A sala caiu em um silêncio desconfortável, acompanhado pelas reverberantes ondas de pânico e ansiedade que percorriam o corpo de Sarah, deixando seus ouvidos zumbindo. Seu olhar rapidamente se voltou para Tally, cujos olhos arregalados e respiração difícil revelavam o turbilhão de emoções. Num movimento repentino, Tally levantou-se da cadeira, fazendo-a cair no chão com um estrondo retumbante.
Reagindo por instinto, Sarah levantou-se e correu em direção a Tally, estendendo a mão para segurar seu rosto com firmeza. Os sinais de um ataque de pânico eram evidentes, uma ocorrência bastante familiar em seu ramo de trabalho.
— Olhe para mim, Tally — ordenou Sarah, projetando confiança e firmeza em sua voz, sabendo que os instintos de Tally poderiam superar o pânico. Como esperado, os olhos marejados de Tally encontraram os dela.
— Ela... ela disse que é minha responsabilidade determinar o destino das bruxas. Está tudo em minhas mãos — gaguejou Tally, chocada. "É demais", ela sussurrou, incrédula, seus suplicantes olhos castanhos procurando os de Sarah. "Eu sei que você está acostumada com isso, mas tenho apenas 20 anos, Sarah. Mal terminei o treinamento básico! Como o destino da bruxaria pode estar sobre meus ombros?"
Os olhos de Sarah examinaram rapidamente o rosto de Tally, suas palavras perfurando o coração de Sarah. Ela conhecia muito bem o peso da responsabilidade sobre os ombros dos jovens. A própria Sarah tinha apenas 17 anos quando assinou os acordos, e a memória de suas mãos trêmulas ao escrever sua assinatura permaneceu vívida. O fardo que ela carregava quase a derrubou quando terminou de assinar.
Testemunhar Tally nesse estado partiu o coração de Sarah. Ela detestava ver alguém sobrecarregado com tanto peso. Abaixando-se, ela agarrou com força as mãos trêmulas de Tally.
"Não está apenas em suas mãos", enfatizou Sarah, apertando a mão de Tally, assegurando-lhe tanto física quanto verbalmente que ela não estava sozinha nisso.
Os tremores nas mãos de Tally começaram a diminuir enquanto ela fixava profundamente o olhar no de Sarah.
Enquanto segurava as mãos de Tally com uma das suas, Sarah ergueu a mão e segurou o rosto de Tally. Ela ficou sem fôlego ao ver a naturalidade com que Tally se inclinou para seu toque, enxugando as lágrimas caídas com um toque suave do polegar. Sarah falou com ternura.
“Você não está sozinho nisso”, ela prometeu, canalizando o máximo de energia calmante e de apoio que pôde através da conexão deles, sentindo imediatamente o alívio do outro lado.
A respiração pesada de Tally diminuiu gradualmente e ela segurou a mão de Sarah com força.
"Você promete?" — sussurrou Tally, com a voz trêmula de vulnerabilidade.
As palavras de Tally perfuraram o coração de Sarah quando ela estendeu a mão para segurar suavemente a nuca de Tally, aplicando uma leve pressão para unir suas testas. Seus olhos se fecharam simultaneamente, selando o pacto.
"Estarei ao seu lado em cada passo do caminho. Enquanto eu viver e respirar, você sempre pode contar comigo para estar lá", Sarah se viu falando com o coração, e não com a mente, mal reconhecendo as palavras fluindo. da boca dela.
"Eu prometo", Sarah sussurrou com reverência, seu tom declarando a promessa não apenas para Tally Craven, mas para o mundo inteiro.
Tally suspirou de alívio ao ouvir essas palavras e depois recuou um pouco, oferecendo a Sarah um sorriso trêmulo de desculpas. Ela ergueu a mão para enxugar as lágrimas.
"Sinto muito por isso. Fiquei sobrecarregada", Tally se desculpou suavemente.
Sarah retribuiu com um sorriso tranquilizador, na esperança de transmitir o seu apoio. "Não há necessidade de se desculpar. Você se saiu melhor do que eu quando assinei os acordos. Lembro-me vividamente de assiná-los, apertando algumas mãos, e então escapei discretamente pelos fundos para vomitar."
VOCÊ ESTÁ LENDO
Soulbound
FanfictionNo segundo em que Sarah Alder fez de Tally Craven uma biddie, algo muito além da conexão padrão de biddie se manifestou.
