Lua de mel (parte 1)

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"Que dor nas costas..." Izuku pensou ao se levantar. Um mês havia se passado e ainda não estava acostumado a dormir naquele colchão velho. Estava até afundando pelo peso de seu corpo e o de Eijirou. E, pensando nisso, curiosidade percebeu que ele não estava roncando ao seu lado naquele momento.

O esmeraldino se espreguiçou e, antes mesmo de se perguntar o que havia acontecido, o ruivo entrou no quarto com um prato e uma caneca do All Might (que Izuku trouxera da casa de sua mãe) em mãos...

— Ah! Bom dia! – Eijirou falou com um sorriso grande no rosto ao vê-lo acordado.

— Hmm... Bom dia... – Izuku respondeu ainda sonolento. – O que é isso? E por que tá acordado tão cedo?

— Eu perdi o sono. Aí, resolvi levantar pra fazer o café da manhã... – Cuidadosamente, ele entregou o prato com um pão com geleia de morango e sua caneca favorita com café preto e pouco açúcar, do jeito que ele gostava. – Aqui está. Espero que goste.

— Obrigado, mas... Pra que isso?

— Ora, vai me dizer que não sabe que dia é hoje?

— Hã... Quarta?

— É sério que você não sabe??? – Eijirou perguntou, incrédulo.

— E-espera... Hã... É alguma ocasião especial?

— É claro que é!!! Hoje faz exatamente um mês que estamos juntos! Como assim você não lembra?

— Aaah, então é isso... – Izuku disse, dando uma mordida em seu pão com geleia em seguida, totalmente despreocupado como se não fosse nada demais.

E o ruivo ficou levemente irritado pelo seu descaso...

— É! E a gente deveria comemorar, você não acha?

— Comemorar?

— É, tipo... S-sei lá... Que tal irmos ao cinema? Ou sairmos pra jantar em algum restaurante? – Disse, com o rosto ficando lentamente vermelho, pois era óbvio que tinha a intenção de ter um encontro quase romântico com ele.

— Não podemos sair pra lugar nenhum. Estamos quebrados, se esqueceu?

— M-mas... Mas... – Deprimido, Eijirou se jogou horizontalmente em cima das pernas do esmeraldino. – A gente tem que fazer alguma coisa! É um dia especial!

— S-será que você pode... – Izuku tentou tirar suas pernas de debaixo dele, porém elas nem se mexiam. Então suspirou. – Argh! Tá bom. Nós vamos comemorar, mas não hoje.

— Quando então? – Ele questionou, se levantando para o alívio das pernas do esmeraldino.

— Quando recebermos nosso pagamento. Que acha?

Eijirou ficou pensativo, sentado na beirada do colchão.

— Tá, tudo bem. E quais serão nossos planos pro dia?

— Hmm... – Izuku pensou por um momento, dando mais uma mordida em seu pão com geleia. – E se a gente for comprar uns móveis novos? Tem muita coisa que estamos precisando.

— Tem razão! – Eijirou falou com entusiasmo. – Mas... Não podemos comprar tudo de uma vez. O que vamos comprar primeiro?

— Estava pensando em comprar camas novas. Já não aguento mais acordar todo dia com essa dor nas costas insuportável.

— 'Peraí... Você disse... "Camas"?

— É. Uma cama de solteiro pra mim e outra pra você.

— P-por quê? Estamos acostumados a dormirmos juntos, então por que mudar? Você não gosta de dormir comigo?

Imprevisível Destino (KiriDeku)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora