Capítulo 87: As sete cores da morte

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As sete cores da morte

Kokoro

— Oxi, como assim? — Dobrando a água como uma espiral, caminhava sobre largas torres verticais sobre o chão. — Tem dois de você? E minha voz não é irritante não hein, sai fora!

Ozzy

— Cale a droga da boca! — exclamou. Entretanto, sua boca não abriu. O responsável pela ofensa havia sido acunha do espectro atrás de si.

Kokoro

— Ui, tá estressadinho é?! — de repente, pode ver o espectro de cor avermelhada atrás de Ozzy desaparecendo. Foi quase como um espeto na espinha, erguendo seus chifres moles no mesmo instante. — Ah, 'cê tá ligado que eu tava só brincando com a tua cara, né, hihi? — disse, suando frio. Internamente, mas ainda dando um sorriso sem graça. Sentiu-se aterrorizada pela súbita presença.

Ozzy

— Cesse suas palavras vazias e mentirosas. Não tenho apreço por sua figura, demônio.

Caminhando até a parede de água, periodicamente, seus passos tornam-se uma furiosa corrida. Adentrando a coluna, desapareceu de vista, deixando a filhote ansiosa, focando sua atenção a qualquer súbito movimento.

Kokoro

— Ali! — apontando para um lado específico, disparou uma pequena bala, mole como água, mas dura como uma pedra. Forte o suficiente para atravessar concreto. Atingiu algo submerso, vendo as bolhas subirem e estourarem do lado de fora. — Fácil assim, hihi. Buxa do car-...

As bolhas aumentaram, trazendo consigo um intenso bafo quente, borbulhando como em uma velha chaleira. A pequena aproximou seu rosto, cerrando os olhos, atenta aos murmúrios do mar. Um choque. O contato constante contra a correnteza.

Emergindo das profundezas, Ozzy revelou-se com um pequeno buraco em seu braço, no qual um líquido semelhante em cor a sangue vazava; no entanto, possuía mais similaridades a um tipo de gosma em sua consistência. Outra coisa notável, foi sua vestimenta, passando do completo branco para um tom levemente avermelhado, com as listras da calça, anteriormente cinzas, assumindo um tom carmesim.

Saltando para fora, pareceu voar em direção a filhote, que, após o súbito susto, rapidamente mostrou seus dedos, disparando centenas de balas por cada um deles. Milagrosamente, acertando alguns pontos no corpo de sua oponente.

Ozzy

— Você me deixa com uma raiva tremenda... criança maldita! — A dor das balas era aguda, porém, não tinha tempo para pensar naquilo. Tudo que vagava pela mente era — A matarei antes que consiga dar outro suspiro!

Encurtando a distância, emanou sua alta temperatura, dificultando os movimentos da criatura aquática. Com apenas um simples soco, a derrubou da confortável e, até então, torre segura. Atravessando o mar artificial e caindo de costas na areia, Kokoro mostrou-se firme acima de tudo, levantando o quanto antes; embora tentasse esconder seu patético e mimado choro.

Kokoro

— É, eu estava coberta de razão. Tu é uma chata do car-... — Arrepiou novamente, sentindo o mesmo ataque do começo da luta vindo a todo vapor. Unindo seus braços, começou a girá-los no sentido horário, moldando o formato da água acima, criou um colossal funil, dissipando a energia que tentou atingi-la. — Vai ficar de 'figuinha agora, é?!

Entrando para dentro da coluna d'água, Kokoro tentaria levar a vantagem agora.

Earl

— E a luta já começou insana! Ozzy avançou ferozmente contra Kokoro, usando de um gancho certeiro na fuça da baixinha. Contudo, a pequena não fica para trás, usando de seu elemento como maior aliado nessa batalha. Parece que uma clássica luta entre fogo e água está prestes a começar!

Banimento Final - DESCONTINUADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora