Capítulo 1: Honra Vs Rebeldia, parte 2

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Honra Vs Rebeldia
Parte 2

Cambaleando na calçada da ponte, uma jovem mulher de cabelos loiros e pele levemente escamosa estava perdida, procurando em seu mapa o ponto de encontro para onde deveria entregar sua encomenda. Porém, quanto mais tentava guiar seus olhos pelas linhas coloridas, mais perdia-se naqueles segmentos caóticos.

— Um sem amor paterno deve ter desenhado essa coisa! Por que... por que aquele cara não podia ter aceitado a entrega via correio?! Eu juro que vou dar um sacode na cara daquele cretino assim que virar as cost-... — Sentiu um leve tremor na ponte. — Uah! É por isso que eu odeio coisas suspensas!

Saindo em disparada pela calçada, as faixas da mesma indicavam a linha azul, no entanto, o mapa mostra apenas o trajeto da vermelha. Aquilo apenas atiça os nervos da garota, que, de saco cheio, rasga o papel em pedacinhos, jogando-os no rio abaixo.

— Eu amaldiçoo todos os desenhistas navegadores do multiplanooo! — ela exclamou aos céus. Evidentemente, chamando a atenção dos outros pedestres. — Que foi? Não veem que 'tô num mal dia, ahn?! — Sentindo outro tremor, ainda mais forte. — Argh, que ódio. Eu detesto esse lugar com todas as minhas forças!

Seus berros despretensiosamente atraíram a atenção de um parceiro da área, embora ainda fossem desconhecidos um para o outro. A princípio, pensou ser uma mulher, no entanto, logo se desculpou ao notar ser na verdade um homem vestido de amarelo e marrom.

— Está tudo bem, acontece mais do que imagina, hehe. — ele apaziguou os surtos da mulher. — É a primeira vez que te vejo por aqui.

— S-Sou de outro planeta, no setor Leste. Estou a pedido de um creti-... CLIENTE! — Entregando seu cartão de encomendas online.

— Lud... é um nome muito bonito. Eu me chamo Dark Violet, ou só Vi, se preferir. Ah, acho que saquei, você está a procura da rota azul, mas acabou entrando na ponte que dá direto pra vermelha. Outro erro bem comum entre os estrangeiros, hehe.

Lud: Deveriam ter dado uma sinalização melhor! — Sentindo outro tremor, forte o bastante para fazê-la desequilibrar. Contudo, antes que seu rosto desse um beijo no concreto, foi pega nos braços pelo homem. — V-Valeu. Urgh, esse troço tá começando a me deixar enjoada. Bora dar logo o pé daqui?

Dando meia volta, caminharam pela cidade, sendo aos poucos apresentada corretamente pelas palavras do anfitrião.

Lud: O que são aqueles prédios mega altões no centro?

Dark Violet: São os departamentos, é por lá onde a maioria dos escritórios e empresas estão. Tem um reservado para artistas, inclusive.

Na metade do percurso, adentraram uma linda paisagem florestal, repleta de árvores floridas, cujas cores vibravam até mesmo nos pontos mais escuros e isolados.

Dark Violet: Ah, o Bosque dos Sussurros, foi uma ideia dada pelo Ticudo Dubs, um local ideal para nós desenhistas podermos colocar nossas ideias para fora.

De fundo, uma jovem molha seu pincel, jorrando suas linhas como água no ar, trazendo à vida um peixe barriga-vermelha gigante para a realidade.

Lud: Pirocud-...

Dark Violet: Ticudo! São os responsáveis por administrar as gestões políticas do império em que vivemos. O que acabei de citar, é o responsável pelos direitos de nós artistas, criador da sociedade artista que conhecemos.

Lud: S-Sociedade? — boiando.

Após meia hora, puderam enfim chegar na metade do caminho. Atravessando a ponte Valkyrie, sentiam os mesmos tremores, mas em uma intensidade menor, aliviando um pouco do estresse da mulher.

Banimento Final - DESCONTINUADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora