Capítulo-7

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__Entre o brilho das estrelas e o sussurro do vento noturno, dançam os corações, entrelaçando destinos em um eterno jogo de luz e sombra__

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__Entre o brilho das estrelas e o sussurro do vento noturno, dançam os corações, entrelaçando destinos em um eterno jogo de luz e sombra__

Aemond despertou antes de seu marido, um fato incomum, considerando a propensão do moreno para despertar cedo. Com cuidado, ergueu o mais jovem e o aconchegou na cama, assegurando-se de cobri-lo adequadamente, dada a natureza fria e úmida daquela parte do castelo.

Deslocando-se silenciosamente para evitar perturbações, Aemond deixou o quarto e fechou a porta com cuidado, seguindo diretamente para seu próprio aposento. Ao abrir a porta, foi surpreendido ao encontrar sua irmã mais velha sentada em sua cama, lançando-lhe um sorriso cordial.

— Como tem passado? Você parece um tanto pálido — ela indagou, aproximando-se do irmão mais novo e tocando-lhe o rosto — Oh... então ele já lhe informou?

— Você já estava ciente? E optou por não me informar? — Aemond questionou, sentindo-se ligeiramente desconfortável — Por que decidiu não me comunicar? Além de você, alguém mais estava a par disso? — O albino não apreciava ser sempre o último a ficar a par das novidades.

— Sim, eu sabia — ela afirmou— Mas ele não me contou nada. Soube no dia em que ele pisou novamente aqui— disse, voltando a se sentar— Não falei porque não era da minha conta. Se ele quisesse que eu ou você soubéssemos, teria contado com suas próprias palavras. E assim o fez; contou a você.

— Eu não sei como reagir a isso — Aemond suspirou pesadamente. Começou a tirar partes de suas vestes, e Helaena não se incomodou em sair— Uma hora ele parece ser dono do mundo, sempre cheio de si, e outra hora volta a ser o garotinho frágil que corre sempre para debaixo da saia da mãe.

O albino ficou totalmente nu, indo em direção da banheira e entrando lá. A princesa foi ao seu encontro e começou a lavar as madeixas do mais novo. Ela sabia sobre os sentimentos ocultos de seu irmão mais novo por si, porém não era algo recíproco, e ela sempre fez questão de deixar bem claro que o único homem que fez seu coração bater era Aegon.

— Você deveria ajudá-lo nisso tudo — a albina falou— Aquele menino luta todos os dias de sua vida, uma batalha que nem os guerreiros mais fortes de nossa atualidade são capazes de enfrentar— disse, e o mais novo apenas suspirou—Não o deixe na mão; ao invés disso, agarre-o com sua vida e não permita que ele se vá.

— Se você está sugerindo que eu me apaixone por ele, isso está totalmente fora de questão — disse, meio ríspido—Não há chance alguma de me apaixonar por ele. Eu realmente aprecio sua companhia, seu jeito de ser e o humor ácido que só ele tem, mas o amor é algo muito além do que posso oferecer a ele, algo totalmente fora dessa realidade.

— Pelo menos tente, irmão — a voz da princesa parecia triste— Se esforce um pouco mais, sei que não irá se arrepender nunca—falou— Porém, se é algo que você não quer, está tudo bem; ninguém vai obrigá-lo a nada— A moça parou de lavar o cabelo do mais novo—Mas depois não diga que não foi avisado. Se você não o quer de verdade, então deixe para quem pode dar amor a ele incondicionalmente, sem restrições, até porque o amor não tem limites.

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