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030: 𝓞 que vem
depois das gotas de
chocolate?

030: 𝓞 que vem depois das gotas de chocolate?

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QUATRO. NA PIA, QUATRO PRATOS; no banheiro, quatro escovas de dentes. Há um a mais que o comum. É oficial: Lee Minho, de uma forma completamente inusitada, irá passar alguns dias aqui em casa. É confuso, estranho e muito surpreendente. Eu não sei explicar, só sei que é assim.

Depois da atitude repentina da minha mãe, ela voltou para a mesa, com a autorização da senhora Lee. Foi tão fácil que isso me fez ficar com um pouco de inveja, eu devo admitir. A mãe dele aceitou numa boa, deve ter ficado mais tranquila em saber que nesta casa ele estará sob a supervisão de um adulto responsável, além de que, aqui ele nunca estará sozinho. Acho que também concordaria, se eu estivesse no lugar dela. É melhor Minho estar aqui do que isolado em casa, principalmente agora.

Às vezes eu me esqueço como faz pouco tempo desde que o pai dele faleceu, talvez isso seja por ele estar bem melhor do que eu em relação a isso. Não sei lidar perfeitamente com a falta do meu pai, não preciso nem dizer isso, está obvio. Eu também sei que cada um lida com o luto de uma maneira diferente, caramba, já escutei muito isso. Ainda assim, eu queria conseguir lidar tão bem quanto o Lee. Seria mais fácil, ou melhor, mais suportável.

Adentro o meu quarto, este que agora virou o "quarto de visitas".

Minho não está aqui, mas a sua presença já é percebida no cômodo. Suas coisas estão em um canto do quarto, embaladas em uma mala grande e uma mochila — a dos materiais escolares logo ao lado também. Sento-me na cama, é quando percebo uma coisa no colchão que não tinha antes. É uma caixinha pequena de remédios, deve ter rolado de debaixo do travesseiro. Tento ler o que diz, mas não entendo muito bem da sua composição ou para que serve um remédio com esse nome esquisito.

— Eu sei que o quarto é seu, mas para de mexer nas minhas coisas. — ele diz, tomando os comprimidos da minha mão.

— Desculpa. Eu te trouxe uma coberta, para você não ficar com frio. — digo, apontando para o item novo e limpo que deixei ao lado da cama. Porém, duvido muito que ele vá sentir frio com esse pijama de calça e camisa de mangas longas. Parece o que Hongjoo usava quando era bebê. — Para que você toma esse remédio?

— Obrigado pelo cobertor. — ele agradece, sentando na cadeira da minha penteadeira. — E me desculpe por ter te tirado do seu quarto. — desculpa-se. Lee vai ficar na minha cama, Hongjoo com a minha mãe e eu no colchão da mais nova, que levamos para o outro quarto.

— Não, está tudo bem. — dou de ombros. Não me importo de ir dormir no quarto da minha mãe, vai ser como quando eu era criança... ou quando o meu pai nos deixou. Não, prefiro não me lembrar disso. — Sinceramente, é melhor do que eu ter que ficar aqui com você.

— Por que? — Lee interroga, em um tom de voz risonho. — Você tem medo de não conseguir resistir a mim? — questiona, fazendo agora sim com que eu solte uma risada alta. Hilário.

𝐀𝐅𝐓𝐄𝐑 '𝐋𝐈𝐊𝐄'; 𝗹𝗲𝗲 𝗸𝗻𝗼𝘄Onde histórias criam vida. Descubra agora