A Verdade (Penúltimo Capitulo)

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Eijirou teve outro sonho naquela noite. Estava junto de Bakugou e Izuku em seus uniformes militares, andando por entre destroços de construções em um local que parecia ter sido bombardeado.

Os três andavam cautelosos, tentando não fazer nenhum barulho, até que começaram a ouvir tiros a distância...

— Se abaixem! – Bakugou disse, rapidamente se escondendo atrás de um pequeno muro despedaçado.

Midoriya fez o mesmo, puxando Eijirou para que ele se abaixasse também.

De repente, ouviram passos. Eram outros dois soldados com um uniforme diferente dos deles. Provavelmente os responsáveis pelos barulhos dos tiros que haviam acabado de ouvir.

Com cuidado, Bakugou mirou sua arma em direção a eles. Olhou pela mira e apertou o gatilho, acertando um deles diretamente na cabeça. O outro soldado ficou em alerta e se escondeu entre os destroços.

— Tô na sua frente. – O loiro disse para Midoriya, enquanto carregava a arma e voltava a mirá-la em direção ao inimigo. Porém, se escondeu novamente ao ver o soldado atirar em sua direção, acertando a mureta onde estavam escondidos.

Izuku, então, mirou seu fuzil em direção ao soldado no momento em que os tiros cessaram. Era o tempo dele de recarregar a arma. Quando o inimigo retornou, o esmeraldino disparou, acertando-o com um tiro certeiro.

— Acho que agora estamos empatados.

— Tsc! – Bakugou estalou a língua, indignado. – Vamos indo…

O loiro entrou num prédio destruído, seguido por Midoriya. Entretanto, quando Eijirou foi andando em direção a eles, acabou levando um tiro de raspão em seu braço. O tiro chegou a rasgar o tecido de seu uniforme, deixando um corte em sua pele. O soldado que Midoriya havia atirado antes ainda estava vivo. Mas, ao invés de correr para dentro do prédio junto de seus colegas ou atirar para se defender, Kirishima ficou paralisado, encarando o inimigo.

Porém, antes mesmo do soldado atirar novamente, Izuku correu e se jogou em cima de Eijirou. Bakugou disparou contra o soldado e acabou, por fim, o matando com um tiro no peito.

— Mas, que merda foi essa, Kirishima?! – O loiro esbravejou.

— Você tá bem? – Midoriya perguntou, com seu rosto muito próximo do dele, ainda deitado sobre seu corpo.

— E-estou… – Kirishima disse, com o coração batendo rápido, tanto pelo susto… Quanto por estar tão perto do outro rapaz.

Rapidamente empurrou Midoriya para o lado para poder se levantar.

Assim, os dois seguiram em direção a Bakugou dentro do prédio...

— O que você pensa que tá fazendo? Tá tentando morrer, é?

— Kacchan!

— Me desculpa. Eu… E-eu entrei em pânico, tá bem? – Disse, com as mãos tremendo. – Mas… Sinceramente, não me importaria se tivesse morrido…

— Espera, Kirishima, o que você…

— Eu realmente não me importo mais.... Não tenho nenhum motivo pra sobreviver a essa guerra.

— Já vai começar com o drama? – Bakugou disse, subindo as escadas do prédio com cautela.

— Isso não é verdade. – Midoriya disse, tentando acalmá-lo.

— É fácil pra você falar! Vocês ainda tem suas famílias e… Sua esposa te esperando em casa. Já, eu, não tenho ninguém. Nem mesmo um lugar pra voltar! Não tenho nenhum motivo pra viver… Não sei nem mesmo porque ainda estou vivo…

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⏰ Última atualização: Jul 04, 2025 ⏰

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