Após a tempestade, vem o flagelo
A plateia se mantém em silêncio, as cinzas de seu maior herói voam pelo ar, até desaparecer da realidade. Do outro lado, Cadu de costas para todos, caminhando até o corredor como se nada tivesse acontecido, seu corpo não possuía uma sequer cicatriz, esboçando sua apática feição. Todas as pessoas se dirigem até as saídas das arquibancadas, indo ao pátio para o intervalo. Por mais que ainda possuíam determinação para continuar, não podia esconder suas melancólicas emoções, tornando todo o ambiente pesado.
Em um dos corredores da arquibancada, o pinguim do gelo, Ferpin, ainda olhava para a arena vazia, que aos poucos tinha suas luzes apagadas. Repentinamente, Kokoro chega saltitante, esbanjando sua animação para o ele, a mesma pergunta se ele estava bem, sentindo suas emoções melancólicas, mas sem respostas, assim, começa a mexê-lo sem parar, e bater em seus braços, não alcançando seus ombros por ser baixinha, tentando tirar qualquer tipo de reação, mas, nada. Ao andar para frente, pode ver o rosto de Ferpin, que esboçava um olhar profundo e morto, seus olhos arregalados, mas ainda demonstrando seriedade, ele estava em choque, mesmo não demonstrando de forma clara. A pequena raposa gélida sentia uma densa aura em torno do corredor, era gelada e sufocante, sentia-se cada vez mais esmagada, mal conseguindo se soltar.
O pinguim então saiu, levando a pressão consigo, congelando tudo por onde caminhava, Kokoro não se importando o segue, até chegarem em um banheiro, Ferpin entra, e tranca a porta, deixando a pequena do lado de fora. Após alguns segundos em silêncio, pequenos ruídos sem sentido ecoam, seguida de fortes luzes azuis passando por debaixo da porta. Ela então coloca sua cabeça próxima, tentando espiar pelo buraco da maçaneta, com dificuldades, consegue ouvir algumas palavras, mas muitas pareciam não significar nada.
Ferpin: Me promete...promete que nunca vai me deixar...que nunca vai acontecer o mesmo com você... - Em tom de tristeza, aparentava estar falando com outra pessoa. Mas, apenas ele havia entrado no banheiro - Juntos, vamos arregaçar a cara daqueles filhos duma égua - Enquanto falava, podia-se ouvir grunhidos bizarros, quase como se "algo" estivesse chorando ao seu lado - Isso não vai ficar barato para aqueles desgraçados! - Subitamente, todos os barulhos e luzes param, e Ferpin destranca a porta, saindo como se nada tivesse acontecido. Kokoro estava confusa, porém, rapidamente ignorou tudo aquilo, voltando com sua animação, e xingando o pinguim pela demora - Você é uma peste - Ambos então, voltam para o quarto.
Com sua esmagadora derrota, e sua terceira derrota, o time Monarca se vê em uma situação crítica. Se não conseguissem acompanhá-los, seria o fim para todos.
Caminhando sorrateiramente, Evan transfigurado em uma barata, acompanhava Libélula e Ártico, que se dirigiam para uma ala secreta do prédio, sua metamorfose a impedia de ter sua presença descoberta. Ao chegarem no fim do corredor, os adms entram em uma porta de aço reforçado, logo atrás, Evan passa pela fresta, podendo ver que dentro havia uma enorme sala preta, em seu centro uma linha de transporte, sendo guardada por alguém, ele tinha a estatura de um criança, vestindo uma capa negra que cobria todo o seu corpo. Com uma feição entediada, parecia não se importar com a chegada dos superiores, apenas se levantando da cadeira, e largando seu celular. Evanrata se escondia atrás deles no topo da parede.
Libélula: Bom dia, Apaguazidor do Abismo - O chamou a atenção, com sua voz em tom animado.
FelypeKalpa (Apaguazidor do Abismo): Oi - Respondeu de forma seca, e desinteressada.
Libélula: Curto e grosso como sempre, né?
FelypeKalpa: É.
Evanrata: Que carinha mais apático - Ele pensou.
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Banimento Final - DESCONTINUADO
FantasyEm um universo governado pela mão suprema do imperador Libélula, uma hierarquia é fundada para ditar o seguimento das coisas. Por debaixo dos panos, está escondida a verdade de todas as mentiras contadas ao longo dos milênios, e caberá aqueles poder...
