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039: 𝓞 que vem
depois de um rolê
com amigos?

       COM TODA A SITUAÇÃO ROLANDO em casa, sair com o pessoal do clube hoje pode ser exatamente o que estou precisando

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       COM TODA A SITUAÇÃO ROLANDO em casa, sair com o pessoal do clube hoje pode ser exatamente o que estou precisando. Mesmo que a minha vontade seja apenas ficar na minha cama, me afundar embaixo dos lençóis e dormir o mais rápido possível, não posso me render a isso. Preciso reagir, não deixar isso me vencer.

       Aceitei o convite, mas ainda restava saber se a minha mãe aceitaria também.

Pensei em várias maneiras de fazer o pedido, mas no fim "Vou voltar um pouco mais tarde hoje, tenho reunião com o pessoal do clube" foi a minha melhor opção. Acredito que pela primeira vez eu não pedi autorização, apenas notifiquei o atraso. Pedir autorização arrastaria a conversa, haveria a possibilidade de um não ou, no pior dos casos, uma conversa exaustiva que eu não vou querer agora.

        A resposta foi apenas um "👍".

        Respiro fundo, sentindo todo o peso da frustração recair sobre mim. Por mais que eu queira evitar grandes conversas, ainda esperei mais do que apenas isso. É agonizante. Nunca estivemos tão distantes. Odeio isso.

        Quando perdemos o meu pai, de certa forma nos fortalecemos. Ficamos mais tempo juntas, conversamos mais — ainda que nunca sobre ele. Agora que há um substituto, sinto a distância. O laço que nos uniu, enfraquece. Sempre seremos uma mãe e duas filhas, mas ainda conseguiremos ser família?

        Em não acredito mais que o Senhor Song seja o real problema. Ele parece uma boa pessoa, pelo menos é enquanto meu professor. Parando para pensar, a dificuldade que tenho com a situação é o que de fato ela causou na nossa relação. Incomoda a mamãe simplesmente não ter compartilhado algo tão importante com a gente, depois trazer ele para a nossa mesa e dizer que espera que sejamos uma família, tudo isso na frente das memórias do papai, como se ele já não significasse mais nada, como se existisse uma borracha mágica capaz de apagar ele das nossas memórias, do nosso sangue.

O problema está com a mais velha.

        Estou chateada porque sinto que ela não entende como minha irmã e eu nos sentimos. Mamãe desconsidera como tudo é difícil para a gente e isso machuca pra caramba. Poxa, não é nada simples! Tem um homem na nossa casa dizendo que vai ser o nosso padrasto, um pai postiço. Ela não entende que foi ela quem se apaixonou por ele, mas para nós o homem é um completo estranho.

       Não me agrada pensar em "se...", todavia, acho que as coisas poderiam ter sido melhores se o assunto fosse introduzido para nós aos poucos, sem que fossemos pegas tão de surpresa, sem que precisássemos nos conhecer no susto.

São muitas hipóteses. Enquanto isso, a realidade não foi nem um pouco agradável.

— Olá? Terra para Yoonjoo...! — Sieun me chama, movendo a palma da mão na frente do meu rosto. — Você ainda está entre nós?

𝐀𝐅𝐓𝐄𝐑 '𝐋𝐈𝐊𝐄'; 𝗹𝗲𝗲 𝗸𝗻𝗼𝘄Onde histórias criam vida. Descubra agora