Bebel
Terça feira 16/01
Hoje eu fiquei na segurança do fogueteiro, andamos praticamente o Rio de Janeiro inteiro. Fomos de morro em morro para anunciar e perguntar quem queria nossa nova cocaína. Fechamos uma parceria com um colombiano e ele enviará a carga. No entanto, antes de começar a vender para o nosso povo, vamos deixar os outros experimentarem primeiro.
As rotas dos caminhões estão planejadas, eu mesmo fiz, então não tem como falhar. Também falei sobre como cada pessoa deve esconder cada kilo da cocaina e evitar ser detectado. Antes de tudo isso, fiquei mó tempão estudando cada rota do caminhão, passando meses observando como poderiam trazer os produtos sem serem identificados.
Minhas responsabilidades aqui no morro variam cada dia, às vezes eu sou contador de droga, gerente, segurança, e sempre faço várias funções. No final da semana, estou exausto em casa, sem energia para fazer nada.
Testa: coe Bebel, pode liberar aqui?- semicerro os olhos vendo um carro preto, me afasto da árvore e vou andando na direção dele-
Encaro o carro preto, um Corolla sem placa, tiro a Glock da cintura e faço sinal pro motorista abaixar o vidro, encaro o Corolla que estava dentro do carro com a filha mais velha dele e um menozin.
- pô Corolla, tu sabe que tem que abaixar os vidros na entrada pô -falei guardando a Glock na cintura e encarei ele- desculpa aí.
Corolla:ta suave, ele não viu não - confirmo com a cabeça olhando pra ele que estava com a aparência bem acabada- vim ver o movimento do morro né?
- Seja bem vindo pô - faço sinal e e ouço a criança rir junto do pai - patrão ta em casa, mas é só pedir que alguém chama ele pra ele vem pô.
Corolla:Ta de marola?- confirmo trocando o boné de posição na minha cabeça - entra aí, já até esqueci como anda nesse morro, faz um tempo que eu não venho aqui.
Conheço o Corolla desde sempre, vi o nascimento de alguns filhos dele e também já tive um rolo com a filha mais velha dele, mas não demos certo por alguns erros dela. A gente começou a se envolver quando ela completou dezesseis anos, mas paramos quando ela ia fazer dezoito; até que durou bastante.
Hoje em dia, eu não tenho nenhum contato com ela e prefiro que seja assim mesmo. Terminamos de uma forma legal e eu só desejo coisas boas para ela, não guardo rancor não.
Entrei no carro e ele acelerou subindo os vidros, lá dentro estava com um cheiro forte de maconha. Subimos lá pra praça principal que estava bem cheia por conta do horário, cinco e pouca da tarde, a maioria das crianças estão saindo da escola e ficam ali na praça. Desci do carro vendo alguns rosto conhecido, inclusive a Luana que estava com o Apollo mais para frente.
Helena: e aí Dário, tudo bem?- viro a cabeça pra trás encarando ela e confirmo - você ta bem sumido, nunca mais foi lá no morro, nem nos bailes eu vejo você.
- Não tem motivo pra eu ficar dando bobeira em outro morro- engulo a saliva olhando pra ela que confirma com a cabeça fazendo careta-
Helena: Eu sei que errei muito com você, mas não quero ficar nesse clima chato, você era um amigo incrível para mim e eu não quero me afastar mais -
-Helena, a gente já conversou sobre isso, não precisa voltar o assunto de novo pô - me afasto indo na direção do pai dela - vou lá na casa do terror, qualquer coisa é só liga.
Ele faz o joinha assoprando a fumaça do cigarro e eu ajeito a blusa e desço a calçada atravessando a rua, entro no beco e subi um pouco até chegar na casa do terror, empurrei o portão sabendo que tava aberto e entrei vendo o cachorro dele dormindo na maior paz.
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Intensidade
Fanfiction"𝘌𝘮 𝘶𝘮 𝘦𝘯𝘤𝘰𝘯𝘵𝘳𝘰 𝘪𝘯𝘦𝘴𝘱𝘦𝘳𝘢𝘥𝘰, 𝘶𝘮 𝘤𝘢𝘴𝘢𝘭 𝘲𝘶𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘨𝘶𝘭𝘩𝘢𝘮 𝘦𝘮 𝘶𝘮 𝘢𝘮𝘰𝘳 𝘢𝘳𝘥𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘦 𝘪𝘯𝘵𝘦𝘯𝘴𝘰, 𝘦𝘯𝘧𝘳𝘦𝘯𝘵𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘫𝘶𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘢𝘴 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘦𝘴𝘵𝘢𝘥𝘦𝘴 𝘥𝘢 𝘷𝘪𝘥𝘢. 𝘌𝘯𝘵𝘳𝘦 𝘳𝘪𝘴𝘰𝘴, 𝘭...
