Não haveria cobranças. Tudo aconteceu porque Deus assim quis e eu sou grato porque agora tenho outra oportunidade de fazer o certo.
- As minhas princesas querem ir almoçar?
- Ao mar, saltitou a Matilde.
- Ela adora almoçar nas esplanadas à beira mar. Vamos que eu mostro-te uns restaurantes muito gostosos.
Saímos os três de mãos dadas. Saímos do hotel, atravessámos o túnel adornado com azulejos pintados pelo artista Nádir Afonso. Um painel mais lindo que o outro.
Eis alguns
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Detive-me por um momento a apreciar as obras. Eram lindíssimas.
No final do túnel estávamos na praia e nos vários restaurantes. Escolhemos um deles lá vamos nós decifrar o cardápio.
- Ontem comi um peixe maravilhoso, disse Rodolffo.
- É. Aqui dá-se primazia ao peixe, pelo menos na praia.
- Matilde! Tu queres peixe ou carne?
- Eu quero lulinhas grelhadas. - Eu quero polvo à lagareiro, disse Ju.
- E tu Rodolffo?
- Tem aqui bacalhau à minhota. É bom?
- Muito bom. Fizemos o pedido.
- Depois dividimos para provares tudo já que no Brasil se come mais carne.
Chegaram os pratos e estavam com óptimo aspecto. Encantei-me com o polvo dela. As batatas eram confeccionadas com casca. Batata a murro diz-se.
Provei o meu bacalhau frito com cebolada e batata às rodelas. Uma delícia.
Provei as lulinhas da Matilde.
Um prato melhor que o outro. Sou capaz de virar fã de peixe.
Pedi um vinho verde branco. A Ju diz que casa bem com peixe. Fresquinho sabe muito bem.
Terminámosa refeição. Estava muito calor. Fomos em direcção ao parque Marechal Carmona. Um parque amplo com mata para caminhar, Lagos, relva com chuveirinhos para relaxar, campo de jogos e biblioteca. Havia, tartarugas, patos, pombos, galos, galinhas com pintinhos recém nascidos e pavões. Outrora já teve macacos mas foram levados para o zoo.
Passámos ali o resto da tarde. A Matilde rebolou na relva com o pai. Não sei quem é mais criança. Ao ver esta cena não tenho como não me emocionar e culpar por ter privado os dois da companhia um do outro.
Rofolffo percebendo as minhas lágrimas vez ou outra vinha me dar um beijo.
Fomos tomar um suco no café dentro do parque vigiando a Matilde que estava no escorrega.
- Pareces uma criança. Disse a Rodolffo.
- É bom ser criança.
- Rodolffo, ficas quantos dias?
- Como ficas? Eu não vou embora sem vocês!
- Preciso falar com o Diogo.
- Só vou embora quando vocês puderem viajar comigo. De resto só se me expulsarem.
- De certeza?
- Quando chegarmos vamos legalizar a paternidade da Matilde.
- Não precisa.
- Mas ela tem que ter o meu nome!
- E tem. Aqui ninguém tem só um dos pais. Eu tive que dar o teu nome para a registar. Ela é legalmente e legitimamente tua filha.
- Gostei dessa lei, disse dando-lhe um beijo.
De seguida fomos para minha casa.
Tinha combinado com a Joana jantar lá. Além de que a Matilde não tinha roupa para ficar no hotel.
Convidámos o Diogo para jantar. Agora vamos saber tudo deste rolê.
Apresentei o Tomás, o João e a Joana.
- Prazer Joana. Obrigado por acolher as minhas princesas. Este marmanjo eu já conheço do Brasil. Que raiva eu tinha de você quando ia levar a Ju a casa.
- E mesmo assim deixou fugir! Disse o Tomás.
Não respondi. Era verdade.
- Prazer João.
- Diogo! Quando a Ju está liberada para viajar comigo?
- Neste momento ela está liberada para as suas férias anuais. Daqui a um mês vai assumir funções já no Brasil. Vou ter que arranjar substituta para ela aqui. Pode viajar quando quiser. Lá tem um apartamento à sua disposição facultado pela empresa.
- Não! Ela vai para minha casa.
- Veremos, respondi vendo ele fechar a casa.
- Se ela não quiser o apartamento terá o correspondente no salário já que ela tem contrato de trabalho na Sede e por conveniência nossa vai ser deslocada. Ela é que escolhe.
Jantámos e Diogo contou como desconfiou de nós dois pelas nossas histórias e com a ajuda de Tomás ligou os pontos.
- Então, quando me convidaste a vir cá já sabias?
- Sim. Por isso insisti tanto.
Tivemos uma noite bem animada. Separei roupa para mim e para a Matilde e fomos para o hotel.
Precisámos de reservar mais uns dias já que eu ia ficar por cá pelo menos 3 semanas.
Contíguo ao nosso quatro havia um quarto de solteiro que por sinal ligava com o nosso. Fizemos a reserva para a Matilde. Não que ela não pudesse ficar connosco mas precisamos de momentos a sós.
Tomámos todos um banho e colocámos a Matilde na cama que logo adormeceu.
- Amor porque não queres ir viver comigo?
- Quem disse que não quero! Talvez só queira começar uma vida na nossa casinha sem mais ninguém.
- Mas eu não quero que a nossa filha cresça num apartamento. Criança precisa de liberdade. Eu compro uma casa lá no condomínio perto da Alice, assim ela brinca com a Lia.