Filhote Inútil
A visão turva e ociosa, flashes retumbando-o de volta à realidade. Aos poucos, conseguia firmar seus braços no chão, seco e arenoso, até finalmente ficar de pé. Cambaleando sem direção, seus olhos se adaptam àquele ambiente rochoso e escuro. Em meio a um tipo de túnel, via a luz no final, instintivamente guiando até ele.
Mas como veio parar aqui? Onde estava? — Foram algumas das perguntas que, juntamente à dor, pinçam sua cabeça.
Fragmentos da luta contra o homem touro vagaram diante seus olhos, mesclando-se a interpolações e piscadas de luz, causando uma dor absurda. Não apenas em seu corpo, mas principalmente ao seu ego. Recusando a derrota. A vergonha que dominava seu coração era indescritível.
Anatema: E-Eu preciso voltar... antes que percebam meu sumiço. ー alcançando a luz, bateu de cara na parede, ficando com algumas pedrinhas presa ao cabelo. — É como o careca sempre diz: "Com paciência, se chega ao... ao...". Grr, não tô com saco pra ficar pensando nisso!
Escalando uma pequena parede de pedras negras, passando por uma pequena fresta luminosa. Se rastejando como uma minhoca pela passagem, enfim teve uma vista que curou seu mal estar. Do lado de fora da caverna, um mundo brilhante e colorido, as árvores com suas folhagens douradas e frutos vermelhos pastéis. Os vales amarelos estendem-se rumo ao horizonte, conduzindo o olhar para uma terra fantástica e intocada.
Se jogando para baixo, passeou pelos bosques, admirando a belíssima vegetação. O planeta estava em perfeitas condições, nenhum rastro de poluição ou desgaste. Poderia facilmente perder o dia todo apenas em seus suspiros, porém, sequer tinha noção há quanto tempo estava ali.
Com pressa, tornou seus lentos passos em árduos saltos. Passando por cima das montanhas azuis-celestes e nuvens fofas como algodão, teve outra surpresa.
Anatema: Uma vila? Pelo visto, aqueles cretinos nunca devem ter pisado por aqui.
Escondida em uma depressão, cercada por um grande lago de cor margarida, na encosta da montanha. Separados do restante do bosque por uma humilde e pequena cerca branca, evitando que a água invadisse as casas de tijolos cereja. A presença de residentes era esperada, mas surpreendeu-se surpreender pela quantidade maior do que pensou.
Sem qualquer receio, o loiro deslizou o vale e cruzou o bosque como simples pulo horizontal. Passando sobre o lago, adentrou o vilarejo. A princípio, os moradores fitaram-no, cismado pela aparência jovial e considerada bela por eles. Contudo, o elemento que roubou seus olhares quanto o estranho, certamente foram seus chifres.
Anatema: Gentinha esquisita, viu? — comentou. Esperando ser atacado a qualquer momento. No entanto, foi o próximo a ficar surpreso por todos eles simplesmente voltarem a realizar suas tarefas normalmente. — Eh, então, acho que tá belezinha eu dar um rolé por aqui, né?... Imagino que sim!
Andando de forma descompromissada, ainda não tinha ideia de onde caiu. As últimas lembranças não passavam de imagens embaçadas: uma figura escura vindo em sua direção. Mas depois disso, nada.
Perdido, em busca de uma resposta, sequer notou a aproximação de um homem senil, esbarrando.
— O-Opa... — por deslize, deixou suas frutas e roupas caírem. — Com licença, meu jovem, mas poderia me ajudar?
Anatema: Uh? — fazendo pouco caso do idoso, chutou as coisas para longe sem qualquer remorso. — Não pense que pode me dar ordens, ô, coroa. Pegue seu lixo discordiano, e mete o pé da minha frente!
Senhor: Argh, que moleque grosseiro! — bateu sua bengala na cabeça do demônio.
Anatema: Hã? Quer mesmo bater as botas, é, coroa? — O ergueu pelo colarinho, tirando seus pés do chão. — Quem você pensa que é, discordiano nojento? Bom, com certeza não sabe quem eu sou! Ponha mais respeito na presença de Anatema, o príncipe dem-... — Diante daquela cena, chamou a atenção dos vizinhos, porém, pouco se importou. Isso até ser impedido de golpear o senhor, atingido por uma placa circular de metal na mão. — Ai! Qualé?! — Largando o senil no chão — Quem foi o bocó que fez isso, hein?
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Banimento Final - DESCONTINUADO
FantasiaEm um universo governado pela mão suprema do imperador Libélula, uma hierarquia é fundada para ditar o seguimento das coisas. Por debaixo dos panos, está escondida a verdade de todas as mentiras contadas ao longo dos milênios, e caberá aqueles poder...
