Capítulo Vinte e Um

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- Essa é a última? - haviam acabado de colocar uma caixa gigantesca no chão.

- É sim - Deena bate a poeira da roupa - agora é ir devagar com o tempo e arrumar tudo isso aqui.

A sala do apartamento, consistia em caixas e mais caixas de papelão e móveis cobertos por panos de diversas cores, para evitar danos durante a mudança. Haviam muitas coisas no novo ambiente, mas de um jeito ou de outro, tudo harmonizava: fosse pelo estilo antigo ou pelas cores que se completavam.

- Bom, a noite vamos até o centro da cidade - Murray acabava de ajeitar uma pilha de caixas, evitando que caíssem - vocês vão vir conosco?

- O cabeça dura do meu marido com certeza vai querer ir - todos riem - mas Sam e Paul já irão voltar para a faculdade, perderam muito tempo com a mudança.

- Sete horas? - o homem começa o que seria uma discussão longa sobre horários.

- Oito horas - a ruiva rebate.

- Sete e meia - Esther afirma - se continuarem assim vamos passar o resto da tarde debatendo.

- Ótimo - Sinclair assente - eu vou pegar um Uber e ir dormir. Na verdade, necessito de um banho.

- Dormir? Admite logo que vai falar com a sua namorada, Enid! - sua tia a chacoalha pelos ombros.

- Ela não é minha namorada! - ela rebate rindo, mas no fundo adoraria que fosse.

- Ainda - uma piscadela.

- Eu vou embora que ganho mais - antes que pudesse sair, seu pai a barra.

- Aqui a chave, quando chegar me avise, okay? - ele a abraça - cuidado, criança.

- Eu literalmente vou me formar.

- Alguém acordou de mal humor, hm? - os três adultos começam a rir, enquanto a loira fica vermelha.

- Vocês três juntos são o caos!

Assim que entra no saguão do prédio, uma figura interessante se aproxima.
Um garoto, alto, com cabelos castanhos e um sorriso encantador.

- Uh oi, você mora aqui? - a voz grossa indicava que ele já havia passado da puberdade.

- Oi! Eu vim ajudar com uma mudança, não sou nem da cidade - educadamente ela explica.

- Oh, desculpe o incômodo - ela abaixa a cabeça com um riso envergonhado - me chamo Theodore, mas me chama de Theo. Você é?

- Enid - um aperto de mão cordial.

- Certo - o sorriso do garoto era digno de capas de revista, os dentes brancos, lábios avermelhados e covinhas - gostaria de uh... tomar um café comigo?

- Não quero que isso soe prepotente ou algo do tipo - ela assente - mas eu namoro, Theo.

- Eu imaginei - ele passa a mão pelo cabelo - vi o jeito que tava sorrindo pra tela do celular. Eu só gostaria de uma companhia pra um café, também vim visitar alguém e não sei por onde começar a andar.

- Eu venho aqui desde criança, sei ótimos pontos legais - ela pontua - mas por enquanto vamos ao Grain, é uma boa cafeteria.

- Obrigado.

Os dois seguem o caminho conversando sobre coisas triviais: escola, amizades, relacionamentos, família e por fim, a estadia na Califórnia em si.
Em poucos minutos de conversa, Sinclair conseguiu descobrir informações que julgou ser importantes do garoto: ele havia ido ajudar o pai (que é divorciado) a se mudar para o apartamento, não via a mãe há alguns meses e tinha dois gatos, os quais se chamavam Pee e Poo, sendo o primeiro amarelado e o outro, de pelagem mais escura.
A conversa estava rendendo, mal perceberam quando chegaram na cafeteria e já haviam pedido seus respectivos cafés.

Stay (wenclair)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora