Lua de mel (parte 2)

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Izuku se sentiu acanhado ao ver Eijirou começar a se despir em sua frente. Isso o fez lembrar que teria que fazer o mesmo, já que havia aceitado a ideia estúpida de tomarem banho juntos, o que aumentou mais ainda seu desconforto. 

Por outro lado, o ruivo parecia indiferente com a situação, é claro. Já estava bem acostumado a ficar sem roupa na frente dos outros (mesmo sem qualquer propósito sexual, como tomar banho) então não era problema nenhum. Mas para o esmeraldino aquilo parecia ser mais uma luta psicológica consigo mesmo. Não conseguia criar coragem para tirar suas roupas, mesmo com o ruivo estando de costas.

Então viu Eijirou ligar o chuveiro e entrar debaixo da ducha. A água caindo pelo seu corpo completamente nu, semelhante a uma escultura renascentista esculpida por Michelangelo…

Izuku desviou o olhar rapidamente. Se repreendeu mentalmente por estar olhando. Nisso, sua ficha caiu: Eijirou estava PELADO, bem na sua frente! Se banhando como se sua existência ali não fizesse a menor diferença! 

Izuku ficou apavorado... 

— Não vai tirar a roupa? – O ruivo perguntou.

— T-tô tentando criar coragem... – O esmeraldino respondeu gaguejando, com o rosto rubro.

— Não precisa ter vergonha. Nós dois somos homens. Isso não deveria ser um problema.

— É fácil pra você falar… – Murmurou.

— Como é?

— D-digo… N-não é como se eu estivesse acostumado a ficar pelado na frente de outro homem.

Eijirou franziu o cenho e se virou de costas, ofendido com a resposta.

— Tanto faz. Faça o que achar melhor. 

Um silêncio mortal se estendeu no ambiente, restando apenas o barulho do chuveiro e dos dentes de Izuku se batendo. Não sabia se estava tremendo de frio, mesmo com o vapor da água preenchendo o banheiro… ou nervosismo.

Depois de relutar por um bom tempo, o esmeraldino decidiu tirar toda sua roupa. Depois pediu educadamente para entrar no chuveiro junto com Eijirou, que o deixou entrar. Ambos ficaram de costas um pro outro. 

Izuku sentiu a água quente finalmente o atingir, mas não foi suficiente para fazer seu corpo parar de tremer. Céus, por que estava tão nervoso? E porque era tão difícil lutar contra sua vontade de olhar para o ruivo de novo?

Tentou se segurar, mas sua curiosidade venceu. Com cuidado, virou seu olhar para Eijirou que ainda estava de costas… mas seus olhares se encontraram justo no exato momento. Então rapidamente voltaram a encarar a parede que cada um estava olhando para não ter que olhar um para o outro, ambos com o rosto corado.

Continuaram o banho em silêncio até terminarem. Se secaram e foram para o quarto se vestir. 

Após isso, fizeram o jantar e começaram a comer, porém a luz apagou. Sinal de que a energia havia acabado. (Convenientemente logo após os dois terem tomado banho). 

De repente, um raio iluminou o céu. Eijirou e Izuku se assustaram, cada um dando um gritinho agudo. O esmeraldino não via nada, mas estremeceu ao sentir seu corpo se chocar com o do ruivo.

— D-desculpa... – Eijirou disse, se encolhendo no momento em que ouviu um trovão. – Cara, odeio quando chove.

— Eu também…

Os dois continuaram sua refeição no escuro, então foram escovar os dentes e ir direto para a cama. Em dias comuns eles assistiriam alguma série antes de dormir, porém, como a luz não havia voltado até então, decidiram que era melhor dormir.

Imprevisível Destino (KiriDeku)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora