Capítulo 75: Banho bestial

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Banho Bestial

De volta a base, na torre central, os desbravadores encaram a nave, pensativos do que fariam a seguir. — Estamos só a imundice. Comentaram. Repletos de musgo e pedaços de raízes encravados pelas roupas e nas tubulações do veículo. Contudo, algo muito pior do que a sujeira era a situação em que se encontravam.

Anatema: Impressionante como minha blusa preta ficou completamente verde!

Traduz: É quase como se tivéssemos entrado em uma guerra de paintball, hehe.

Anatema: Paint-... o quê?

Polo: Será que isso é de beber? — lambeu seus braços, fechando a cara no mesmo instante; por pouco, não engolindo o próprio focinho. — Urgh, é azedo!

Olavo: Tô precisando urgentemente de uma ducha daquelas. — soltou-se dos ombros de Anatema, caindo de cara no chão. — Aé, esqueci que estava com as pernas quebradas.

Aguardaram pacientemente pela chegada da equipe de limpeza e médica, que rapidamente tomaram controle da situação. Como acrobatas, os faxineiros saltam para cima da nave, esfregando a lataria com maestria que jamais outro conseguiria.

— Esfrega, enxagua, passa e seca! — cantarolavam durante o serviço. Assobiando em uma sinfonia específica, invocaram uma forte dobra de ar, girando em torno do veículo. Observando mais atentamente, o demônio percebeu a semelhança gritante que havia entre eles e Olavo: pés a mãos avantajados e com apenas quatro dedos cada. E, obviamente, a baixa estatura.

Anatema: Aí, você não tinha dito mais cedo que sua espécie só conseguia manusear rochas, luz e...

Olavo: Ferro, mineral, para ser mais exato. Realmente, mas naquele momento estava me referindo exclusivamente aos anões de raça pura. Assim como os bestiais se dividem entre centenas de raças dentro da própria espécie, o mesmo se aplica com os anões. Muitos acabam tendo filhos com linhagens diferentes, o que acabou gerando descendentes com características que, apesar de ainda predominantemente anã, possuem diferenças notáveis.

Polo: Buah, ciênciaaa! Ou seria biologia?

Mal levaram dez minutos para trazer a velha máquina de volta, e, ofuscando seus olhares com tamanho brilho que parecia ir até as nuvens.

Lost: Parece até com o de quando comprei, haha! — assobiou, impressionado. Correndo para abraçá-la, porém, sendo impedido pelos anões antes que a sujar-se. — Enfim, acho melhor todos tirarem um tempinho para descansarem. Foi uma aventura e tanto. Então, podem deixar pro capitão resolver esse bananão.

Todos recordam-se de imediato sobre a conversa que tiveram com os dois habitantes daquele planeta verdejante.

— Hã? O que pensam em fazer com o meu filho? — Entrelaçando o menino em seus braços, colocando-se como uma sórdida parede; uma proteção tão forte que apenas as mães poderiam proporcionar.

Lost: Sinto muito, senhorita. Contudo, são as ordens do império. — Erguendo sua mão para pegá-lo, no entanto, parou bruscamente com a entrada de Anatema entre ambos. — Uhm?

Anatema: Tem que ter outro jeito de resolver isso! — fitou o urso seriamente.

Lost: Não é como se pudéssemos simplesmente dizer "não" a uma das maiores figuras do universo, loirinha.

Anatema: Já disse que sou macho!

Olavo: Será que não tem algum outro por aqui? Sei lá, um que seja... mentalmente incapaz.

Banimento Final - DESCONTINUADOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora