De cabeça na caverna
Em uma caminhada silenciosa, a figura da mulher de cabelos e vestes rosadas cobriam o caminho adiante. Seus músculos definidos deixavam claro quem estava no controle da situação. Apesar de sua presença colossal, não havia nela qualquer aura ameaçadora; ao contrário, irradiava uma serenidade inabalável.
Os dois seguiram adiante por mais alguns minutos, a passos lentos. O demônio observa as casas no horizonte, tingidas de azul claro pelo desfoque atmosférico. O corredor verde-escuro se estreita em um caminho indivisível. Ele sentia na pele o terror de ser oprimido pelo império — silencioso e aprisionado.
Farto de manter-se calado, tentou puxar assunto com a mulher.
Anatema: Então... para onde exatamente tá me levando, ô, mulher alta?
Anne: Viniccius já deve ter lhe dito o básico. A partir de agora, irá trabalhar conosco nas batalhas pela expansão e derrota de criaturas e monstros que possam ameaçar o império. E por sorte, temos uma equipe que está precisando de outro membro.
Anatema: Viniccius? Será que está se referindo ao Earl? — Divagou. — E, vem cá, o que eu ganharia fazendo isso, hein?
Anne: Além de salário e moradia? Imagino que um passe livre para seus semelhantes baste, não?
Anatema: Hã?! — arregalou os olhos.
Pararam em meio a bifurcação. O demônio fitou a mulher, apreensivo, mas agora sabendo que os sobreviventes estavam nas mãos daqueles que mais repugna.
Anne: Se está preocupado com eles, não precisa sair correndo por aí sem rumo. Apesar de odiarmos sua raça, não partimos para atos absurdos logo de cara. Eles optaram por se render assim que entraram na nave.
Anatema: Então, por que mataram o meu amigue?
Anne: Hum? Acho que está um pouco equivocado. Durante os relatórios... nenhuma morte foi reportada. — Exclamou. Sua feição demonstrava estar falando a verdade, e isso ficava ainda mais claro com as emoções vazadas.
Anatema: Mas que droga é essa?! — sua mente encontrava-se em um turbilhão de pensamentos. — Uma coisa é aquele viadinho não saber, outra é a ferrando general não ter noção disso! — Divagava. Contudo, logo retornou a realidade com a voz da mulher.
Anne: Mas, sei que pode ser um pouco frustrante fazer trabalhos sem um ganho. Portanto, providenciaram salário, moradia e o principal... uma audiência com o imperador. — Conseguindo toda a atenção do demônio. — Saiba que todos esses privilégios só são possíveis graças a ele. Se conseguir realizar seus trabalhos corretamente, conseguirá essa recompensa.
Anatema: O imperador... Essa pode ser a minha chance de indagá-lo sobre toda essa guerra, ou até quem sabe, acabar com esse império de uma vez por todas! — Pensou. Abrindo um grande sorriso. — Nesse caso, então... EU ACEITO, PEITUDA! — Tomou um cascudo, afundando metade do corpo no chão.
Anne: Me chame disso de novo, e termino de te enterrar! — abrindo a porta direita da bifurcação. — Siga por este caminho para ir direto para a nave, a equipe dessa missão já foi definida. Como é a sua primeira, trate de obedecer todos os comandos do capitão. Entendeu?
Anatema: T-Tá, tanto faz! — saindo do piso, correndo túnel abaixo.
Um longo corredor cilíndrico, iluminado por pequenas lâmpadas retangulares de cor verde-chá, dispostas ao longo das paredes, do teto e do chão. O som das máquinas reverberava ao redor da torre, preenchendo o ar com um zumbido constante. Ao atravessar a última porta, ele se deparou com o lado de fora, mais precisamente, com uma vasta área de veículos de transporte e carga. No entanto, o que mais chamava a atenção eram as naves interestelares, de todos os tipos e tamanhos, brilhando intensamente enquanto estavam estacionadas junto às paredes de ferro, onde os mecânicos realizavam reparos e reabastecimentos.
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Banimento Final - DESCONTINUADO
FantasyEm um universo governado pela mão suprema do imperador Libélula, uma hierarquia é fundada para ditar o seguimento das coisas. Por debaixo dos panos, está escondida a verdade de todas as mentiras contadas ao longo dos milênios, e caberá aqueles poder...
