Eu gosto da minha cidade natal, com as maravilhas desse mundo

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É, vidocas... Nove capítulos para o final da fanfic e eu não estou já sabendo dizer adeus.

Esse é o maior salto do relacionamento de Donna e Kieran e sinto que não poderia ser mais especial.

Obrigada ;) espero que gostem e até o próximo sábado.

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Você agradece por ter sido uma viagem tranquila para sua cidade natal. Vocês chegaram na casa comprada por Alcina em menos de três horas, conseguiram limpar a casa e descansar por alguns minutos. O maior motivo de você ter escolhido esse lugar, foi para ressignificar todo período de dor, criar novas memórias e construir uma história e parecia melhor, é como estar em casa, como na mansão, mas em uma casa menor, o que deixa vocês ainda mais próximos. Donna pediu um tempo para cozinhar com Angie e Luna, para que Angie não ficasse com ciúmes por estar tão longe do que está acostumada, então, você e Carlos saíram para a floresta.

“Mamãe, tô cansado!” Carlos reclama com um biquinho e você ri, pegando ele no colo sem o menor esforço. “Onde estamos indo?”

“Tem uma lagoa bem bonita aqui perto. Eu costumava pescar com meu pai nele quando tinha sua idade.” Você conta com nostalgia, se lembrando de quando seu pai era apenas seu pai, não um homem que você não reconhece. “Ficávamos o dia inteiro nisso, minha mãe ficava bem nervosa.”

“Por que?” Carlos pergunta curioso, deitando a cabeça em seu ombro.

“Chegávamos em casa sujos e cheirando a peixe.” Você ri ao se lembrar do quanto sua mãe quase gritava dizendo que iria deixar você e seu pai dormindo na rua até se livrarem do cheiro e da sujeira. Ela nunca o fez, no entanto. “Era muito divertido.”

“Você ama eles? Eles parecem legais.” Carlos pergunta e a dor causa uma pontada em seu coração. Você sente tanta falta que palavras não seriam o suficiente para descrever o quanto.

“Muito, querido.” Você diz com sinceridade e beija a testa de Carlos. “Eu os amo muito. Eles são legais, mamãe é muito divertida. Já meu pai… eu não sei se gosto muito dele nesse momento. Mas, vou torcer para ficar tudo bem. É o que nos resta, não é? Sempre esperar pelo melhor.”

“Sim, mamãe.” Ele concorda, mas você não sabe se ele entendeu mesmo, então ri, agradecida por ele ser apenas uma criança com o coração enorme.

“Vamos pescar alguns peixes para o jantar?” Você pergunta e Carlos ri, balançando as pernas até que você o colocasse no chão, para ele sair correndo em direção a lagoa enorme. “Cuidado, querido!”

“Tô te esperando, mamãe!”

Você ri, se recompõe e vai até Carlos na lagoa, entregando uma pequena vara de pesca que você fez de última hora para ele. Não parece muito boa e definitivamente é muito frágil, mas fará o trabalho. Serão bons dias, ninguém pode tirar isso de vocês.

“Cuidado, cuidado.” Você alerta Carlos e fica atrás dele, colocando a vara de pesca na mão dele, já com a minhoca na ponta do anzol improvisado. Carlos arremessa até a lagoa com um som surpreso e você sorri com a animação dele. “Sem muito movimento para não assustar eles.

“Eles vão morrer?” Carlos sussurra para você.

“Sim, querido. É assim que comemos eles. Mas vamos fazer isso rápido, ok? Para que não sofram muito.” Você responde e Carlos assente rapidamente.

O silêncio toma conta por alguns minutos, você e Carlos olhando a lagoa, notando as centenas de folhas caídas e alguns pequenos girinos indo de um lugar para o outro. Os pássaros cantam e voam sobre vocês, mesmo com todo o frio. Em algumas semanas ou dias não será mais possível pescar, a água vai congelar em pouco tempo. Por isso você está tão grata por ter esse tempo ao lado do seu filho. Você ajusta com uma mão a touca na cabeça dele e Carlos se encosta em você com um suspiro.

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