer, ou parar num presídio. Se Cora for a assassina de Redwood, essa noite será fim de jogo para vadia!

- O que foi aquilo? - exclamou Bonnie.

- Ele quer nos assustar, não deixem que ele consiga... - aconselhou Angel, ela sabia que assustadas seriam presas mais fáceis.

Sam ia de lá para cá, agora mais rápido, as palavras saiam de qualquer forma da sua boca.

- Não aguento mais esperar, ela tá sozinha, é agora ou nunca...

Bonnie balançou a cabeça melancólica e tensa, sinalizando ser hora da ação para Angel. Evelyn chegou junto a elas e segurou o braço de Sam, lhe abraçando na intenção de acalmá-la.

Nós Somos Garotas Boas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora