Em seu escritório, o brilho noturno da luz do sol filtrada pelas persianas parcialmente abertas, Sarah estava sentada em sua cadeira de escritório, completamente nua, seu corpo brilhando com o brilho da transpiração. Em seus braços, igualmente nua, ela segurava Tally, seus peitos subindo e descendo em sincronia enquanto recuperavam o fôlego.
A mesa antes meticulosamente organizada, normalmente adornada com arquivos e papéis bem organizados, agora estava vazia. Os papéis estavam espalhados pelo chão como o resultado de um redemoinho, um verdadeiro testemunho das atividades entusiasmadas que ocorreram momentos atrás na referida mesa.
Sarah olhou em volta para o desastre de seu escritório e sua magia que ainda permanecia no ar, que lentamente se infiltrava na madeira e nas paredes, deixando um suave zumbido mágico em seu rastro. Sarah suspirou e recostou a cabeça no couro gasto da cadeira.
Ótimo. Ela pensou, imaginando como conseguiria trabalhar aqui com a magia sexual deles literalmente pingando das paredes. Sarah podia ver agora, ela estaria na metade de um relatório e, de repente, ela se depararia com a visão vívida e incrivelmente sexy deles em sua cadeira, Tally conduzindo seus dedos até o orgasmo.
Um arrepio percorreu sua espinha com o pensamento.
Sim. Concluir qualquer trabalho em seu escritório seria difícil daqui em diante.
À medida que suas respirações pesadas começaram a se estabilizar, Sarah e Tally permaneceram entrelaçadas, seus corpos ainda pulsando com os restos de seus orgasmos.
Naquele momento, rodeada pelas consequências da sua paixão, Sarah sentiu uma enorme sensação de contentamento. O caos que agora adornava seu escritório não era nada comparado à profunda alegria que ela descobrira com Tally nos braços. O mundo lá fora poderia esperar, pois neste momento eles eram as únicas duas almas que importavam.
Mas a realidade tem uma forma de se afirmar, mesmo nos momentos mais serenos. O som de passos se aproximou da porta, seguido pela voz de Petra ressoando pela sala.
"General, precisamos de você no portão da frente", ela chamou, sua voz cortando a tranquilidade.
Sara gemeu. Sua posição sempre carregou seus fardos e responsabilidades. Havia batalhas a serem travadas, decisões a serem tomadas e vidas a serem protegidas. O mundo exterior chamava sua atenção, exigindo sua presença num momento de necessidade. Sarah já estava acostumada com as interrupções, mas desta vez parecia diferente.
A voz de Petra permaneceu no ar, lembrando Sarah do peso que ela carregava, das constantes demandas de seu tempo e energia. A compreensão a atingiu com uma clareza recém-adquirida. Pela primeira vez em sua vida extraordinariamente longa, Sarah contemplou a possibilidade de se aposentar. A ideia de se afastar do seu papel de líder, de renunciar às responsabilidades que definiram a sua existência, nunca pareceu viável antes.
Mas nesse momento precioso com Tally, enquanto elas se abraçavam, Sarah se viu ansiando por uma vida mais simples. Uma vida onde ela pudesse deleitar-se com as alegrias do amor, sem ser impedida pelos fardos do comando. A aposentadoria oferecia a promessa de serenidade, uma chance de abraçar um futuro onde as horas se estendiam tranquilamente e o mundo exterior não poderia mais reivindicá-la a cada momento de vigília.
Sarah considerou ignorar a ligação, um pensamento fugaz de dispensar seu segundo em comando e instruí-la a cuidar do que quer que o esperasse no portão da frente. Afinal, Sarah tinha direito a esse momento de descanso, para deleitar-se com esse momento. Mas algo na voz de Petra chamou sua atenção, uma pitada de nervosismo que raramente estava presente na mulher normalmente composta.
Ele perfurou o momento e os instintos que o próprio tempo, como uma pedra de amolar, afiou até um ponto mortal e preciso. Ela sentiu uma onda de preocupação, uma sensação de que algo estava errado. A ansiedade incomum de Petra ressoou dentro dela como uma nota discordante em uma sinfonia harmoniosa. Foi um contraste chocante com a paz feliz que ela acabara de sentir antes.
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Soulbound
FanfictionNo segundo em que Sarah Alder fez de Tally Craven uma biddie, algo muito além da conexão padrão de biddie se manifestou.
