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ELE FOI EMBORA. BATI NA PORTA incansavelmente, tive esperanças, mas no fim descobri que ele já tinha voltado para casa. Sua mãe voltou e foi buscá-lo, algo do tipo. Não entendi exatamente como aconteceu, não tive como prestar atenção, estava muito atordoada.
Cheguei tarde demais.
Quando deitei na minha cama naquela noite, pela primeira vez desde que ele chegou na minha casa me faltou o sono. Virei para a direita, para a esquerda, mas nada funcionava. Talvez porque o seu cheiro ainda estava na minha cama e isso me impedia até de pensar.
Afoguei o rosto no travesseiro, mas estava perfumado com o seu shampoo.
Fechei os meus olhos, então tudo o que me vinha à mente era laranja, de uma maneira que não consigo explicar, mas só sei representar assim. Sempre vi Minho com essa aura.
O laranja tem vários significados. Quando usado no design de interiores, ele cria ambientes quentes e convidativos. Lee tem um pouco disso, ele emana uma energia calorosa, que de alguma forma te convida a ficar por perto. No budismo, o tom simboliza iluminação; laranja é criatividade, otimismo, alegria; no Oriente-Médio, laranja é luto; nas cadeias, a cor serve para marcar quem está aprisionado. Consigo enxergar um pouco dele em tudo isso.
Talvez o problema seja que ultimamente eu o enxergo em absolutamente tudo. Até em sonho.
No dia seguinte, estava claro. Eu precisava ir até ele antes de entrar na sala. Seria mais um longo dia de provas. Eu não podia perder mais tempo, já estava muito atrasada. Fui até ele. Não foi difícil de encontrar, estava na sua sala de aula.
Minho estava rodeado por alguns dos seus amigos. Chan, Changbin, Ningning e Jiwoong. Estremeci na hora, ainda do lado de fora, não consegui avançar. Mais do que com o coração saindo pela boca, eu estava com o meu coração na mão, ali, em forma de carta.
Ele parecia feliz, rindo de alguma piada que Changbin o contou, mas eu não consegui ouvir pela distância. Sua postura estava relaxada, sentado em seu lugar, Chan sobre sua mesa. Lee às vezes pegava no lóbulo de sua orelha, onde lhe faltavam as argolas. Know olhava os seus amigos de uma maneira que nunca olhou para mim, eu senti ciúmes. Também éramos amigos.
Ele me viu.
Dei um passo para trás, colei as costas na parede. Bati a cabeça, levei a mão imediatamente até o local. Posso jurar que vi Minho conter uma risada.
Meus olhos fugiram dos seus por alguns segundos, mas quando voltaram, ele estava no mesmo lugar. A distância entre nós devia ser de um pouco mais de quatro metros, mas existia uma barreira perante nós, invisível, mas tensamente palpável. Eu sabia que existia, ele também.