>Realidade Deturpada<
Parte 2
Assim que despertaram da noite relativamente longa, tiveram uma ingrata surpresa — O Traduz meteu o pé! — O bispo havia dado início ao plano antes mesmo que os outros acordassem. Vestindo as túnicas púrpuras, Anatema, Lost e Paçoca correram atrás de seu companheiro, mas ainda tentando manter-se escondidos dos olhos do rei; este que sequer havia dado as caras.
Contudo, o colega parecia ter simplesmente sumido em meio a multidão, os risos e danças apenas tornavam aquela busca ainda mais difícil.
Anatema: Deveríamos nos separar?
Lost: Não, isso apenas nos deixaria vulneráveis. Não temos ideias de onde aquele maldito possa estar, mas... com certeza já deve ter nos percebido. Fiquem perto!
Perambulando sem um rumo aparente, foram abordados por diversos camponeses, que ofereciam encarecidamente carne, vinho e frutas frescas; o cheiro era irresistível, mas também, estranhamente nauseante. Por alguns segundos, a fome pareceu gritar por socorro, quase os fazendo aceitar a oferta, mas foram avisados sobre a providência desses alimentos, contornando para uma simpática conversa, cuidadosamente a levando para o que interessava. — O que vocês pensam sobre o rei?
Não importava para quem perguntasse, seja homem ou mulher, criança, adulto ou idoso, todos sempre respondiam o mesmo. — Ele é o rei, e caso fiquemos em sua presença, nenhum mal nos assolará. — Pareciam máquinas, replicando a cada segundo a mesma frase pré-programada.
Anatema: Apesar das palavras estranhas, eles não parecem estar mentindo. Suas emoções estão batendo com a gesticulação. Será que esse tal rei realmente pode ser justo?
Lost: Tsk, tá na cara que é picuinha.
Anatema: Mas eles disser-...
Lost: É o seguinte loiro... — quase sendo levado para longe pelo cheiro da comida. — Ih, que fominha! Mas, enfim... mesmo que eles estejam "felizes" e sorridentes, não estão verdadeiramente gostando disso. Uma coisa é ter liberdade para agir assim, outra é ser lecionado a ser apenas isso. Não estamos nas terras de um rei, mas de um ditador!
Paçoca: Aí, olhem... — apontando para uma multidão se formando próxima da encosta do vale.
Lost: Uhm?
Uma comoção estava formada em volta de um velho palanque de madeira, onde um senhor começava a se apresentar, cumprimentando a todos e agradecendo por terem vindo.
— É com grande orgulho que, dada a permissão do nosso querido rei, poderemos dar início ao solstício da primavera. — o idoso disse. Trazendo para cima e ao seu lado uma jovem mulher de cachos dourados e grande sorriso.
Paçoca: Estranho, agora que percebi que os olhos de todos aqui, não possuem íris, e as pupilas parecem muito maiores do que o convencional. — ressaltou.
Lost: Talvez possa ser uma característica intrínseca dessa raça. Não me disseram em nenhum momento que os habitantes desse lugar seriam discordianos, afinal, nenhum aceitou vir com o rei. — Seu estômago roncava incessantemente. — Ai, não tá escrito que eu mataria por um pedacinho de peixe-sol.
Paçoca: Ainda tem algo de errado. — agarrou nas calças do capitão, amedrontado. Em sua visão, nada além de uma aura translúcida era exalada pelos corpos daquele povo.
— Antes de oferecermos nosso amor para a Mãe, comemoremos, e então mostremos nossa dedicação por sua santidade. — Bateu palmas, fazendo com que todos começassem a dançar e cantar quase que instantaneamente.
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Banimento Final - DESCONTINUADO
FantasyEm um universo governado pela mão suprema do imperador Libélula, uma hierarquia é fundada para ditar o seguimento das coisas. Por debaixo dos panos, está escondida a verdade de todas as mentiras contadas ao longo dos milênios, e caberá aqueles poder...
